Archive for março, 2009

Hoje é dia da minha amiga

sábado, março 28th, 2009

Começamos a trocar cartas quando éramos adolescentes e não se pensava que a internet poderia se tornar a maior ferramenta de comunicação do mundo. Eram longas e intensas cartas em que contávamos nossas aventuras com amores platônicos e que nunca chegaram e se concretizar, dúvidas, questionamentos, alegrias e tristezas de uma fase difícil, mas deliciosa da vida. Nos conhecemos no colegial, no primeiro ano, e com o passar do tempo já éramos grandes amigas. As cartas nos ajudaram a entender uma à outra e entendermos os próprios problemas.

Quando estudantes, ela foi uma das poucas pessoas que sempre me apoiou naquela escola. Acho que, no fundo, é porque seu coração é muito grande e ela compreendia, mais do que todos os outros, que ali não era o meu lugar.

Profissionalmente, seguimos caminhos diferentes. Ela buscou o que o curso técnico nos propôs e eu fui pela estrada oposta. Nunca chegamos a ficar muito tempo sem nos falar. Houve uma época em que, sim, estávamos tão atribuladas com nossos trabalhos que o contato era esparso, mas ele sempre existia. Pelo menos é assim que eu mantenho na minha memória, que eu nunca esqueci que ela era minha amiga especial.

Passávamos madrugadas conversando, e esses imagens não saem da minha memória. Tenho um enorme carinho pela mãe dela e minha família gosta demais dessa amiga. Em um momento difícil pelo qual passei, voltamos a nos aproximar. Dessa vez, os e-mails já existiam para tornar as conversas mais frequentes. Cheguei a morar muito, muito longe, mas mesmo assim tentei estar presente quando ela precisou. Porque amigas de verdade estão perto mesmo quando a distância as separa fisicamente.

Somos comadres de casamento e hoje aquelas garotas que sonhavam com os meninos que nunca beijaram na adolescência compartilham as alegrias de terem encontrado um verdadeiro amor e os altos e baixos da vida. Sei fatos sobre ela que poucas pessoas sabem; ela me conhece como poucos me conhecem. Hoje, mesmo quando não podemos nos falar longamente, trocamos e-mails de “oi, está tudo bem?”, “tudo corrido, mas tudo bem, e você?”. Quando conseguimos, são páginas de escrita.

Anos depois das primeiras cartas que trocamos, ela me presenteou com as que eu lhe escrevi. Nunca mais devolvi (que coisa feia!), porque ainda espero escrever uma história baseada em algumas memórias da adolescência. Foi ela a primeira pessoa a ler o original do meu primeiro romance. E não leu quando pronto, mas sim capítulo por capítulo, assim que eu acabava de escrever, ao longo de dois anos. E lia prontamente, com carinho e dedicação que poucas pessoas são capazes de ter. Comentava, dava dicas e sugestões, tornou-se uma verdadeira editora.

E é essa amiga quem me incentiva dia após dia para que eu não desista dos meus sonhos, para que eu continue lutando. Ela me faz crer em um talento que eu não achava que tinha, faz com que eu acredite pelas palavras sinceras de que tudo vai dar certo. E é essencial ter uma amiga assim ao lado para a vida ficar mais bonita.

Hoje moramos a duas horas de distância de carro e mais de três de ônibus, mas estamos ligadas por uma amizade sólida e verdadeira. Nossos maridos se tornaram amigos, nossos filhos serão amigos também, eu já posso imaginar essas cenas de futuro. Posso dizer-lhes para questionar a “tia” Lu quando apresentarem um problema de Exatas e ler um livrinho quando eu me tornar a “tia Nanda”. Porque ela, além de minha vóva Lourdes, é a única que me chama assim.

Hoje é aniversário dela e eu não estou lá fisicamente, mas minhas vibrações de alegria, meus pensamentos positivos e meus desejos de felicidade, saúde, saúde e saúde podem viajar milhares de quilômetros.

Lu, minha amiga, minha EOL, minha conselheira, minha comadre, minha querida enviada por Deus, Feliz Aniversário. Que sua vida seja repleta de alegrias e surpresas positivas, porque nem tudo podemos controlar, mas podemos aceitar como bênçãos, não é? Que nossa amizade nos mantenha unidas até a velhice, quando eu for uma desmemoriada e você terá que me contar todas as histórias da nossa longa caminhada.

Obrigada por ser minha amiga!

A verdade é que temos muitas, muitas fotos juntas, inclusive para escanear. Da nossa formatura no colegial, na faculdade, e até mesmo quando ela aparece chorando nas fotos do meu casamento. Não dá para colocar tudo aqui, mas fica um pouco da história da nossa amizade.

Alegrias a todos,
Fernanda.

Ela deixou! Ela deixou!

terça-feira, março 24th, 2009

Nem todas as minhas amigas gostam de aparecer nas fotos e no blog, então eu respeito, claro (afinal, durante mais de cinco anos eu mesma fui uma blogueira anônima). Mas agora que a Ana deixou eu colocar sua foto, vou “passar na frente” esse post antes que ela mude de ideia.

Passei o sábado inteirinho com Ana e Sherry. Almoçamos uma comida deliciosa, com nhoque aos três queijos e strogonofe de cogumelos, passamos horaaaaas conversando, falando bobagens e rindo, fomos ao mercado como se estivéssemos na Disney de tanta diversão, voltamos e comemos mais e mais, conversamos mais e mais… e eu, que adoro palavras e escrever sobre os fatos, não consigo expressar o quanto foi bom estar ao lado dessas minhas amigas.

O mais engraçado é que depois de horas juntas, e muitos assuntos começados e inacabados, eu tive a sensação de que havia chegado minutos antes e de que precisaríamos de dias para colocar todos os assuntos em dia. É tão bom ser você mesma sem vergonha, sem pudores, sem disfarces ou frescurinhas… Ter amigas é essencial. E um marido paciente e que se dá bem com todo mundo é um pacote para a felicidade.


Eu sei que ela deixou eu postar uma foto só, mas espero sinceramente que eu seja perdoada ;o)

Alegrias,
Fernanda.

Dia Mundial sem Carne

sexta-feira, março 20th, 2009

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Hoje é o Dia Mundial Sem Carne. Já pensou em tentar passar só um diazinho na semana sem carne, só um? Pode ser hoje, pode ser amanhã, comece quando quiser. É bacana porque poupamos nossos amigos animais e a sua saúde agradece. Está lançado o desafio, depois me conte o que achou.

Alegrias,

Fernanda.

Vida de repórter

quarta-feira, março 18th, 2009

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Eu percebo que em todas, absolutamente todas, as fotos em que apareço ao lado de animais (qualquer um), fico com cara de boba. Eu sou apaixonada por bichos, vocês sabem. E quando faço alguma matéria em que posso ter contato com eles, é a maior felicidade pra mim. Vida de repórter também tem dessas coisas.

Patrocínio de Fabrício Leme de Moraes, nosso fotógrafo e que após alguns anos de convivência tem feito a gentileza de me fotografar em algumas matérias. Se não fosse por isso, estaria difícil atualizar por aqui. Uma salva de palmas para o Fabrício. Clap clap clap.

Alegrias!
Fernanda.

Adolescência

sábado, março 14th, 2009

Coloquei música para arrumar a casa. Não é o meu forte fazer essas tarefas diárias e corriqueiras, desde colocar uma roupa no lugar até lavar a louça (aliás, quer coisa mais triste para estragar as unhas que acabamos de fazer?). Óbvio que eu não sou fresca, quem me conhece sabe, o problema é que eu não nasci mesmo com o “dom” de ser dona-de-casa. Acreditem, é preciso de dom para isso também, a profissão mais difícil de todas ao meu ver. Até que eu aprendi a fazer certas tarefas ao longo do tempo. Hoje cozinho bem (mas marido cozinha melhor), lavo a louça (mas marido prefere lavar), passo a roupa quando necessário, enfim, coisas básicas. Meu gosto mesmo é acender um incenso, colocar velas coloridas e perfumadas, enfeitinhos e deixar tudo com a nossa cara. Isso é bom de fazer. Mas, enfim, por que raios que caí nesse assunto mesmo?

Ah, sim, eu coloquei música para arrumar a casa em um final de semana. Escolhi na TV a cabo a rádio “anos 90”. Ahá, era tudo de que eu precisava! Eu comecei a cantar a primeira, depois a segunda e a terceira e, bom, eu conheço todas as músicas que tocam nessa seleção e não resisti, parei tudo para contar para vocês. Como é bom recordar do passado com carinho, não é? Não estar presa a ele, de jeito nenhum! (Até porque posso dizer com segurança que a melhor época em que já vivi é o hoje e o agora), mas lembrar do que fomos e pelo que passamos é um resgate de nossa própria história.

Alguns cantores e grupos cantam até hoje e fazem sucesso, outros sumiram e o mais legal é transportar a mente para algum lugar do passado. Minha adolescência foi nos anos 90, com aquelas calças de cintura alta e jeans coloridos, cabelos armados e encaracolados, que eu, aliás, quis ter também. Imaginem uma garota com 16 anos não satisfeita com o cabelo superliso que hoje é a moda? Eu os enrolava, passava gel ou laquê, achava lindo, sempre achei, até hoje acho e não entendo muito bem essa mania de todo-mundo-ser-igual. Respeito, mas não entendo muito bem, não. A diversidade é tão bacana e percebi que cresci quando, finalmente, aceitei ser quem eu era, com defeitos e qualidades, com o que eu achava bonito e feio.

Na adolescência eu passei por muitos momentos complicados no curso que fiz de Telecomunicações na Federal, que hoje é chamada de Cefet. O lugar também me trouxe uma das minhas melhores amigas e a certeza que posso enfrentar situações difíceis, então deixemos de lado o que foi ruim. A época também era de bailinhos com o pessoal da rua e matinês em discotecas (mudaram o nome de discoteca para casa noturna? Ou boate? Ou qualquer outra coisa? Mas era discoteca!). Menores de idade, um dos pais das garotas nos deixava e o outro ia nos buscar. Meu pai e minha mãe quase sempre estavam no meio, eles foram muito legais, sempre nos levando e trazendo e, creio hoje, que queriam saber exatamente onde estávamos e com quem. Que bom.

Um dos nossos lugares preferidos era uma casa grande de esquina em um bairro lindo de Sampa e bastante conhecida na época, matinê das 17h às 23h, ou mais ou menos isso, e eu e minhas amigas íamos todos os domingos. Todos. Até no dia dos pais fomos, certa vez, após o almoço com a família. A moda era usar calças de sarja coloridas. Eu e uma amiga tínhamos a mesma calça vermelha, que usávamos com camisetas e blusinhas para combinar. Eu tinha uma botinha que não tirava do pé porque era confortável para dançar. E como eu dançava! Até hoje eu adoro dançar, mas naquela época eu dançava o tempo inteiro, não sei como aguentava.

Essa rotina aconteceu desde 13, 14 anos até uns 16 anos, quando descobrimos que poderíamos entrar em algumas discotecas no período noturno. Ok que nossos pais não nos deixariam chegar tarde em casa, mas éramos “quase adultas” e pelo menos não precisaríamos mais conviver com os “pirralhos” da matinê. Abandonamos as calças coloridas e começamos a usar saias e blusas brilhantes, afinal, era noite. E eu dançava a noite inteirinha com um salto alto enorme sem reclamar. Talvez eu me escondesse na dança. A verdade, sem pieguice, é que eu nunca fui a garotinha bonita da turma, nunca nem cheguei perto. E estou amenizando o comentário, na verdade.

Os anos 90 foram intensos para a Fernanda adolescente. Foi quando eu fiz meu curso técnico, época em que saí muito com minhas amigas, que fiz teatro, que estudei idiomas, que aprendi, a duras penas, a saber quem sou. Em 1997 entrei na faculdade, aos 17 anos, e comecei a ficar “um pouco mais adulta”, e já trabalhava como professora de inglês desde o ano anterior. Então começou uma nova fase na minha vida. Quem sabe um dia eu a lembre aqui também. O importante é saber que tudo o que passamos nos fortalece para sermos quem somos hoje. E depois de muita terapia comigo mesma (sabe comé, você fala com você mesma e tal?), eu consigo lembrar com carinho da minha adolescência. Muito carinho! Afinal, ela foi boa demais!!

E como foi a adolescência de vocês?

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Alegrias,
Fernanda.

Filmes sobre escritores

sexta-feira, março 13th, 2009

Eu adoro filmes em que aparecem escritores, sejam baseados em fatos reais ou ficcionais. Há um que eu sempre assisto e me lembrei agora de falar para vocês: Miss Potter. Esse filme é lindo, lindo, lindo. Eu choro todas as vezes que vejo, fico emocionada com muitas cenas… O filme conta a história da escritora Beatrix Potter (interpretada por Renée Zellweger) e se passa no início do século XX. Beatrix é, até hoje, uma das principais escritoras de livros infantis no mundo, criou muitos personagens e os desenhava. Este é um filme que eu recomendo. A fotografia é belíssima, a história é linda, é um dos meus favoritos.

No final de semana assisti ao Alex & Emma, outra história sobre um escritor (dessa vez, pura ficção), Alex Sheldon (Luke Wilson), que deve US$ 100 mil a agiotas. Ele tem 30 dias para pagar a dívida e, para isso, precisa terminar um romance. O escritor contrata a tipógrafa Emma Dinsmore (Kate Hudson) para ajudar a escrever o livro a tempo. A comédia romântica mostra a mistura entre realidade e ficção, é uma graça. Um filme bem leve e doce.

E você, conhece algum filme que conta a história de um escritor?

Alegrias,
Fernanda.

A gente sofre…

quarta-feira, março 11th, 2009

…Mas dá risada!

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Eu, no Mogi Guaçu Fashion Week, de capa de chuva amarelo-ovo e botinhas de enchente branco-sujo, em dia de alagamento na cidade. Éééé, filhotes, cês acham que vida de repórter é fácil? É fácil, não!

Alegrias,
Fernanda.

Quem é você?

domingo, março 1st, 2009

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Outro dia eu me deparei com uma pessoa que me disse “eu sempre leio o seu site”. Primeiro eu quero agradecer, porque a intenção é essa mesmo: ser lida. Mas eu admito que fiquei assustada. Sério. É claro que a internet é um mundo aberto, mas como não divulguei o endereço para as pessoas e as visitas foram aumentando, fiquei surpresa. Há dias que nem 3% dos visitantes deixam um recado (eu fiz as contas…)

Quando eu entro em um site novo, conheço um blog diferente e me identifico, eu procuro deixar um recado, para dizer que cheguei, que li e pretendo ler mais. Pode ser que depois eu não consiga mais manter a frequência de recados (porque o ritmo de trabalho não deixa), mas, enfim, deixo um alô sempre que posso e, principalmente, fico mais à vontade porque não me sinto “invadindo” um espaço, já que me apresentei. Não sei se faz sentido, mas, para mim, a casa virtual merece respeito como a casa real – é legal bater na porta antes de entrar.

Não sou inocente, óbvio, e sei que muita gente prefere o anonimato, mas dessa vez eu queria fazer um pedido (como já havia feito no meu antigo blog). Eu quero saber quem é você que entra aqui. Sem promoção, sem presentinho ou sorteio para “incentivar” o povo a escrever. Eu só faço um pedido gentil, educado e cheio de carinho, para que me deixem um recadinho sobre vocês. Se é leitor antigo ou eu conheço pessoalmente ou se nunca comentou antes aqui, não importa, eu quero saber de todos. Se você leu esse post e puder, me responda.

Quem é você?
Se quiser, pode dizer ainda quantos anos tem, onde mora, o que faz da vida, o que te trouxe aqui, o que te mantém aqui, o que você gostaria de ler nesse espaço, qualquer coisa. Vamos bater um papo. Muito prazer, eu sou a Fernanda e você sempre será bem-vindo.

Atualização: Eu estou adorando receber os recados de vocês. Pude receber o carinho de amigas que me conhecem há anos, como a Lu, a Ana e a Rúbia, saber que pessoas queridas do mundo virtual continuam me acompanhando, como a Lucia, a Nanda Galvão, a Fabi, a Téti e a Lorena, receber mais um carinho da nova leitora Elianinha (que já tem um espaço no meu coração) e conhecer a leitora Osinete, a Rose, que foi gentil, deixou um recado muito amável e fez eu ganhar o dia. Obrigada. Você que me conhece, comente. Você que vem aqui e nunca deixou um recado, essa é a chance de nos conhecermos. Vai, deixa um “oi” pra mim, deixa? ;o) (Logo voltaremos à “programação normal”).

Alegrias,
Fernanda.

Domingo, 1º de março de 2009.
Atualizado na quarta-feira, 4 de março de 2009.


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