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Carinho vestido de brownie

quinta-feira, julho 15th, 2010

Ontem eu recebi carinho em forma de carta. Dentro de uma caixa, um pacote embaladinho com carinho (deu para sentir), uma cartinha fofa e pedacinhos de delícia pura – brownies da Zel. Gente, as fotos estão feias porque eu tirei rapidamente, tamanha era minha vontade de experimentar a receita. Eu e Má colocamos sorvete e foi um pedacinho do céu na boca. Que delíciaaaaaa!!!! :-)

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Zel, nem sei como agradecer. Porque, para mim (já comentei uns posts atrás), comida é uma forma de agradar, de dar carinho, de mostrar afeto. Receber essa receita pelo Correio teve um sabor especial e você precisaria ver minha alegria quando peguei a caixa! Para mim, há coisas que não têm preço na vida e nenhum outro presente que eu recebesse (caro, de marca, essas coisas) teria o mesmo valor que o carinho.

Obrigada de todo meu coração. Má também agradece, hehe. E minha casa está aberta para receber você, baby e seu Fer aqui, quando quiserem, convidados de honra!!!

E pessoal, desculpem deixá-los com água na boca ;-)

Alegrias,

Fernanda.

Mentira. E um ponto final.

segunda-feira, outubro 19th, 2009

Em tantos anos de internet, escrevendo, blogando, participando de comunidades, nunca me aconteceu algo assim. E eu quero esclarecer de uma vez por todas essa história de mentira para encerrar o assunto. É longo, mas também é um alerta.

Há alguns dias, recebi um e-mail de uma pessoa que me encontrou pela internet, afinal eu escrevi matérias sobre câncer que disponibilizei no meu site e deixei recados para um rapaz que fazia tratamento no ano passado e mantinha um blog com informações sobre leucemia. Pois bem. A pessoa, cujo e-mail aparecia como remetente Eliane Rodrigues Pereira, pedia apenas que eu escrevesse porque passava por um momento difícil em um tratamento para leucemia e gostava da minha maneira de escrever e ver a vida.

Não é o primeiro e-mail que eu recebo assim. Vale dizer que eu sempre recebi e-mails com pedidos de ajuda ou de uma palavra amiga. NUNCA nenhum e-mail ficou sem resposta. Algumas demoram a chegar, mas sempre escrevo algo. Já conversei sobre trabalho, relacionamentos, depressão, saúde. E tinha o maior prazer em ajudar. Quem me conhece, por favor, me escreva: alguma vez eu neguei ajuda?

Respondi. Recebi outro e-mail e continuamos a conversa. Alguns dados eram conhecidos, como hospital, médico, tratamentos. Tudo fazia um certo sentido. Passei uma madrugada conversando com essa pessoa, tentando animá-la. Minhas conversas sempre foram para falar de Deus, de fé, de amor e de esperança. Ela contou que não havia chances, que os médicos deram três meses de vida, que ela sabia que estava morrendo. Contou de sonhos que teve, falou de família, toda uma história. E depois de dias conversando, o que ela sabia de mim era o meu celular, para emergências.

No sábado pela manhã recebi algumas mensagens dela (SMS), que estaria indo para o hospital. E mantive contato, apesar da minha correria. Não parei de enviar pensamentos positivos e mensagens de força. À tarde, começaram as mensagens do Maurício, aquele que seria seu namorado. Na madrugada, muitas histórias, de que ela teria tido uma parada cardíaca, que foi reanimada, que estava na UTI, que sofreu uma cirurgia. E eu, em plena comemoração do casamento de uma amiga, estava lá, trocando mensagens. Mas eis que comecei a desconfiar.

Não me chamem de maluca, mas eu conheço as pessoas pela maneira de escrever. Vai ver que é porque faço isso o dia inteiro. E notei que as vírgulas eram colocadas da mesma maneira que a Eliane fazia, que os erros gramaticais eram os mesmos (e quem é que comete exatamente o mesmo erro grotesco?), que os acentos estavam igualmente errados, que a maneira de escrever era exatamente igual. Tratava-se da mesma pessoa.

Não, eu NÃO fico prestando atenção a isso quando me escrevem. Eu sequer me importei quando ela me escreveu da primeira vez. Não faz o menor sentido, eu não me importo. Mas estava saltando aos meus olhos e eu precisava encontrar um sentido para minha intuição. Deixei passar o domingo e hoje, segunda, comecei a buscar informações. Lembrem-se: eu sou jornalista.

E vou contar aqui exatamente o que eu fiz. Entrei em contato com o Hospital Samaritano, onde ela estaria na UTI. Não estava. E não estava em lugar nenhum do hospital. Já era mais do que suficiente para eu entender que estava certa no meu palpite. Liguei para a Clínica São Vicente, onde o médico oncologista Daniel Tabak atende. E ele é muito conceituado. Eliane havia me dito que fazia tratamento lá com o Dr. Bruno. Como a atendente não conseguiu informações, liguei diretamente na clínica do Dr. Bruno. E lá, sem informações ainda, consegui o telefone celular do Dr. Bruno. E conversei com ele abertamente, expliquei a história e ele me disse que não tinha nenhuma paciente com o nome que eu passei.

Para piorar, Eliane passou a ligar no meu celular como se fosse Maurício (e eu não atendi) e me mandar e-mails do notebook da UTI (!). Tudo bem, tudo seria possível, poderia até ser possível, mas ela não está internada onde disse, não se trata com quem disse, nada existe. A pessoa, sim, existe, mas deve ser alguém muito atormentada, com sérios problemas, para se apoderar de uma história de leucemia para conversar com as pessoas. ISSO NÃO SE FAZ! Não se brinca com doença.

Cheguei a pedir, em duas igrejas diferentes, por essa pessoa. Eu rezei muito, muito mesmo, por ela, pedindo por um milagre. Cheguei até mesmo a pedir aqui no blog que orassem por ela. Desculpem, caros leitores, mas agora que a situação foi esclarecida, abro o jogo: o post não foi apagado sem querer. Eu o apaguei. Peço desculpas a quem veio aqui e rezou por ela a meu pedido, mas vamos pensar que essa criatura realmente precisa de oração. Porque quem mente dessa maneira precisa de muita oração. Como diz meu marido “não é digna de raiva, mas de dó”.

Eu, ser humano com muitos defeitos, cheguei a sentir raiva, sim. Porque como alguém mente dessa maneira? Constrói uma história verossímil, cheia de características reais, com pontos verdadeiros como o médico, hospital, celular? Como uma pessoa “com poucos dias de vida e cheia de dores” deveria estar sofrendo, eu lhe mandei meu livro inédito. Foi uma maneira de tentar alegrar o dia dessa “paciente que estava à beira da morte”. O meu livro, que é meu xodó, meu trabalho de anos. Mas claro que sou idiota com limites. O livro está registrado na Biblioteca Nacional e eu tenho advogados (no plural), de forma que nada pode ser usado dele por lei. Nada. No mais, se Deus quiser, logo todos poderão lê-lo e ele não será mais um segredo.

Após a desconfiança, não mandei mais e-mails, não atendi a ligação e nem mesmo cheguei a ouvir nenhuma voz do outro lado. Porque mentira não combina comigo. E depois das descobertas, eu me sinto mal. Por ter acreditado de boa-fé. Por ter rezado, por ter pedido. Porque alguém se aproveitou da minha fé para obter atenção. Quer atenção? Escreva dizendo qualquer coisa que eu vou responder, não importa se você só quer conversar ou tem uma unha encravada. Eu respondo todos os recados no blog (digam se vocês costumam ver isso por aí?), eu mudei o sistema de comentários do blog somente para poder responder por e-mail a todos. Por que alguém utiliza uma doença como o câncer para ter atenção? Não sei. Só sei que vocês ficariam chocados com os detalhes dos e-mails. Com as histórias criadas. Até que as próprias histórias começaram a não “encaixar”.

Eu tenho outras teorias, mas não vou escrever. Poderia conseguir mais informações se quisesse, mas não quero. Chega. Essa história acaba aqui. O IP está bloqueado para comentários, você não me escreva mais e-mails, não me ligue, não me mande mensagens, eu não quero mais saber de nada. Mentira, para mim, só existe a primeira. E é nela que termina tudo.

Fernanda.

PS: Alguém sabe como bloquear uma pessoa de LER o conteúdo do site no WordPress? Obrigada quem puder ajudar. Desculpem, caros leitores, mas depois (não sei quando) volto em programação normal.

Meninas de todos os tamanhos

domingo, outubro 11th, 2009

E o encontro das meninas foi uma delícia, como sempre. Como é que podem três criaturas que moram longe ser amigas desse jeito só a internet pode explicar, mas eu conheci a Nanda, do Rio, há muitoooos anos (e pessoalmente em 2004) e a Rubia há outros muitoooos anos, sendo que descobrimos que moramos não tão longe assim. E as duas se conheceram mais ou menos na mesma época e agora somos um “trio de quatro”, depois que a Giovanna nasceu :-)

Eu, mamãe Nanda e filhota Gigi e Rubia

Eu, mamãe Nanda e filhota Gigi e Rubia

Gigi gostou quando eu fiz "Miauuuuuuu" para o som do gato.

Gigi gostou quando eu fiz "Miauuuuuuu" para o som do gato.

Conheci a querida Lu e a filhota Julia - e na foto Ru, eu, Gi e Nanda

Conheci a querida Lu e a filhota Julia - e na foto Ru, eu, Gi e Nanda

Alegrias,

Fernanda.