Posts Tagged ‘Saúde’

Autismo. Você conhece?

sexta-feira, abril 2nd, 2010

A ONU (Organização das Nações Unidas) instituiu o dia 2 de abril como o Dia Mundial da Consciência do Autismo. Tem matéria hoje no jornal sobre isso e foi um prazer escrevê-la e aprender um pouco com gente de bem na cidade em que moro. Antes da matéria, selecionei alguns vídeos para vocês.

O material da Turma da Mónica sobre autismo é uma graça. Aqui está o primeiro vídeo.

Os demais vídeos sobre o personagem André podem ser vistos aqui e o gibi está aqui (é uma linda historinha, vale ler). Basta clicar na imagem que o gibi avança.

Este vídeo é de 2008 (em inglês), mas muito muito bacana.

E também a minha matéria. Confesso que o único ponto que me deixou em dúvida foi sobre a relação vacinas x autismo. Depois opinem.

AUTISMO

Dia Mundial de Conscientização é hoje

Olhar distante e falta de contato visual, resistência a mudanças na rotina e ao contato físico, risos e movimentos considerados inapropriados e falta de interação com outras pessoas. Esses são alguns dos sintomas do autismo, uma doença que compromete o desenvolvimento normal de uma criança e que se manifesta geralmente antes do terceiro ano de vida. Hoje é o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, instituído pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 2007 como um marco da mobilização mundial.

A palavra autismo é originada em “auto”, que em grego significa “si próprio”. A doença apresenta um distanciamento nas relações com as pessoas. Muitos percebem como se tudo pudesse ser excluído e os demais sequer estivessem presentes. Mas o autista não vive em um mundo imaginário – ele apenas se relaciona com o mundo verdadeiro de maneira própria. Para o autista, não existem normas sociais.

(mais…)

Você agradece?

terça-feira, janeiro 12th, 2010

Nós reclamamos muito. Nós eu digo – eu, você, nossos vizinhos, pais, irmãos, o mundo. E é normal, afinal, quanta coisa há para melhorar nessa vida! Eu mesma sou a reclamona-mór. Top das tops, uma sindicalista (ops). Sou mesmo, ainda mais quando o assunto é direito e dever, justiça, combate a preconceito, defesa de animais e esse papo todo. Fico até meio chata, porque algumas situações realmente me incomodam.

Mas – e aí é que vem o MAS – você já parou para pensar se agradece também? Todos os dias eu agradeço pela minha saúde. Talvez porque minha vida tenha me mostrado esse caminho, mas agradeço, embora esqueça de agradecer tantas outras dádivas. E nos falta agradecer, e muito, e todos os dias.

Porque é normal você ter saúde, você abrir os olhos todos os dias, você ter braços para lavar a louça (e que saco é lavar a louça, eu comentei sobre isso hoje mesmo com uma amiga), você tem pernas para ir ao mercado, você tem olhos para assistir àquele filme lindo e braços para abraçar seus filhos, você tem mobilidade para dançar no meio da sala se quiser, você tem um coração que bate, você tem um teto, você tem comida. “Dã, mas isso é tããão normal”. É, é normal mesmo para muitas pessoas. E não é maravilhoso também? Por que não agradecer?

O nosso problema não é que pedimos – porque eu acredito que temos de prosperar e que a vida é feita para sermos felizes, e nada de sofrimento, pra mim é felicidade que faz felicidade -, o problema mora em só pedir e nunca agradecer. Em não reconhecer como somos abençoados. Todos os dias.

Você já agradeceu hoje?

Alegrias,

Fernanda.

Diário de uma (ex) sedentária

sexta-feira, outubro 16th, 2009

Eu detesto academia. Mais uma vez: eu de-tes-to academia. Na verdade, eu não gosto de fazer exercícios físicos porque a impressão que eu tenho é que estou perdendo tempo (!) na minha vida, enquanto poderia estar dormindo, lendo ou vendo um filme legal. Pegar peso para mim é muito chato. Mas dois pontos me fizeram procurar um desses lugares de tortura: primeiro a indicação doS médicoS (no plural) e segundo porque eu não paro de comer doce nem a pau, Juvenal.

Daí que eu comecei. E a professora é tão bacana, mas tão gente boa, que me deixou à vontade, compreendeu que não posso fazer vários aparelhos (por causa do problema de coluna) e me indicou outros. Foi uma fofa. Resultado? Pela primeira vez na vida não larguei no primeiro mês. Comecei em maio e ainda continuo, com meia hora de exercício (mais do que isso é sair de lá e me internar que eu pirei).

_16102009_natacaoA felicidade foi descobrir que embora o peso estivesse praticamente igual três meses depois (eu como doce, lembram?), o percentual de gordura caiu em 10%. A saúde sempre é meu guia, sabem. E tem o lance do colesterol alto, do coração, blábláblá, e fui. Mas é legal ver que alguma coisa muda no corpo. Não, eu não baseio minha vida nisso. Eu não sou nada encanada com isso. Eu acho tão chato sair para jantar com os amigos e pedir alface! Eu sou boa de prato, eu como bem que nem muito homenzarrão, eu tenho prazer em comer, em experimentar, em provar receitas novas. Então os exercícios me ajudam a… continuar comendo! :-)

Mas então comecei a fazer natação e percebi que eu há algo que me deixa feliz e me faz bem ao mesmo tempo. Natação é maravilhoso. Isso foi em junho. Melhora tudo na vida: o humor, a dor na coluna, a respiração. E ainda conto com a companhia do marido, que é um nadador mutcho melhor que eu, mas é generoso e me deixa nadar com ele. Tão bom. Vocês já experimentaram? O brigadeiro nosso de cada dia agradece a oportunidade de permanecer nas nossas vidas. E lembrando da saga que foi começar a fazer exercício e do esforço que ainda faço, eu vou contando aos poucos como é ser uma ex-sedentária aqui para vocês.

Alegrias,

Fernanda.

Seis anos de nova vida

quinta-feira, abril 30th, 2009

Hoje é o último dia do mês e por tradição pessoal eu não o deixarei passar sem lembrar o meu segundo aniversário (o primeiro é em setembro, quando, este ano, irei me tornar balzaca). Acabo de completar seis anos. Jovem, não é? Seis anos de nova vida, seis anos desde que tive a oportunidade de permanecer viva. Não é algo triste, muito pelo contrário. Celebrar a chance de viver é uma ode à saúde. E todos os dias eu me lembro do quanto sou feliz por tê-la, mas é em abril, quando comemoro a notícia boa, que eu completo mais um ano.

Quem nunca passou por uma situação de “quase-fui-pro-outro-lado” pode me achar maluca. Mas eu garanto: se você chegou aqui agora e não me conhece, eu sou bastante normal, à parte do fato de ler compulsivamente, ser viciada em brigadeiro e honesta do tipo que não rouba nem R$ 1 do imposto de renda, mesmo sabendo que o Governo tira muito mais de mim indevidamente. Sou normal, povo. E celebro a minha vida de maneira única, porque sou grata por ela.

Na verdade, penso que com a correria do dia-a-dia esquecemos de agradecer por estarmos vivos e com saúde, deixamos de lado os pequenos prazeres como ver alguém dormindo, dar um beijo em quem amamos quando a pessoa menos espera, rir muito (sem vergonha, por que qual o mal em rir?), ler gibi e livros divertidos, fazer ou comer uma comidinha gostosa, passear de mãos dadas, telefonar (ou mandar e-mail!) para um amigo e tudo aquilo o que você sabe que gosta, mas não faz porque “não tem tempo” – e eu acredito, viu. Acredito. Mas não faça isso com você. Dê-se o mínimo de tempo de qualidade e para comemorar a sua vida.

Então vamos lá: É pique, é pique, é pique… Rá Tim Bum, Fernanda, Fernanda!

Alegrias e SAÚDE,
Fernanda.

Dar valor ao que importa

segunda-feira, maio 5th, 2008

Primeiro nós passamos horas na enfermaria, depois dividimos o quarto com um rapaz que estava com dengue (a doença me deu medo, acreditem) e só então fomos para o quarto, ainda sem o diagnóstico do que marido tinha. Assim se passaram dias desde a terça à noite até o sábado de manhã quando, com a certeza do problema, marido foi operado. Confesso que fiquei com medo antes, que chorei, que supliquei por sua melhora. Tudo ao meu redor, absolutamente tudo, perdeu o sentido. Só queria que ele ficasse bem e agora meus desejos estão sendo atendidos. Ainda internado, está acompanhado pelo meu pai – enquanto tento voltar ao trabalho depois de todos esses dias – e apresenta melhoras a cada momento. Em casa ainda vai ser mimado, quando voltar. E ter uma licença forçada, porque só nessas horas que vemos que a máquina do corpo humano também tem seu limite.

Eu sempre disse que saúde era o mais importante nessa vida (leia o post passado, por favor). Parece que quando passamos por uma situação difícil, acreditamos que estamos “imunes” ao repeteco. Mas não é assim. Lidar com nosso próprio sofrimento não é fácil, mas posso dizer que quando vemos quem amamos sofrer, a dor é como se fosse em nós. Por que, como, de repente, aquele homem saudável e brincalhão sofria com dores? Como assim precisaria ser internado, sem previsão de tempo de cirurgia? Não dá para entender e a aceitação só vem com a fé. Não estamos livres de nada, não podemos prever o futuro, não temos controle nem mesmo da nossa própria vida. Nas nossas mãos estão a saúde – para darmos valor – e a chance de fazer um dia melhor do que o outro. Com valores certos àquilo o que realmente importa.

Mais uma vez, um brinde à saúde. De quem tem para sempre ter, de quem perdeu para recuperar e de quem se recupera para não esquecer o quanto é valiosa.

Excelente semana a todos.
Alegrias e saúde,
Fernanda.

Cinco anos de nova vida

terça-feira, abril 29th, 2008

Abril está no fim e eu registro mais um aniversário. São cinco anos de nova vida – eu sou quase uma criança, não sou? – e às vezes parece que foi ontem. Ainda tenho sonhos com o que aconteceu, da felicidade em voltar para casa, mas também do momento em que disse “eu vou morrer, eu vou morrer” e um médico me garantiu que eu ficaria bem. Acho sinceramente que na hora ele estava mentindo, porque não sabia o que ia acontecer com aquela garota de 23 anos que acabava de entrar na UTI em choque, quase sem sinais vitais, com um derrame pleural e outros detalhes diversos. Se tudo estivesse tão bem, ele não chamaria os meus pais para uma “despedida” às pressas (ele ainda não sabia que eu sou uma guerreira). Mas o fato é que ele me confortou e eu me entreguei à certeza de que aquilo não passava de um sonho, como os que eu tenho agora.

Não posso chamar de pesadelo. Tudo o que vivi com tamanha intensidade foi um presente na minha vida. Porque depende de como encaramos os fatos e eu tenho esse jeitão de achar que tudo vai sempre dar certo. A mudança traz dor, mas também alegria. E quando colocamos a saúde acima de qualquer desejo na vida, as lentes que usamos para enxergar o mundo passam a ser outras.

Eu não deixo de agradecer porque a vida é um grande presente. Naquele abril de 2003 eu estive em contato, pela primeira vez, comigo mesma. Uma parte de mim que eu desconhecia e que aflorou na turbulência. Aquela menina reclamona (ainda sou, viu) e que se viu diante de uma situação difícil, não se rebelou. Foi então que descobri que posso encarar dificuldades. É algo contraditório: quando percebemos que não temos controle sobre o que acontece na vida, temos a certeza de que o que queremos para ela determina os próximos passos. E foi assim que eu decidi que queria viver e lutei para isso com a fé e o pensamento positivo. Parece improvável encontrar ambos na dor, mas é surpreendente como podemos ser fortes quando estamos fracos.

Um brinde à vida! À minha e à sua. Nunca se esqueça de fazer tim-tim por ela.

Alegrias e SAÚDE!
Fernanda.