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	<title>Fernanda França</title>
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	<description>Site da jornalista e escritora paulistana Fernanda França, autora do chick lit “Nove Minutos com Blanda”. O site traz matérias, roteiros de viagem e contos.</description>
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		<title>Cesárea ou parto normal? Números, história e mitos</title>
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		<pubDate>Tue, 25 May 2010 01:20:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana - 2010]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 22 de maio de 2010.

EM MOGI GUAÇU
Cesárea já representa 56,91% dos nascimentos
Percentual é maior do que a média do Brasil: 48,44%
Fernanda França
Quantas mulheres você conhece que tiveram filhos em um parto normal? Se não conhecer nenhuma, não se espante, porque apesar do próprio nome fazer referência à opção mais natural para mãe e bebê, as cesarianas têm ocupado posição de destaque nos nascimentos. No Brasil, a cesárea representava 38,13% dos nascimentos em 1998 e passou para 48,44% em 2008. Houve queda de 7,33% no total de nascimentos na década e a evolução proporcional do número de cesáreas nesse período foi de 17,73%.
Os dados são do Sinasc (Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos) do MS (Ministério da Saúde), SVS (Secretaria de Vigilância em Saúde) e Dasis (Departamento de Análise de Situação de Saúde). Em Mogi Guaçu, a situação é ainda mais crítica. Houve queda de 13,97% no total de nascidos vivos no Município, mas aumento de 24,94% dos casos de cesariana de 1998 a 2008. A cirurgia, que em 1998 representava 39,19% dos nascimentos, passou para 56,91% dos casos 10 anos depois.
Em comparação com as cidades da microrregião, Mogi Guaçu teve a maior evolução de cesáreas no período. O Ministério da Saúde considera para análise os Municípios de Mogi Mirim, Mogi Guaçu, Arthur Nogueira, Itapira, Estiva Gerbi, Santo Antônio de Posse e Engenheiro Coelho. Em 1998, Mogi Guaçu era a cidade com menor índice de cesáreas entre todas, sendo que a cidade com o maior índice era Mogi Mirim, que manteve o posto após uma década, mas com crescimento de apenas 2,08% entre as taxas de cesáreas.
O maior crescimento, porém, foi de Mogi Guaçu, que de sétimo lugar passou para segundo, com uma evolução de 45,22% na taxa de cesárea. Foi a maior evolução proporcional da região. Estiva Gerbi, a segunda cidade com maior evolução, cresceu 35,77% na taxa de cesáreas. Com exceção de Itapira, que teve redução de 3,80% nesses 10 anos, os demais municípios da microrregião tiveram aumento de cirurgias.
No total, a região, que registrava 49,64% de cesarianas, passou a ter 57,68% em relação a todos os nascimentos em 2008. O crescimento foi de 16,20% em 10 anos. Em números, o Brasil teve 2,9 milhões de nascimentos em 2008 com 1,4 milhões de cesáreas. Em Mogi Guaçu, no mesmo ano foram 1.743 nascidos vivos e 992 nascimentos ocorridos pela cirurgia.
BENEFÍCIOS
Os números contradizem a realidade dos benefícios do parto normal em relação à cesárea. Em mulheres sem risco obstétrico, a cirurgia pode ocasionar complicações maternas e neonatais. Para a médica ginecologista e obstetra Lúcia Meira Pereira Rocha, quando a mulher se submete à cesárea eletiva, ou seja, com data marcada e sem indicação médica, corre o risco de ter um bebê prematuro, além de outros problemas como desconforto respiratório para o bebê e todas as conseqüências de uma cirurgia para ambos.
“No parto normal, o bebê nasce na hora exata, a passagem do feto pelo canal de parto favorece o amadurecimento do pulmão e durante o TP (trabalho de parto) o bebê se prepara para nascer. A ocitocina (hormônio que acelera as contrações) estimula a amamentação e o parto normal também é melhor para a mãe. A mulher não se submete à cirurgia, se recupera mais rápido e tem menor risco de hemorragia e infecções”, disse a médica. “São inúmeras as vantagens do parto normal”.
SAÚDE SUPLEMENTAR
Índice de cirurgias nos planos chega a 90%
OMS determina que deve haver somente 15% de cesáreas
Embora os índices de cesárea no Brasil já estejam muito acima do preconizado pela OMS (Organização Mundial da Saúde), que recomenda uma taxa de até 15% de nascimentos pela cirurgia, os números são ainda maiores quando observada a assistência obstétrica em relação aos partos atendidos pelo SUS (Sistema Único de Saúde). A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) divulgou, em dados de 2008, que as taxas de cesariana variam de 70% a 90% na saúde suplementar, ou seja, em planos de saúde.
A agência promove há dois anos um movimento a favor do parto normal e pela redução das cesáreas desnecessárias. Isso porque a grande maioria de cirurgias acontece de forma eletiva, com a gestante fora do trabalho de parto ou no início. Um dos objetivos é garantir à mulher entrar em trabalho de parto espontaneamente, com benefícios à mãe e ao bebê, já que quando ocorre o parto normal, é a criança que determina o dia de nascimento, o que reduz a possibilidade de partos prematuros.
A ANS determina, ainda, como benefícios do parto normal, a maior facilidade de aleitamento materno, o protagonismo da mulher, a segurança para a saúde da criança e da mãe (na cirurgia, os índices de morte materna é sete vezes maior), o início da respiração do bebê mais natural e com menor risco de desconforto respiratório e até mesmo o menor custo para a gestante e instituições.
O documento “Modelo de atenção obstétrica no setor de Saúde Suplementar no Brasil: cenários e perspectivas”, da ANS, divulga evidências científicas sobre o parto, como modo de auxiliar as operadoras com estratégias para reduzir os índices de cesáreas desnecessárias.
O alto índice de cesáreas no Brasil deve-se a questões culturais, segundo a ANS, e ao modelo de atenção ao parto no país, que envolve o pagamento por procedimento, a conveniência em programar a data e hora do parto (por parte da gestante e do médico), a valorização excessiva do uso das tecnologias, a ausência de equipes estruturadas para atenção ao parto normal e a falta de incentivo dos profissionais, que muitas vezes desestimulam as mulheres.
HISTÓRIA
Os primeiros partos abdominais datam de 3000 a.C, para retirada de fetos de mulheres mortas, de acordo com o relatório da ANS. Em uma mulher viva, a primeira cesárea bem-sucedida tem registro em 1500 e foi realizada por um açougueiro suíço em sua mulher. Nos Estados Unidos a primeira cesariana bem sucedida e documentada foi feita em 1827. No início, a mortalidade materna era de 90% devido ao procedimento e a cirurgia era realizada somente em emergências. No final do século XIX, as taxas de mortalidade caíram devido a novos procedimentos de anestesia e sutura.
Na década de 1960, a cesariana era uma das maiores conquistas da obstetrícia. Feita com indicação, garantia a vida a mães e bebês que poderiam morrer no parto. É a partir da mudança de pensamento e da idéia equivocada de que o parto normal é arriscado e de que a cesariana é uma forma segura e moderna de nascer que as taxas invertem. O uso indiscriminado da cesárea, contra os objetivos desde sua idealização, muda o cenário do nascimento, que é o que conhecemos hoje em dia, a partir da década de 1970. (FF)
 
O QUE É VERDADE?
Mitos podem interferir na decisão da gestante
Uma cesárea prévia não impede segundo parto normal
É comum encontrar mulheres que passaram por uma cesárea e levam a adiante a máxima “uma vez cesárea, sempre cesárea”. A afirmação do médico americano Craigin, em 1916, ainda se perpetua nos dias de hoje, embora a realidade seja outra. Antes, a incisão no útero era vertical, a anestesia era geral e não existiam antibióticos. Hoje em dia, a ANS estuda estratégias para reduzir as cesarianas após uma cirurgia prévia. É o VBAC, parto vaginal após cesárea (do inglês: vaginal birth after a caesarean), prova de que é possível ter parto normal após uma cesárea.
“Existem muitos mitos do parto normal. Ter tido uma cesárea anterior não é restrição para parto normal”, disse a obstetra Lúcia Meira Pereira Rocha. Há atenção apenas a nascimentos muito próximos à cesárea anterior, com menos de dois anos de diferença. Outro medo comum do parto normal é a dor e muitas mulheres sequer entrar em TP (trabalho de parto). “A mulher precisa entrar em TP para saber como será. São as contrações que fazem o colo do útero dilatar e no primeiro filho o TP pode durar 12 horas ou mais”, disse a médica.
Apesar de não ser procedimento de rotina, existe a possibilidade de parto normal com analgesia. Existem apenas as dificuldades de cada hospital e Lúcia lembrou que é necessário que não somente a gestante se prepare para o parto, mas também os hospitais – com espaços maiores e adequados para partos – e os familiares, para que possam auxiliar as mulheres na hora do parto. “Às vezes a mãe teve cesárea e acha que a filha não pode ter parto normal, mas não é hereditário. Cada mulher é única”.
Circular de cordão é outro mito que induz à cesárea. Muitas crianças nascem de parto normal com circulares não somente no pescoço como em outras partes do corpo. A circular não “enforca” o bebê porque ele não respira pelo nariz, mas recebe oxigênio pelo cordão umbilical. Se houver diminuição de passagem de oxigênio pelo cordão, pode ser percebida durante avaliação constante no TP.
É possível que a cirurgia seja indicada em casos de distócia, em que o bebê não é proporcional à bacia para a passagem ou que esteja em uma posição não indicada, mas são casos raros. “Existem, sim, indicações de cesárea, mas elas geralmente acontecem depois do início do TP”, assegurou a obstetra. Da mesma forma que até 42 semanas é normal acontecer o parto e ele pode ser induzido se houver necessidade. É importante lembrar que a cesariana é uma cirurgia que visa proteger mãe e bebê e quando é eletiva e sem necessidade, pode ter o efeito contrário. (FF)
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 22 de maio de 2010.</p>
<p><strong><span id="more-751"></span></strong></p>
<p><strong>EM MOGI GUAÇU</strong></p>
<p><strong>Cesárea já representa 56,91% dos nascimentos</strong></p>
<p><em>Percentual é </em><em>maior do que </em><em>a média do </em><em>Brasil: 48,44%</em></p>
<p><strong>Fernanda França</strong></p>
<p>Quantas mulheres você conhece que tiveram filhos em um parto normal? Se não conhecer nenhuma, não se espante, porque apesar do próprio nome fazer referência à opção mais natural para mãe e bebê, as cesarianas têm ocupado posição de destaque nos nascimentos. No Brasil, a cesárea representava 38,13% dos nascimentos em 1998 e passou para 48,44% em 2008. Houve queda de 7,33% no total de nascimentos na década e a evolução proporcional do número de cesáreas nesse período foi de 17,73%.</p>
<p>Os dados são do Sinasc (Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos) do MS (Ministério da Saúde), SVS (Secretaria de Vigilância em Saúde) e Dasis (Departamento de Análise de Situação de Saúde). Em Mogi Guaçu, a situação é ainda mais crítica. Houve queda de 13,97% no total de nascidos vivos no Município, mas aumento de 24,94% dos casos de cesariana de 1998 a 2008. A cirurgia, que em 1998 representava 39,19% dos nascimentos, passou para 56,91% dos casos 10 anos depois.</p>
<p>Em comparação com as cidades da microrregião, Mogi Guaçu teve a maior evolução de cesáreas no período. O Ministério da Saúde considera para análise os Municípios de Mogi Mirim, Mogi Guaçu, Arthur Nogueira, Itapira, Estiva Gerbi, Santo Antônio de Posse e Engenheiro Coelho. Em 1998, Mogi Guaçu era a cidade com menor índice de cesáreas entre todas, sendo que a cidade com o maior índice era Mogi Mirim, que manteve o posto após uma década, mas com crescimento de apenas 2,08% entre as taxas de cesáreas.</p>
<p>O maior crescimento, porém, foi de Mogi Guaçu, que de sétimo lugar passou para segundo, com uma evolução de 45,22% na taxa de cesárea. Foi a maior evolução proporcional da região. Estiva Gerbi, a segunda cidade com maior evolução, cresceu 35,77% na taxa de cesáreas. Com exceção de Itapira, que teve redução de 3,80% nesses 10 anos, os demais municípios da microrregião tiveram aumento de cirurgias.</p>
<p>No total, a região, que registrava 49,64% de cesarianas, passou a ter 57,68% em relação a todos os nascimentos em 2008. O crescimento foi de 16,20% em 10 anos. Em números, o Brasil teve 2,9 milhões de nascimentos em 2008 com 1,4 milhões de cesáreas. Em Mogi Guaçu, no mesmo ano foram 1.743 nascidos vivos e 992 nascimentos ocorridos pela cirurgia.</p>
<p><strong>BENEFÍCIOS</strong></p>
<p>Os números contradizem a realidade dos benefícios do parto normal em relação à cesárea. Em mulheres sem risco obstétrico, a cirurgia pode ocasionar complicações maternas e neonatais. Para a médica ginecologista e obstetra Lúcia Meira Pereira Rocha, quando a mulher se submete à cesárea eletiva, ou seja, com data marcada e sem indicação médica, corre o risco de ter um bebê prematuro, além de outros problemas como desconforto respiratório para o bebê e todas as conseqüências de uma cirurgia para ambos.</p>
<p>“No parto normal, o bebê nasce na hora exata, a passagem do feto pelo canal de parto favorece o amadurecimento do pulmão e durante o TP (trabalho de parto) o bebê se prepara para nascer. A ocitocina (hormônio que acelera as contrações) estimula a amamentação e o parto normal também é melhor para a mãe. A mulher não se submete à cirurgia, se recupera mais rápido e tem menor risco de hemorragia e infecções”, disse a médica. “São inúmeras as vantagens do parto normal”.</p>
<p><strong>SAÚDE SUPLEMENTAR</strong></p>
<p><strong>Índice de cirurgias nos planos chega a 90%</strong></p>
<p><em>OMS determina </em><em>que deve haver </em><em>somente 15% </em><em>de cesáreas</em></p>
<p>Embora os índices de cesárea no Brasil já estejam muito acima do preconizado pela OMS (Organização Mundial da Saúde), que recomenda uma taxa de até 15% de nascimentos pela cirurgia, os números são ainda maiores quando observada a assistência obstétrica em relação aos partos atendidos pelo SUS (Sistema Único de Saúde). A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) divulgou, em dados de 2008, que as taxas de cesariana variam de 70% a 90% na saúde suplementar, ou seja, em planos de saúde.</p>
<p>A agência promove há dois anos um movimento a favor do parto normal e pela redução das cesáreas desnecessárias. Isso porque a grande maioria de cirurgias acontece de forma eletiva, com a gestante fora do trabalho de parto ou no início. Um dos objetivos é garantir à mulher entrar em trabalho de parto espontaneamente, com benefícios à mãe e ao bebê, já que quando ocorre o parto normal, é a criança que determina o dia de nascimento, o que reduz a possibilidade de partos prematuros.</p>
<p>A ANS determina, ainda, como benefícios do parto normal, a maior facilidade de aleitamento materno, o protagonismo da mulher, a segurança para a saúde da criança e da mãe (na cirurgia, os índices de morte materna é sete vezes maior), o início da respiração do bebê mais natural e com menor risco de desconforto respiratório e até mesmo o menor custo para a gestante e instituições.</p>
<p>O documento “Modelo de atenção obstétrica no setor de Saúde Suplementar no Brasil: cenários e perspectivas”, da ANS, divulga evidências científicas sobre o parto, como modo de auxiliar as operadoras com estratégias para reduzir os índices de cesáreas desnecessárias.</p>
<p>O alto índice de cesáreas no Brasil deve-se a questões culturais, segundo a ANS, e ao modelo de atenção ao parto no país, que envolve o pagamento por procedimento, a conveniência em programar a data e hora do parto (por parte da gestante e do médico), a valorização excessiva do uso das tecnologias, a ausência de equipes estruturadas para atenção ao parto normal e a falta de incentivo dos profissionais, que muitas vezes desestimulam as mulheres.</p>
<p><strong>HISTÓRIA</strong></p>
<p>Os primeiros partos abdominais datam de 3000 a.C, para retirada de fetos de mulheres mortas, de acordo com o relatório da ANS. Em uma mulher viva, a primeira cesárea bem-sucedida tem registro em 1500 e foi realizada por um açougueiro suíço em sua mulher. Nos Estados Unidos a primeira cesariana bem sucedida e documentada foi feita em 1827. No início, a mortalidade materna era de 90% devido ao procedimento e a cirurgia era realizada somente em emergências. No final do século XIX, as taxas de mortalidade caíram devido a novos procedimentos de anestesia e sutura.</p>
<p>Na década de 1960, a cesariana era uma das maiores conquistas da obstetrícia. Feita com indicação, garantia a vida a mães e bebês que poderiam morrer no parto. É a partir da mudança de pensamento e da idéia equivocada de que o parto normal é arriscado e de que a cesariana é uma forma segura e moderna de nascer que as taxas invertem. O uso indiscriminado da cesárea, contra os objetivos desde sua idealização, muda o cenário do nascimento, que é o que conhecemos hoje em dia, a partir da década de 1970. <strong>(FF)</strong></p>
<p><strong></strong> </p>
<p><strong>O QUE É VERDADE?</strong></p>
<p><strong>Mitos podem interferir na decisão da gestante</strong></p>
<p><em>Uma cesárea </em><em>prévia não </em><em>impede segundo </em><em>parto normal</em></p>
<p>É comum encontrar mulheres que passaram por uma cesárea e levam a adiante a máxima “uma vez cesárea, sempre cesárea”. A afirmação do médico americano Craigin, em 1916, ainda se perpetua nos dias de hoje, embora a realidade seja outra. Antes, a incisão no útero era vertical, a anestesia era geral e não existiam antibióticos. Hoje em dia, a ANS estuda estratégias para reduzir as cesarianas após uma cirurgia prévia. É o VBAC, parto vaginal após cesárea (do inglês: <em></em><em>vaginal birth after a caesarean</em>), prova de que é possível ter parto normal após uma cesárea.</p>
<p>“Existem muitos mitos do parto normal. Ter tido uma cesárea anterior não é restrição para parto normal”, disse a obstetra Lúcia Meira Pereira Rocha. Há atenção apenas a nascimentos muito próximos à cesárea anterior, com menos de dois anos de diferença. Outro medo comum do parto normal é a dor e muitas mulheres sequer entrar em TP (trabalho de parto). “A mulher precisa entrar em TP para saber como será. São as contrações que fazem o colo do útero dilatar e no primeiro filho o TP pode durar 12 horas ou mais”, disse a médica.</p>
<p>Apesar de não ser procedimento de rotina, existe a possibilidade de parto normal com analgesia. Existem apenas as dificuldades de cada hospital e Lúcia lembrou que é necessário que não somente a gestante se prepare para o parto, mas também os hospitais – com espaços maiores e adequados para partos – e os familiares, para que possam auxiliar as mulheres na hora do parto. “Às vezes a mãe teve cesárea e acha que a filha não pode ter parto normal, mas não é hereditário. Cada mulher é única”.</p>
<p>Circular de cordão é outro mito que induz à cesárea. Muitas crianças nascem de parto normal com circulares não somente no pescoço como em outras partes do corpo. A circular não “enforca” o bebê porque ele não respira pelo nariz, mas recebe oxigênio pelo cordão umbilical. Se houver diminuição de passagem de oxigênio pelo cordão, pode ser percebida durante avaliação constante no TP.</p>
<p>É possível que a cirurgia seja indicada em casos de distócia, em que o bebê não é proporcional à bacia para a passagem ou que esteja em uma posição não indicada, mas são casos raros. “Existem, sim, indicações de cesárea, mas elas geralmente acontecem depois do início do TP”, assegurou a obstetra. Da mesma forma que até 42 semanas é normal acontecer o parto e ele pode ser induzido se houver necessidade. É importante lembrar que a cesariana é uma cirurgia que visa proteger mãe e bebê e quando é eletiva e sem necessidade, pode ter o efeito contrário. <strong>(FF)</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Hipertensão arterial: Como controlar a doença silenciosa</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2010/05/04/hipertensao-arterial-como-controlar-a-doenca-silenciosa/</link>
		<comments>http://fernandafranca.com.br/2010/05/04/hipertensao-arterial-como-controlar-a-doenca-silenciosa/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 04 May 2010 13:14:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana - 2010]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 29 de abril de 2010.

HIPERTENSÃO ARTERIAL
Como controlar a doença silenciosa
Cerca de 25% da população brasileira é hipertensa
Fernanda França
Durante toda a vida, o coração impulsiona cerca de cinco litros de sangue por minuto para todo o corpo. Pressão arterial é a força utilizada pelo coração para bombear esse sangue pelos vasos e é determinada pela facilidade de circulação e o volume de sangue. A hipertensão arterial, também conhecida como pressão alta, é uma doença que consiste na pressão arterial acima de 140 por 90 mmHg (milímetros de mercúrio) em múltiplas medições e em diferentes circunstâncias.
Todos os anos, no mês de abril, a SBH (Sociedade Brasileira de Hipertensão) faz um alerta à população sobre a importância da medição da pressão arterial e a manutenção do tratamento. A organização deste ano, com a Sociedade Brasileira de Cardiologia e a Sociedade Brasileira de Nefrologia, em uma Campanha do Ministério da Saúde, tem como tema “Prevenir a Hipertensão é uma Escolha. Só depende de Você”.
“A hipertensão arterial é uma doença silenciosa em seus estágios iniciais, não produzindo sintomas, por isso é muito importante que todas as pessoas, principalmente aquelas com história familiar da doença, adquiram o hábito de medir sua pressão arterial periodicamente e, sendo feito o diagnóstico, procurem imediatamente orientação de seu cardiologista”, disse o médico cardiologista Mauricio Antonio Peres do Amaral.
De acordo com a SBH, as estimativas mostram que a hipertensão atinge 5% das crianças e adolescentes no Brasil e cerca de 25% da população brasileira adulta, chegando a mais de 50% após os 60 anos. A doença é responsável por 40% dos infartos, 80% dos derrames e 25% dos casos de insuficiência renal terminal.
As conseqüências da pressão alta podem ser evitadas. “Várias atitudes e situações, chamadas de fatores de risco, podem agravar a hipertensão arterial, tais como ingestão excessiva de sal e álcool, tabagismo, obesidade, estresse, sedentarismo, e até uso de alguns medicamentos como anticoncepcionais e antiinflamatórios”, explicou Amaral. Os sintomas costumam aparecer quando a pressão está alta, como dores no peito, dor de cabeça, tonturas, zumbido no ouvido, fraqueza, visão embaçada e sangramento nasal.
PRECAUÇÕES
Para o cardiologista, existe um crescente número de casos de hipertensão arterial, o que se deve principalmente às mudanças dos hábitos. “A maneira de evitar ou minimizar as suas complicações é tomar atitudes enérgicas de mudanças de estilo de vida, afastando-se dos fatores de risco e seguir rigorosamente as recomendações de seu cardiologista”.
Para o controle da doença, é recomendado manter o peso adequado, não abusar do sal, praticar exercício físico regularmente, abandonar o fumo e moderar o consumo do álcool e evitar alimentos gordurosos. A hipertensão arterial, quando não diagnosticada corretamente e tratada, pode atingir vários órgãos e sistemas, levando ao infarto, AVC (acidente vascular cerebral) e paralisação dos rins.
ALIMENTAÇÃO
Diminuir consumo de sal é um benefício para todos
Menos sal não é igual a alimento sem sabor
Não é somente o sal que dá sabor à comida, mas principalmente os temperos. Assim, diminuir o sal na alimentação é um benefício à saúde sem prejuízo no sabor. Os hipertensos devem estar atentos não somente ao sal, mas ao consumo de alimentos como temperos prontos (caldos de galinha e de carne) e embutidos (salsicha, presunto, mortadela, salame), porque são ricos em sódio e aumentam a pressão.
O sal, em alguns alimentos, é utilizado para a conservação e nem é percebido no paladar. Produtos lights também merecem atenção devido à grande concentração de sódio. Outros alimentos devem ser evitados pelos hipertensos, como carnes gordas, queijos amarelos, molhos industrializados como catchup e maionese, leite integral, manteiga, frutos do mar e gema de ovo. São indicados alimentos ricos em fibras.
“Na preparação da comida, o sal não precisa ser colocado no início do cozimento, mas pode ser acrescentado no final”, ensinou a nutricionista Meire Cristina Borges. Isso porque o sal é absorvido no processo de cozimento e não é sentido, sendo que no final acaba-se usando mais sal. “Alho, cebola e temperos desidratados como salsinha, cebolinha e manjericão, podem ser usados”, disse. Assim, um alimento com menos sal não significa menos saboroso.
Para temperar as saladas, Meire explicou que pode ser feito um pote composto com apenas um quarto de sal e depois um quarto de orégano, um quarto de salsinha e um quarto de manjericão ou outro tempero de preferência. Assim, o uso do sal será menor. O saleiro não deve ficar em cima da mesa e a diminuição do sal na comida pode ser feita aos poucos. Perder peso também é uma indicação para o controle da hipertensão.
Os temperos caseiros, feitos com grande quantidade de sal para conserva, também devem ser evitados. O ideal, contou a nutricionista, é utilizar pouco sal e apenas no final da preparação dos pratos, que é o sal que sentiremos ao provar a comida. “Consumir menos sal é um benefício para todos, não só para os hipertensos”, completou. (FF)
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 29 de abril de 2010.</p>
<p><span id="more-737"></span></p>
<p><strong><span style="color: #d60974;">HIPERTENSÃO ARTERIAL</span></strong></p>
<p><strong><span style="color: #d60974;">Como controlar a doença silenciosa</span></strong></p>
<p><span style="color: #d60974;"><em>Cerca de 25% </em><em>da população </em><em>brasileira é </em><em>hipertensa</em></span></p>
<p><strong>Fernanda França</strong></p>
<p>Durante toda a vida, o coração impulsiona cerca de cinco litros de sangue por minuto para todo o corpo. Pressão arterial é a força utilizada pelo coração para bombear esse sangue pelos vasos e é determinada pela facilidade de circulação e o volume de sangue. A hipertensão arterial, também conhecida como pressão alta, é uma doença que consiste na pressão arterial acima de 140 por 90 mmHg (milímetros de mercúrio) em múltiplas medições e em diferentes circunstâncias.</p>
<p>Todos os anos, no mês de abril, a SBH (Sociedade Brasileira de Hipertensão) faz um alerta à população sobre a importância da medição da pressão arterial e a manutenção do tratamento. A organização deste ano, com a Sociedade Brasileira de Cardiologia e a Sociedade Brasileira de Nefrologia, em uma Campanha do Ministério da Saúde, tem como tema “Prevenir a Hipertensão é uma Escolha. Só depende de Você”.</p>
<p>“A hipertensão arterial é uma doença silenciosa em seus estágios iniciais, não produzindo sintomas, por isso é muito importante que todas as pessoas, principalmente aquelas com história familiar da doença, adquiram o hábito de medir sua pressão arterial periodicamente e, sendo feito o diagnóstico, procurem imediatamente orientação de seu cardiologista”, disse o médico cardiologista Mauricio Antonio Peres do Amaral.</p>
<p>De acordo com a SBH, as estimativas mostram que a hipertensão atinge 5% das crianças e adolescentes no Brasil e cerca de 25% da população brasileira adulta, chegando a mais de 50% após os 60 anos. A doença é responsável por 40% dos infartos, 80% dos derrames e 25% dos casos de insuficiência renal terminal.</p>
<p>As conseqüências da pressão alta podem ser evitadas. “Várias atitudes e situações, chamadas de fatores de risco, podem agravar a hipertensão arterial, tais como ingestão excessiva de sal e álcool, tabagismo, obesidade, estresse, sedentarismo, e até uso de alguns medicamentos como anticoncepcionais e antiinflamatórios”, explicou Amaral. Os sintomas costumam aparecer quando a pressão está alta, como dores no peito, dor de cabeça, tonturas, zumbido no ouvido, fraqueza, visão embaçada e sangramento nasal.</p>
<p><strong>PRECAUÇÕES</strong></p>
<p>Para o cardiologista, existe um crescente número de casos de hipertensão arterial, o que se deve principalmente às mudanças dos hábitos. “A maneira de evitar ou minimizar as suas complicações é tomar atitudes enérgicas de mudanças de estilo de vida, afastando-se dos fatores de risco e seguir rigorosamente as recomendações de seu cardiologista”.</p>
<p>Para o controle da doença, é recomendado manter o peso adequado, não abusar do sal, praticar exercício físico regularmente, abandonar o fumo e moderar o consumo do álcool e evitar alimentos gordurosos. A hipertensão arterial, quando não diagnosticada corretamente e tratada, pode atingir vários órgãos e sistemas, levando ao infarto, AVC (acidente vascular cerebral) e paralisação dos rins.</p>
<p><strong><span style="color: #d60974;">ALIMENTAÇÃO</span></strong></p>
<p><strong><span style="color: #d60974;">Diminuir consumo de sal é um benefício para todos</span></strong></p>
<p><span style="color: #d60974;"><em>Menos sal </em><em>não é igual </em><em>a alimento </em><em>sem sabor</em></span></p>
<p>Não é somente o sal que dá sabor à comida, mas principalmente os temperos. Assim, diminuir o sal na alimentação é um benefício à saúde sem prejuízo no sabor. Os hipertensos devem estar atentos não somente ao sal, mas ao consumo de alimentos como temperos prontos (caldos de galinha e de carne) e embutidos (salsicha, presunto, mortadela, salame), porque são ricos em sódio e aumentam a pressão.</p>
<p>O sal, em alguns alimentos, é utilizado para a conservação e nem é percebido no paladar. Produtos lights também merecem atenção devido à grande concentração de sódio. Outros alimentos devem ser evitados pelos hipertensos, como carnes gordas, queijos amarelos, molhos industrializados como catchup e maionese, leite integral, manteiga, frutos do mar e gema de ovo. São indicados alimentos ricos em fibras.</p>
<p>“Na preparação da comida, o sal não precisa ser colocado no início do cozimento, mas pode ser acrescentado no final”, ensinou a nutricionista Meire Cristina Borges. Isso porque o sal é absorvido no processo de cozimento e não é sentido, sendo que no final acaba-se usando mais sal. “Alho, cebola e temperos desidratados como salsinha, cebolinha e manjericão, podem ser usados”, disse. Assim, um alimento com menos sal não significa menos saboroso.</p>
<p>Para temperar as saladas, Meire explicou que pode ser feito um pote composto com apenas um quarto de sal e depois um quarto de orégano, um quarto de salsinha e um quarto de manjericão ou outro tempero de preferência. Assim, o uso do sal será menor. O saleiro não deve ficar em cima da mesa e a diminuição do sal na comida pode ser feita aos poucos. Perder peso também é uma indicação para o controle da hipertensão.</p>
<p>Os temperos caseiros, feitos com grande quantidade de sal para conserva, também devem ser evitados. O ideal, contou a nutricionista, é utilizar pouco sal e apenas no final da preparação dos pratos, que é o sal que sentiremos ao provar a comida. “Consumir menos sal é um benefício para todos, não só para os hipertensos”, completou. <strong>(FF)</strong></p>
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		</item>
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		<title>Brasília: Capital federal comemora 50 anos</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Apr 2010 18:16:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana - 2010]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 17 de abril de 2010.

BRASÍLIA
Capital federal comemora 50 anos
Em Mogi Guaçu, histórias de quem fez parte desse nascimento
Fernanda França
No dia 21 de abril, a capital da República Federativa do Brasil comemora 50 anos. Brasília foi inaugurada em 1960 pelo presidente da época, Juscelino Kubitschek de Oliveira, e é a terceira capital do país, depois de Salvador e Rio de Janeiro. Muitas construções da capital federal foram projetadas pelo renomado arquiteto Oscar Niemeyer. Brasileiros de todos os estados migraram para trabalhar nas obras para a futura Brasília.
“O Juscelino descia no meio do povo e dizia ‘Candangos!’, todo mundo o abraçava e ele era carregado”, lembra o aposentado Moacir Guzoni, de 84 anos. Na época, ele trabalhava na área hidráulica e era encarregado geral da empresa paulistana Irmãos Pugliese em Brasília. Desde 1978, Guzoni é presidente da Associação Espírita Francisco de Assis, que atende crianças. Na memória está o começo da capital que ajudou a construir.
Nascido em São Paulo, Guzoni trabalhava para a empresa Irmãos Pugliese quando recebeu a proposta de ir para o Centro-Oeste. “Eles tinham uma oficina grande na rua do Gasômetro e me fizeram uma boa proposta para a empreitada”, recorda. Foi a primeira vez que ele viajou de avião, pela empresa Vasp, no fim de 1958. Essa viagem serviu para que conhecesse o lugar onde se instalaria no ano seguinte.
“Quando chegamos lá, a estrutura de aço estava pronta. Foram os americanos quem fizeram”, diz. A nova capital federal era um gigantesco canteiro de obras com trabalhadores de todo o mundo, como “os espanhóis especialistas em gesso”, mas, principalmente, com brasileiros que buscavam trabalho.
Entre eles, havia gírias para designar alguns locais do país. Guzoni conta que o Rio de Janeiro era chamado de Velhacap, em referência à antiga capital; Brasília era a Novacap, a nova capital do Brasil (e também nome da Companhia Urbanizadora da Nova Capital), e São Paulo era a Supercap, embora nunca tenha sido, de fato, capital.
Guzoni voltou a São Paulo após a primeira viagem de reconhecimento do terreno e retornou a Brasília em fevereiro de 1959. Durante aquele ano inteiro morou na nova capital. Participou, ainda, da inauguração de Brasília. “Mas não estava totalmente pronto ainda”, diz. As diversas empresas dividiam o trabalho e Guzoni participou da construção do Ministério da Aeronáutica (que hoje é o Comando da Aeronáutica subordinado ao Ministério da Defesa), do prédio da Marinha e do Ministério de Educação e Cultura.
ORGULHO
O suporte que recebeu da empresa em que trabalhava foi importante no período em Brasília. “Nosso diretor era o Mário Pugliese e ele falava para não andarmos sozinhos e não nos metermos em confusão”, lembra dos conselhos. Em Brasília, como representante da empresa, Guzoni chegou a dar entrevista para a TV Tupi no Hotel Nacional. “Se eu tenho orgulho?”, disse o paulistano, repetindo a pergunta sobre ter participado da construção da nova capital. “Ah, eu fui um dos fundadores”, respondeu, visivelmente orgulhoso.
Guzoni falou três vezes com Juscelino Kubitschek e lembra que era um presidente popular e que falava com todos. JK foi presidente do Brasil entre 1956 e 1961. Também teve contato com Jânio Quadros, que foi o 22º presidente do Brasil, de 31 de janeiro de 1961 a 25 de agosto de 1961, quando renunciou.
Mas nem só de alegrias são feitas as lembranças. As obras escondem segredos e, segundo Guzoni, muitos morreram em trabalho. “Lá não tinha força, era tudo gerador. Se o guincho pifava, ficava pela metade, no ar”, recorda. Certa vez, um temporal derrubou todas as paredes construídas na véspera. “Era uma planície, não tinha florestas e quando ventava dava medo”, diz Guzoni.
Também havia diversão. A Cidade Livre, em que compras podiam ser feitas sem impostos, era um ponto de encontro. “Tinha um bar que só tocava Nat King Cole, havia cinema e tudo era feito de madeira”. Ao fim do trabalho, a equipe voltou para São Paulo e Guzoni retornou a Brasília para a inauguração, em abril de 1960, há exatos 50 anos. Dois anos depois, pela segunda vez vem a Mogi Guaçu, onde o pai tinha um terreno. Voltou em 1970 e em 1974 se estabeleceu no Município.
RECORDAÇÕES
Guaçuano compra terras para a construção da futura capital
Atualmente, documentos estão no museu Franco de Godoy 
Os antigos documentos de compra de terras para a construção de Brasília grafam Goiás como Goyaz e Mogi Guaçu como Mogy Guassú. Provam a compra de dois terrenos pelo guaçuano Salvador Franco de Godoy em 1928. “Ele foi um dos milhares de brasileiros que compraram terras no Município de Planaltina, onde seria instalada a sede da capital federal”, conta o neto José Edson Franco de Godoy. O material está no Museu Histórico, Pedagógico, Arqueológico e Etnológico “Franco de Godoy”, na Roseira.
O historiador e proprietário do museu lembra que muitos fazendeiros compraram terras para ajudar a futura capital federal. “Quem comprou, tinha orgulho”. Eram duas áreas: um terreno de 500 m² e uma chácara de 24,2 mil m², ambos na Comarca de Santa Luzia, da Intendência de Planaltina.
Quando o neto Godoy tinha 14 anos, e trabalhava em São Paulo, foi enviado pelo pai a Mogi Guaçu para buscar os documentos de compra das terras. Na ocasião, seu avô poderia ser ressarcido, já que a capital federal não fora construída exatamente no local previsto, lembra Godoy.
Sua tia, porém, não entregou os documentos. Apesar de o garoto trabalhar para importantes bancos da capital, ainda assim, ela não quis que levasse tão importante documentação para São Paulo. Hoje, Godoy agradece a precaução da tia. O avô não pôde receber o ressarcimento, mas os documentos continuaram na família.
Há 10 anos, a mesma tia chamou Godoy e lhe deu um dos presentes mais inesquecíveis que ele já recebeu: os mesmos documentos que não haviam sido entregues quando era adolescente. E passariam a pertencer ao museu. “Ainda bem que minha tia não quis me dar os documentos, porque hoje temos um documento precioso da história”. (FF)
 
A criação de Brasília 
Brasília, a capital do Brasil, é a quarta maior cidade do país, com cerca de 2,6 milhões de habitantes, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2009. A história da mudança da capital federal para o Centro-Oeste surge em 1823 com o primeiro projeto e o nome Brasília para a nova cidade. Em 1892 a comissão exploradora do planalto central demarca a área chamada de “quadrilátero cruls”, mas somente em 1922 a pedra fundamental é colocada perto de Planaltina.
Em 1955 a história da mudança volta quando o candidato à presidência Juscelino Kubitschek promete transferir a capital federal para o interior. Nesse ano, é escolhido o local definitivo para a construção da cidade. Quando presidente, estabelece a mudança como meta. O plano urbanístico da capital foi elaborado pelo urbanista Lúcio Costa e o arquiteto Oscar Niemeyer projetou os principais prédios públicos da cidade.
A construção de Brasília é iniciada em 1956 com o aeroporto e o Palácio da Alvorada e a construção do Plano Piloto começa em 1957. Em 1958 nasce Tabatinga, hoje cidade-satélite do Distrito Federal. No dia 20 de abril de 1960 iniciam as comemorações para a nova capital. JK fecha o Palácio do Catete no Rio de Janeiro na manhã do dia 21 de abril e ao mesmo tempo os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário federais se instalam em Brasília. (FF)
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 17 de abril de 2010.</p>
<p><span id="more-703"></span></p>
<p><strong>BRASÍLIA</strong></p>
<p><strong>Capital federal comemora 50 anos</strong></p>
<p><strong><em>Em Mogi Guaçu, </em><em>histórias de </em><em>quem fez parte </em><em>desse nascimento</em></strong></p>
<p><em>Fernanda França</em></p>
<p>No dia 21 de abril, a capital da República Federativa do Brasil comemora 50 anos. Brasília foi inaugurada em 1960 pelo presidente da época, Juscelino Kubitschek de Oliveira, e é a terceira capital do país, depois de Salvador e Rio de Janeiro. Muitas construções da capital federal foram projetadas pelo renomado arquiteto Oscar Niemeyer. Brasileiros de todos os estados migraram para trabalhar nas obras para a futura Brasília.</p>
<p>“O Juscelino descia no meio do povo e dizia ‘Candangos!’, todo mundo o abraçava e ele era carregado”, lembra o aposentado Moacir Guzoni, de 84 anos. Na época, ele trabalhava na área hidráulica e era encarregado geral da empresa paulistana Irmãos Pugliese em Brasília. Desde 1978, Guzoni é presidente da Associação Espírita Francisco de Assis, que atende crianças. Na memória está o começo da capital que ajudou a construir.</p>
<p>Nascido em São Paulo, Guzoni trabalhava para a empresa Irmãos Pugliese quando recebeu a proposta de ir para o Centro-Oeste. “Eles tinham uma oficina grande na rua do Gasômetro e me fizeram uma boa proposta para a empreitada”, recorda. Foi a primeira vez que ele viajou de avião, pela empresa Vasp, no fim de 1958. Essa viagem serviu para que conhecesse o lugar onde se instalaria no ano seguinte.</p>
<p>“Quando chegamos lá, a estrutura de aço estava pronta. Foram os americanos quem fizeram”, diz. A nova capital federal era um gigantesco canteiro de obras com trabalhadores de todo o mundo, como “os espanhóis especialistas em gesso”, mas, principalmente, com brasileiros que buscavam trabalho.</p>
<p>Entre eles, havia gírias para designar alguns locais do país. Guzoni conta que o Rio de Janeiro era chamado de Velhacap, em referência à antiga capital; Brasília era a Novacap, a nova capital do Brasil (e também nome da Companhia Urbanizadora da Nova Capital), e São Paulo era a Supercap, embora nunca tenha sido, de fato, capital.</p>
<p>Guzoni voltou a São Paulo após a primeira viagem de reconhecimento do terreno e retornou a Brasília em fevereiro de 1959. Durante aquele ano inteiro morou na nova capital. Participou, ainda, da inauguração de Brasília. “Mas não estava totalmente pronto ainda”, diz. As diversas empresas dividiam o trabalho e Guzoni participou da construção do Ministério da Aeronáutica (que hoje é o Comando da Aeronáutica subordinado ao Ministério da Defesa), do prédio da Marinha e do Ministério de Educação e Cultura.</p>
<p><strong>ORGULHO</strong></p>
<p>O suporte que recebeu da empresa em que trabalhava foi importante no período em Brasília. “Nosso diretor era o Mário Pugliese e ele falava para não andarmos sozinhos e não nos metermos em confusão”, lembra dos conselhos. Em Brasília, como representante da empresa, Guzoni chegou a dar entrevista para a TV Tupi no Hotel Nacional. “Se eu tenho orgulho?”, disse o paulistano, repetindo a pergunta sobre ter participado da construção da nova capital. “Ah, eu fui um dos fundadores”, respondeu, visivelmente orgulhoso.</p>
<p>Guzoni falou três vezes com Juscelino Kubitschek e lembra que era um presidente popular e que falava com todos. JK foi presidente do Brasil entre 1956 e 1961. Também teve contato com Jânio Quadros, que foi o 22º presidente do Brasil, de 31 de janeiro de 1961 a 25 de agosto de 1961, quando renunciou.</p>
<p>Mas nem só de alegrias são feitas as lembranças. As obras escondem segredos e, segundo Guzoni, muitos morreram em trabalho. “Lá não tinha força, era tudo gerador. Se o guincho pifava, ficava pela metade, no ar”, recorda. Certa vez, um temporal derrubou todas as paredes construídas na véspera. “Era uma planície, não tinha florestas e quando ventava dava medo”, diz Guzoni.</p>
<p>Também havia diversão. A Cidade Livre, em que compras podiam ser feitas sem impostos, era um ponto de encontro. “Tinha um bar que só tocava Nat King Cole, havia cinema e tudo era feito de madeira”. Ao fim do trabalho, a equipe voltou para São Paulo e Guzoni retornou a Brasília para a inauguração, em abril de 1960, há exatos 50 anos. Dois anos depois, pela segunda vez vem a Mogi Guaçu, onde o pai tinha um terreno. Voltou em 1970 e em 1974 se estabeleceu no Município.</p>
<p><strong>RECORDAÇÕES</strong></p>
<p><strong>Guaçuano compra terras para a construção da futura capital</strong></p>
<p><strong><em>Atualmente, </em><em>documentos </em><em>estão no museu </em><em>Franco de Godoy</em></strong> </p>
<p>Os antigos documentos de compra de terras para a construção de Brasília grafam Goiás como Goyaz e Mogi Guaçu como Mogy Guassú. Provam a compra de dois terrenos pelo guaçuano Salvador Franco de Godoy em 1928. “Ele foi um dos milhares de brasileiros que compraram terras no Município de Planaltina, onde seria instalada a sede da capital federal”, conta o neto José Edson Franco de Godoy. O material está no Museu Histórico, Pedagógico, Arqueológico e Etnológico “Franco de Godoy”, na Roseira.</p>
<p>O historiador e proprietário do museu lembra que muitos fazendeiros compraram terras para ajudar a futura capital federal. “Quem comprou, tinha orgulho”. Eram duas áreas: um terreno de 500 m² e uma chácara de 24,2 mil m², ambos na Comarca de Santa Luzia, da Intendência de Planaltina.</p>
<p>Quando o neto Godoy tinha 14 anos, e trabalhava em São Paulo, foi enviado pelo pai a Mogi Guaçu para buscar os documentos de compra das terras. Na ocasião, seu avô poderia ser ressarcido, já que a capital federal não fora construída exatamente no local previsto, lembra Godoy.</p>
<p>Sua tia, porém, não entregou os documentos. Apesar de o garoto trabalhar para importantes bancos da capital, ainda assim, ela não quis que levasse tão importante documentação para São Paulo. Hoje, Godoy agradece a precaução da tia. O avô não pôde receber o ressarcimento, mas os documentos continuaram na família.</p>
<p>Há 10 anos, a mesma tia chamou Godoy e lhe deu um dos presentes mais inesquecíveis que ele já recebeu: os mesmos documentos que não haviam sido entregues quando era adolescente. E passariam a pertencer ao museu. “Ainda bem que minha tia não quis me dar os documentos, porque hoje temos um documento precioso da história”. <strong>(FF)</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>A criação de Brasília</strong> </p>
<p>Brasília, a capital do Brasil, é a quarta maior cidade do país, com cerca de 2,6 milhões de habitantes, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2009. A história da mudança da capital federal para o Centro-Oeste surge em 1823 com o primeiro projeto e o nome Brasília para a nova cidade. Em 1892 a comissão exploradora do planalto central demarca a área chamada de “quadrilátero cruls”, mas somente em 1922 a pedra fundamental é colocada perto de Planaltina.</p>
<p>Em 1955 a história da mudança volta quando o candidato à presidência Juscelino Kubitschek promete transferir a capital federal para o interior. Nesse ano, é escolhido o local definitivo para a construção da cidade. Quando presidente, estabelece a mudança como meta. O plano urbanístico da capital foi elaborado pelo urbanista Lúcio Costa e o arquiteto Oscar Niemeyer projetou os principais prédios públicos da cidade.</p>
<p>A construção de Brasília é iniciada em 1956 com o aeroporto e o Palácio da Alvorada e a construção do Plano Piloto começa em 1957. Em 1958 nasce Tabatinga, hoje cidade-satélite do Distrito Federal. No dia 20 de abril de 1960 iniciam as comemorações para a nova capital. JK fecha o Palácio do Catete no Rio de Janeiro na manhã do dia 21 de abril e ao mesmo tempo os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário federais se instalam em Brasília. <strong>(FF)</strong></p>
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		<title>Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2010/04/02/dia-mundial-de-conscientizacao-sobre-o-autismo/</link>
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		<pubDate>Fri, 02 Apr 2010 19:50:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana - 2010]]></category>
		<category><![CDATA[autismo]]></category>
		<category><![CDATA[autistas]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 2 de abril de 2010.

AUTISMO
Dia Mundial de Conscientização é hoje
Olhar distante e falta de contato visual, resistência a mudanças na rotina e ao contato físico, risos e movimentos considerados inapropriados e falta de interação com outras pessoas. Esses são alguns dos sintomas do autismo, uma doença que compromete o desenvolvimento normal de uma criança e que se manifesta geralmente antes do terceiro ano de vida. Hoje é o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, instituído pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 2007 como um marco da mobilização mundial.
A palavra autismo é originada em “auto”, que em grego significa “si próprio”. A doença apresenta um distanciamento nas relações com as pessoas. Muitos percebem como se tudo pudesse ser excluído e os demais sequer estivessem presentes. Mas o autista não vive em um mundo imaginário – ele apenas se relaciona com o mundo verdadeiro de maneira própria. Para o autista, não existem normas sociais.
De acordo com a AMA (Associação de Amigos do Autista) de São Paulo, o autismo caracteriza-se por lesar e diminuir o ritmo do desenvolvimento psiconeurológico, social e lingüístico. As crianças autistas reagem de forma diferente de outras em relação ao som, ao toque e aos sabores. Muitos não falam ou possuem atraso na linguagem e têm relações peculiares com objetos.
O distúrbio vem sendo estudado há décadas, mas ainda há dúvidas, principalmente nos diagnósticos. Cerca de 20% dos autistas apresentam um desenvolvimento relativamente normal durante os primeiros dois anos de vida e depois entram em regressão, com perda de habilidades na linguagem.
Apesar da dificuldade em diagnosticar uma criança com autismo, até porque os sinais não são visíveis e a aparência é de uma criança como qualquer outra, os pais têm recebido a notícia cada vez mais cedo, o que possibilita a inserção do autista em local apropriado para estimulação. É o que vem acontecendo com a Nesa (Núcleo de Ensino e Socialização do Autista), mantida pela Associação Fonte Viva em Mogi Guaçu.
A diretora executiva da associação, Arlete de Lima Michelon, é uma das fundadoras da associação, que começou a funcionar em 2001. A escola funcionaria dois anos depois. Ela observa que no início os freqüentadores eram jovens e cada vez mais a idade diminui, de forma que os mais velhos são as crianças que começaram com eles há alguns anos. “Há uns três anos temos visto crianças cada vez menores. Hoje, os profissionais conseguem enxergar o autismo mais cedo”, conta.
CAMPANHA
O diagnóstico precoce do autismo é tema da campanha de conscientização que a Fonte Viva realiza na cidade com pais e médicos pediatras. A entidade distribui um vídeo sobre estimulação precoce com o objetivo de que familiares e profissionais fiquem mais atentos aos sintomas da doença. “Estamos estudando para comprovar, na prática, que uma criança que seria muito comprometida pode até freqüentar a escola regular se for estimulada precocemente, mesmo não sendo caso para todas”, diz Arlete. Ela lembra que atualmente o tema é muito mais discutido em livros, filmes e revistas, o que não acontecia há alguns anos. Mesmo assim, a doença é ainda uma espécie de enigma.
A incidência do autismo varia de acordo com o critério utilizado por cada autor. A ASA (Autism Society os América) determina que a cada 1.000 nascimentos, dois são autistas. O CDC (Center of Disease Control and Prevention) estima de duas a seis pessoas autistas para cada 1.000. O Centro de Estudos do Genoma Humano, da USP (Universidade de São Paulo) informa que a incidência do autismo é de cinco a cada 1.000 crianças, sendo mais comum no sexo masculino, na razão de quatro homens para cada mulher afetada. Em cerca de 75% dos casos, os autistas possuem retardo mental e a doença pode estar associada a outras patologias.
DIFERENTE PERCEPÇÃO
Uma vida sem regras sociais
Os primeiros médicos a descreverem o autismo eram austríacos: Leo Kanner, radicado nos Estados Unidos, e Hans Asperger, em Viena. Eles publicaram separadamente os primeiros trabalhos sobre a doença. As publicações de Kanner em 1943 e de Asperger em 1944 traziam estudos de casos e procuravam explicar o transtorno. Ambos designaram para a doença o termo “autista”, já utilizado pelo psiquiatra suíço Eugen Bleuler em 1911 em seus estudos sobre esquizofrenia.
Os dois trabalhos da década de 1940 apontam crianças que não desenvolvem um relacionamento afetivo normal com outras pessoas. Como a principal obra de Asperger foi publicada durante a guerra e seus estudos estavam em alemão, somente quatro décadas depois o médico foi reconhecido no mundo. Hoje, o termo Síndrome de Asperger também é conhecido como autismo de alta funcionalidade (com inteligência preservada) e designa crianças autistas sem atraso ou com retardo no desenvolvimento cognitivo ou da linguagem do indivíduo. O nome de Kanner ficou ligado ao autismo clássico.
Existem três desvios básicos de comportamento do autista, chamados de “tríade de dificuldades”. São os desvios qualitativos na comunicação, problemas de interação social e na estrutura de pensamento, que fazem com que o autista tenha comportamentos diferentes, já que desconhecem as regras sociais. Seu diagnóstico baseia-se muito mais na observação do comportamento da criança, uma vez que não existem testes médicos que comprovem o autismo.
Os sintomas e o grau de comprometimento variam de maneira ampla em cada caso, por isso é comum que o autismo seja referido como um espectro de transtornos. Ocorrem casos em todo o mundo, nas diferentes classes sociais e econômicas. A doença não tem cura e pode se apresentar somente no terceiro ano da criança, sendo que até essa idade o desenvolvimento pode ser normal.
Autistas apresentam comprometimento na interação social como a falta de contato visual e falta de interesse e reciprocidade social. Em muitos casos, a criança não fala, mas também pode apresentar ecolalia (repetição de palavras ou frases) ou troca de pronomes – assim ‘eu’ passa a ser ‘você’ e vice-versa. Em alguns casos, utilizam as palavras de maneira idiossincrática. Costumam reagir à mudança de rotina e podem repetir diversas vezes o mesmo movimento.
Como muitas crianças não sabem como se expressar, a frustração pode levar a comportamentos agressivos, com outros ou si mesmas. “A diferença é a consciência social do autista. A reação agressiva pode expressar algo de que não gostaram”, explicou a psicóloga e coordenadora do Nesa (Núcleo de Ensino e Socialização do Autista), Karine Helena Rodrigues Carvalho. A dificuldade de comunicação também pode fazer com que a criança utilize uma outra pessoa como ferramenta para expressar aquilo o que ela deseja.
ORIGEM
A origem da síndrome é desconhecida e pode estar relacionada a uma combinação de fatores genéticos e ambientais que poderiam ocasionar o aparecimento do autismo. Há uma linha de pensamento em todo o mundo, com estudos que foram negados recentemente, de que algumas vacinas seriam responsáveis pelo autismo por causa de um produto conservante à base de mercúrio, o thimerosal. O Ministério da Saúde divulgou esta semana que a pequena concentração de mercúrio usada como conservante em vacinas contra a gripe H1N1 e a vacina tríplice viral (contra caxumba, rubéola e sarampo) não provocam autismo.
Na mesma semana, a Justiça dos Estados Unidos negou qualquer vínculo da doença com as vacinas com alegação de que não existe base científica. The Lancet, uma das mais importantes publicações do mundo sobre saúde e que publicou o artigo que relacionava a vacina ao autismo em 1998, do médico Andrew Wakefield, retirou os estudos dos arquivos e fez uma retratação. O médico foi condenado pelo Conselho Médico Britânico. (FF)
FONTE VIVA
Associação atende 20 crianças e adolescentes
A Associação Fonte Viva nasceu da luta de uma família com um filho autista. Gabriel, que hoje tem 19 anos, é filho da fundadora e diretora executiva da entidade, Arlete de Lima Michelon. Em 1999 começaram as viagens diárias dela e do marido para Limeira, onde o filho freqüentava o Cema (Centro de Especialização Municipal do Autista). A associação foi criada cerca de dois anos depois com a supervisão do Centro e em 2003 foi o início do Nesa (Núcleo de Ensino e Socialização do Autista).
No início, eram 12 crianças atendidas no período da tarde, mas logo chegou um momento em que um período não era mais suficiente. As crianças menores passaram a ser atendidas pela manhã. A associação se mantém com as verbas repassadas pelas prefeituras de Mogi Guaçu, Mogi Mirim e Itapira, mas já chegou a ter cinco prefeituras e atende crianças de toda a região – Jaguariúna, Holambra, Aguaí, Espírito Santo do Pinhal, São João da Boa Vista e outros locais.
O período da manhã, conta Arlete, é mantido com as verbas repassadas pelo CMDCA (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente) com os repasses de imposto de renda. A cada ano esse valor varia, e a escola que atendia todos os dias pela manhã está somente com três dias. São 20 crianças e adolescentes de 1 ano e 10 meses a 19 anos.
Os pais não pagam, apenas os que têm condições ajudam na manutenção da casa, que é alugada. A associação possui 27 funcionários – entre eles assistente social, psicóloga, terapeuta ocupacional, fonoaudióloga, educador físico e duas pedagogas para cada sala. A Nesa possui salas para alunos que permanecem sozinhos ou com outras crianças, banheiros, refeitório, cozinha e cozinha experimental para uso dos alunos, oficina, lavanderia e sala de reuniões.
“O autista precisa ser estimulado e muitas vezes precisamos auxiliar as famílias. A vida com o autista não é fácil”, conta Arlete. Mas o trabalho, que possui uma equipe interdisciplinar especializada, mostra os resultados dentro de sua própria casa. “Você não imagina a satisfação. O meu filho tem paixão em vir para cá porque o trabalho é feito com muito carinho e dedicação”, diz. Entre as atividades, há saídas com os jovens para mercados, lanchonetes e farmácias. “Hoje eles são outros, se comportam muito bem”, conta, com orgulho.
O objetivo das saídas é inserir o autista no mundo cotidiano e nas relações familiares. “A socialização melhora porque eles aprendem tudo, desde sentar para comer até lavar a louça e assim acabam participando mais da família”, explica a psicóloga e coordenadora do Nesa, Karine Helena Rodrigues Carvalho. Também há atividades esportivas na escola. Neste ano de Copa do Mundo, está sendo desenvolvido o futebol adaptado.
ORGANIZAÇÃO
A Nesa utiliza como base os métodos do Teacch, que significa Tratamento e Educação para Crianças Autistas e com Distúrbios Correlatos da Comunicação. O Teacch foi desenvolvido nos anos 60 no Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade da Carolina do Norte, Estados Unidos, e atualmente é utilizado em diversos países.
Os métodos propõem uma organização no ambiente em que a criança está inserida, por meio de rotinas organizadas em quadros com fichas, desenhos e fotos, para tornar mais fácil o entendimento do que se espera da criança ou do que ela espera dos outros.
Em alguns casos mais severos, a organização é feita com o objeto a ser usado, como escova de dentes para a criança identificar que é hora de escovar os dentes. A utilização das fichas auxilia o autista a mostrar o que deseja e evita que tenha comportamentos agressivos quando não consegue expressar aquilo o que deseja, como se jogar no chão ou gritar. (FF)
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 2 de abril de 2010.</p>
<p><span id="more-690"></span></p>
<p><span style="color: #3366ff;"><strong>AUTISMO</strong></span></p>
<p><span style="color: #3366ff;"><strong>Dia Mundial de Conscientização é hoje</strong></span></p>
<p>Olhar distante e falta de contato visual, resistência a mudanças na rotina e ao contato físico, risos e movimentos considerados inapropriados e falta de interação com outras pessoas. Esses são alguns dos sintomas do autismo, uma doença que compromete o desenvolvimento normal de uma criança e que se manifesta geralmente antes do terceiro ano de vida. Hoje é o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, instituído pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 2007 como um marco da mobilização mundial.</p>
<p>A palavra autismo é originada em “auto”, que em grego significa “si próprio”. A doença apresenta um distanciamento nas relações com as pessoas. Muitos percebem como se tudo pudesse ser excluído e os demais sequer estivessem presentes. Mas o autista não vive em um mundo imaginário – ele apenas se relaciona com o mundo verdadeiro de maneira própria. Para o autista, não existem normas sociais.</p>
<p>De acordo com a AMA (Associação de Amigos do Autista) de São Paulo, o autismo caracteriza-se por lesar e diminuir o ritmo do desenvolvimento psiconeurológico, social e lingüístico. As crianças autistas reagem de forma diferente de outras em relação ao som, ao toque e aos sabores. Muitos não falam ou possuem atraso na linguagem e têm relações peculiares com objetos.</p>
<p>O distúrbio vem sendo estudado há décadas, mas ainda há dúvidas, principalmente nos diagnósticos. Cerca de 20% dos autistas apresentam um desenvolvimento relativamente normal durante os primeiros dois anos de vida e depois entram em regressão, com perda de habilidades na linguagem.</p>
<p>Apesar da dificuldade em diagnosticar uma criança com autismo, até porque os sinais não são visíveis e a aparência é de uma criança como qualquer outra, os pais têm recebido a notícia cada vez mais cedo, o que possibilita a inserção do autista em local apropriado para estimulação. É o que vem acontecendo com a Nesa (Núcleo de Ensino e Socialização do Autista), mantida pela Associação Fonte Viva em Mogi Guaçu.</p>
<p>A diretora executiva da associação, Arlete de Lima Michelon, é uma das fundadoras da associação, que começou a funcionar em 2001. A escola funcionaria dois anos depois. Ela observa que no início os freqüentadores eram jovens e cada vez mais a idade diminui, de forma que os mais velhos são as crianças que começaram com eles há alguns anos. “Há uns três anos temos visto crianças cada vez menores. Hoje, os profissionais conseguem enxergar o autismo mais cedo”, conta.</p>
<p><strong>CAMPANHA</strong></p>
<p>O diagnóstico precoce do autismo é tema da campanha de conscientização que a Fonte Viva realiza na cidade com pais e médicos pediatras. A entidade distribui um vídeo sobre estimulação precoce com o objetivo de que familiares e profissionais fiquem mais atentos aos sintomas da doença. “Estamos estudando para comprovar, na prática, que uma criança que seria muito comprometida pode até freqüentar a escola regular se for estimulada precocemente, mesmo não sendo caso para todas”, diz Arlete. Ela lembra que atualmente o tema é muito mais discutido em livros, filmes e revistas, o que não acontecia há alguns anos. Mesmo assim, a doença é ainda uma espécie de enigma.</p>
<p>A incidência do autismo varia de acordo com o critério utilizado por cada autor. A ASA (Autism Society os América) determina que a cada 1.000 nascimentos, dois são autistas. O CDC (Center of Disease Control and Prevention) estima de duas a seis pessoas autistas para cada 1.000. O Centro de Estudos do Genoma Humano, da USP (Universidade de São Paulo) informa que a incidência do autismo é de cinco a cada 1.000 crianças, sendo mais comum no sexo masculino, na razão de quatro homens para cada mulher afetada. Em cerca de 75% dos casos, os autistas possuem retardo mental e a doença pode estar associada a outras patologias.</p>
<p><span style="color: #3366ff;"><strong>DIFERENTE PERCEPÇÃO</strong></span></p>
<p><span style="color: #3366ff;"><strong>Uma vida sem regras sociais</strong></span></p>
<p>Os primeiros médicos a descreverem o autismo eram austríacos: Leo Kanner, radicado nos Estados Unidos, e Hans Asperger, em Viena. Eles publicaram separadamente os primeiros trabalhos sobre a doença. As publicações de Kanner em 1943 e de Asperger em 1944 traziam estudos de casos e procuravam explicar o transtorno. Ambos designaram para a doença o termo “autista”, já utilizado pelo psiquiatra suíço Eugen Bleuler em 1911 em seus estudos sobre esquizofrenia.</p>
<p>Os dois trabalhos da década de 1940 apontam crianças que não desenvolvem um relacionamento afetivo normal com outras pessoas. Como a principal obra de Asperger foi publicada durante a guerra e seus estudos estavam em alemão, somente quatro décadas depois o médico foi reconhecido no mundo. Hoje, o termo Síndrome de Asperger também é conhecido como autismo de alta funcionalidade (com inteligência preservada) e designa crianças autistas sem atraso ou com retardo no desenvolvimento cognitivo ou da linguagem do indivíduo. O nome de Kanner ficou ligado ao autismo clássico.</p>
<p>Existem três desvios básicos de comportamento do autista, chamados de “tríade de dificuldades”. São os desvios qualitativos na comunicação, problemas de interação social e na estrutura de pensamento, que fazem com que o autista tenha comportamentos diferentes, já que desconhecem as regras sociais. Seu diagnóstico baseia-se muito mais na observação do comportamento da criança, uma vez que não existem testes médicos que comprovem o autismo.</p>
<p>Os sintomas e o grau de comprometimento variam de maneira ampla em cada caso, por isso é comum que o autismo seja referido como um espectro de transtornos. Ocorrem casos em todo o mundo, nas diferentes classes sociais e econômicas. A doença não tem cura e pode se apresentar somente no terceiro ano da criança, sendo que até essa idade o desenvolvimento pode ser normal.</p>
<p>Autistas apresentam comprometimento na interação social como a falta de contato visual e falta de interesse e reciprocidade social. Em muitos casos, a criança não fala, mas também pode apresentar ecolalia (repetição de palavras ou frases) ou troca de pronomes – assim ‘eu’ passa a ser ‘você’ e vice-versa. Em alguns casos, utilizam as palavras de maneira idiossincrática. Costumam reagir à mudança de rotina e podem repetir diversas vezes o mesmo movimento.</p>
<p>Como muitas crianças não sabem como se expressar, a frustração pode levar a comportamentos agressivos, com outros ou si mesmas. “A diferença é a consciência social do autista. A reação agressiva pode expressar algo de que não gostaram”, explicou a psicóloga e coordenadora do Nesa (Núcleo de Ensino e Socialização do Autista), Karine Helena Rodrigues Carvalho. A dificuldade de comunicação também pode fazer com que a criança utilize uma outra pessoa como ferramenta para expressar aquilo o que ela deseja.</p>
<p><strong>ORIGEM</strong></p>
<p>A origem da síndrome é desconhecida e pode estar relacionada a uma combinação de fatores genéticos e ambientais que poderiam ocasionar o aparecimento do autismo. Há uma linha de pensamento em todo o mundo, com estudos que foram negados recentemente, de que algumas vacinas seriam responsáveis pelo autismo por causa de um produto conservante à base de mercúrio, o thimerosal. O Ministério da Saúde divulgou esta semana que a pequena concentração de mercúrio usada como conservante em vacinas contra a gripe H1N1 e a vacina tríplice viral (contra caxumba, rubéola e sarampo) não provocam autismo.</p>
<p>Na mesma semana, a Justiça dos Estados Unidos negou qualquer vínculo da doença com as vacinas com alegação de que não existe base científica. The Lancet, uma das mais importantes publicações do mundo sobre saúde e que publicou o artigo que relacionava a vacina ao autismo em 1998, do médico Andrew Wakefield, retirou os estudos dos arquivos e fez uma retratação. O médico foi condenado pelo Conselho Médico Britânico.<strong> (FF)</strong></p>
<p><span style="color: #3366ff;"><strong>FONTE VIVA</strong></span></p>
<p><span style="color: #3366ff;"><strong>Associação atende 20 crianças e adolescentes</strong></span></p>
<p>A Associação Fonte Viva nasceu da luta de uma família com um filho autista. Gabriel, que hoje tem 19 anos, é filho da fundadora e diretora executiva da entidade, Arlete de Lima Michelon. Em 1999 começaram as viagens diárias dela e do marido para Limeira, onde o filho freqüentava o Cema (Centro de Especialização Municipal do Autista). A associação foi criada cerca de dois anos depois com a supervisão do Centro e em 2003 foi o início do Nesa (Núcleo de Ensino e Socialização do Autista).</p>
<p>No início, eram 12 crianças atendidas no período da tarde, mas logo chegou um momento em que um período não era mais suficiente. As crianças menores passaram a ser atendidas pela manhã. A associação se mantém com as verbas repassadas pelas prefeituras de Mogi Guaçu, Mogi Mirim e Itapira, mas já chegou a ter cinco prefeituras e atende crianças de toda a região – Jaguariúna, Holambra, Aguaí, Espírito Santo do Pinhal, São João da Boa Vista e outros locais.</p>
<p>O período da manhã, conta Arlete, é mantido com as verbas repassadas pelo CMDCA (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente) com os repasses de imposto de renda. A cada ano esse valor varia, e a escola que atendia todos os dias pela manhã está somente com três dias. São 20 crianças e adolescentes de 1 ano e 10 meses a 19 anos.</p>
<p>Os pais não pagam, apenas os que têm condições ajudam na manutenção da casa, que é alugada. A associação possui 27 funcionários – entre eles assistente social, psicóloga, terapeuta ocupacional, fonoaudióloga, educador físico e duas pedagogas para cada sala. A Nesa possui salas para alunos que permanecem sozinhos ou com outras crianças, banheiros, refeitório, cozinha e cozinha experimental para uso dos alunos, oficina, lavanderia e sala de reuniões.</p>
<p>“O autista precisa ser estimulado e muitas vezes precisamos auxiliar as famílias. A vida com o autista não é fácil”, conta Arlete. Mas o trabalho, que possui uma equipe interdisciplinar especializada, mostra os resultados dentro de sua própria casa. “Você não imagina a satisfação. O meu filho tem paixão em vir para cá porque o trabalho é feito com muito carinho e dedicação”, diz. Entre as atividades, há saídas com os jovens para mercados, lanchonetes e farmácias. “Hoje eles são outros, se comportam muito bem”, conta, com orgulho.</p>
<p>O objetivo das saídas é inserir o autista no mundo cotidiano e nas relações familiares. “A socialização melhora porque eles aprendem tudo, desde sentar para comer até lavar a louça e assim acabam participando mais da família”, explica a psicóloga e coordenadora do Nesa, Karine Helena Rodrigues Carvalho. Também há atividades esportivas na escola. Neste ano de Copa do Mundo, está sendo desenvolvido o futebol adaptado.</p>
<p><strong>ORGANIZAÇÃO</strong></p>
<p>A Nesa utiliza como base os métodos do Teacch, que significa Tratamento e Educação para Crianças Autistas e com Distúrbios Correlatos da Comunicação. O Teacch foi desenvolvido nos anos 60 no Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade da Carolina do Norte, Estados Unidos, e atualmente é utilizado em diversos países.</p>
<p>Os métodos propõem uma organização no ambiente em que a criança está inserida, por meio de rotinas organizadas em quadros com fichas, desenhos e fotos, para tornar mais fácil o entendimento do que se espera da criança ou do que ela espera dos outros.</p>
<p>Em alguns casos mais severos, a organização é feita com o objeto a ser usado, como escova de dentes para a criança identificar que é hora de escovar os dentes. A utilização das fichas auxilia o autista a mostrar o que deseja e evita que tenha comportamentos agressivos quando não consegue expressar aquilo o que deseja, como se jogar no chão ou gritar. <strong>(FF)</strong></p>
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		<title>Projeto incentiva carteira assinada</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2010/03/18/projeto-incentiva-carteira-assinada/</link>
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		<pubDate>Thu, 18 Mar 2010 19:14:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana - 2010]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 18 de março de 2010.

EMPREGADAS DOMÉSTICAS
Projeto incentiva carteira assinada
Valor do INSS pelo empregador passaria de 12% para 6%
Fernanda França
A Comissão de Assuntos Sociais do Senado aprovou na última semana um projeto para beneficiar os empregados domésticos. O projeto da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), diminui a contribuição social dos empregadores de 12% para 6% sobre o salário do empregado e revoga a dedução que eles podiam fazer no imposto de renda pelo pagamento. O objetivo é que a redução na arrecadação seja compensada pelo aumento de contribuintes, já que a meta é tirar esses trabalhadores da informalidade.
De acordo com dados de 2008 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o número de empregados domésticos no País chega a 6,6 milhões. Desse total, 1,8 milhão estão formalizados (26,8%) e 4,9 milhões são informais (73,2%).
O projeto anistia o empregador das dívidas junto ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Nacional) referentes ao empregado doméstico. Para isso, o contrato de trabalho deve ser formalizado em até 180 dias após a publicação da lei e para receber a anistia, o empregador deverá anotar as datas de admissão e de formalização do contrato na carteira de trabalho e recolher a contribuição dos últimos 12 meses trabalhados.
“O período de um ano é a carência do INSS para a concessão dos benefícios”, explicou a advogada trabalhista Ana Antônia Ferreira de Melo Rossi. Os benefícios do INSS durante o trabalho incluem auxílio-doença, salário-maternidade, auxílio-reclusão (para os dependentes do empregado doméstico que for preso) e pensão por morte. A aposentadoria do INSS pode ser feita por idade, invalidez ou tempo de contribuição.
Outra condição do projeto para a anistia é que sejam recolhidas as contribuições sobre o tempo trabalhado, no caso do empregado homem com mais de 50 anos ou mulher com mais de 45 anos. O objetivo é não prejudicar o direito à aposentadoria por idade. “O empregador regularizaria de acordo com o tempo que falta para a aposentadoria. Por exemplo, uma empregada doméstica trabalha há 20 anos na mesma casa e tem hoje 50 anos. O empregador deve regularizar cinco anos, pois a empregada precisa de mais 10 anos para completar 60 e precisa de 15 anos de contribuição”, explicou Ana.
Para a advogada, o projeto será importante para incentivar o registro de empregados domésticos. “É uma boa medida até mesmo para quem nunca pagou INSS porque essas pessoas passariam a ter direito à aposentadoria”, disse. Atualmente, o valor recolhido pelo empregador é de 12% e pelo empregado de 8%, totalizando 20%. Como muitas vezes, no caso de empregado doméstico, o empregador é quem paga a totalidade da Previdência Social, o custo fica em 20% para o empregador. Com o novo projeto, o valor de 12% do empregador passaria para 6%.
APOSENTADORIA
Por idade, têm direito à aposentadoria os trabalhadores urbanos do sexo masculino a partir dos 65 anos e do sexo feminino a partir dos 60 anos de idade. Os trabalhadores rurais podem pedir aposentadoria por idade com cinco anos a menos: a partir dos 60 anos, homens, e a partir dos 55 anos, mulheres. Os trabalhadores urbanos inscritos na Previdência Social a partir de 25 de julho de 1991 precisam comprovar 15 anos de contribuição para o INSS. Os rurais têm de provar, com documentos, o mesmo tempo. Os segurados urbanos filiados até 24 de julho de 1991 devem seguir uma tabela do INSS.
A aposentadoria por tempo de contribuição pode ser integral ou proporcional. Para ter direito à aposentadoria integral, o trabalhador homem deve comprovar pelo menos 35 anos de contribuição e a trabalhadora mulher, 30 anos. Para requerer a aposentadoria proporcional, o trabalhador tem que combinar dois requisitos: tempo de contribuição e idade mínima.
DIREITOS
Empregado doméstico, que pode ser homem ou mulher, é todo aquele maior de 16 anos que presta serviços contínuos e de finalidade não-lucrativa à uma pessoa ou à uma família em sua residência. Podem ser cozinheiro, governanta, babá, lavadeira, faxineiro, vigia, motorista particular, jardineiro, acompanhante de idosos e caseiro (quando o sítio ou local onde exerce a sua atividade não possui finalidade lucrativa). O trabalhador doméstico tem direito ao salário mínimo, irredutibilidade salarial, repouso semanal remunerado, gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, 1/3 a mais do que o salário normal, licença-maternidade, licença-paternidade, aviso prévio, aposentadoria e integração à Previdência Social.
COM DIREITOS
Diarista pode ser registrada ou contribuir como autônoma
Empregador pode registrar de acordo com o trabalho
Trabalhadores autônomos como camelôs, jardineiros, trabalhadores avulsos da construção civil, doceiras, costureiras, cabeleireiros e diaristas, assim como outros, podem contribuir para a Previdência Social. A contribuição independe da carteira assinada. Na inscrição, o trabalhador é cadastrado no Regime Geral de Previdência Social e recebe o NIT (Número de Inscrição do Trabalhador). Para fazer a inscrição é necessário ter no mínimo 16 anos. No caso do menor aprendiz, a inscrição é permitida a partir dos 14 anos.
O contribuinte individual deve recolher uma alíquota de 20% do salário recebido no mês. Caso o contribuinte individual trabalhe por conta própria e receba até um salário mínimo a alíquota é de 11%, sendo que o salário mínimo é atualmente R$ 510,00. Os contribuintes facultativos como donas-de-casa, estudantes e desempregados podem contribuir à Previdência Social com alíquota de 11% sobre o salário mínimo.
A diarista, que pode ser trabalhadora autônoma, também pode ser registrada pelo empregador. Mesmo que o trabalho seja realizado apenas uma vez na semana, o registro garante os direitos. O empregador, por sua vez, só precisa recolher o valor do INSS sobre o que é pago no mês. Hoje, o valor é de 20% sobre o pagamento. Com a nova lei, as diaristas seriam beneficiadas também e poderiam ser registradas pelos empregadores com INSS de 12%.
“Pode-se deduzir 8% da diarista, mas é um acordo entre as partes. Dessa forma, a diarista poderá aposentar de acordo com o valor que consta na carteira de trabalho”, disse a advogada trabalhista Ana Antônia Ferreira de Melo Rossi. O vínculo empregatício é uma questão ainda muito discutida. “Não existe uma regra para o número de dias que a diarista vai à casa. Depende do juiz”, esclareceu a advogada. Por isso, Ana sugere que todas as diaristas sejam registradas para assegurar os direitos de todos. (FF)
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 18 de março de 2010.</p>
<p><span id="more-694"></span></p>
<p><strong>EMPREGADAS DOMÉSTICAS</strong></p>
<p><strong>Projeto incentiva carteira assinada</strong></p>
<p><em>Valor do INSS </em><em>pelo empregador </em><em>passaria de </em><em>12% para 6%</em></p>
<p><strong>Fernanda França</strong></p>
<p>A Comissão de Assuntos Sociais do Senado aprovou na última semana um projeto para beneficiar os empregados domésticos. O projeto da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), diminui a contribuição social dos empregadores de 12% para 6% sobre o salário do empregado e revoga a dedução que eles podiam fazer no imposto de renda pelo pagamento. O objetivo é que a redução na arrecadação seja compensada pelo aumento de contribuintes, já que a meta é tirar esses trabalhadores da informalidade.</p>
<p>De acordo com dados de 2008 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o número de empregados domésticos no País chega a 6,6 milhões. Desse total, 1,8 milhão estão formalizados (26,8%) e 4,9 milhões são informais (73,2%).</p>
<p>O projeto anistia o empregador das dívidas junto ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Nacional) referentes ao empregado doméstico. Para isso, o contrato de trabalho deve ser formalizado em até 180 dias após a publicação da lei e para receber a anistia, o empregador deverá anotar as datas de admissão e de formalização do contrato na carteira de trabalho e recolher a contribuição dos últimos 12 meses trabalhados.</p>
<p>“O período de um ano é a carência do INSS para a concessão dos benefícios”, explicou a advogada trabalhista Ana Antônia Ferreira de Melo Rossi. Os benefícios do INSS durante o trabalho incluem auxílio-doença, salário-maternidade, auxílio-reclusão (para os dependentes do empregado doméstico que for preso) e pensão por morte. A aposentadoria do INSS pode ser feita por idade, invalidez ou tempo de contribuição.</p>
<p>Outra condição do projeto para a anistia é que sejam recolhidas as contribuições sobre o tempo trabalhado, no caso do empregado homem com mais de 50 anos ou mulher com mais de 45 anos. O objetivo é não prejudicar o direito à aposentadoria por idade. “O empregador regularizaria de acordo com o tempo que falta para a aposentadoria. Por exemplo, uma empregada doméstica trabalha há 20 anos na mesma casa e tem hoje 50 anos. O empregador deve regularizar cinco anos, pois a empregada precisa de mais 10 anos para completar 60 e precisa de 15 anos de contribuição”, explicou Ana.</p>
<p>Para a advogada, o projeto será importante para incentivar o registro de empregados domésticos. “É uma boa medida até mesmo para quem nunca pagou INSS porque essas pessoas passariam a ter direito à aposentadoria”, disse. Atualmente, o valor recolhido pelo empregador é de 12% e pelo empregado de 8%, totalizando 20%. Como muitas vezes, no caso de empregado doméstico, o empregador é quem paga a totalidade da Previdência Social, o custo fica em 20% para o empregador. Com o novo projeto, o valor de 12% do empregador passaria para 6%.</p>
<p><strong>APOSENTADORIA</strong></p>
<p>Por idade, têm direito à aposentadoria os trabalhadores urbanos do sexo masculino a partir dos 65 anos e do sexo feminino a partir dos 60 anos de idade. Os trabalhadores rurais podem pedir aposentadoria por idade com cinco anos a menos: a partir dos 60 anos, homens, e a partir dos 55 anos, mulheres. Os trabalhadores urbanos inscritos na Previdência Social a partir de 25 de julho de 1991 precisam comprovar 15 anos de contribuição para o INSS. Os rurais têm de provar, com documentos, o mesmo tempo. Os segurados urbanos filiados até 24 de julho de 1991 devem seguir uma tabela do INSS.</p>
<p>A aposentadoria por tempo de contribuição pode ser integral ou proporcional. Para ter direito à aposentadoria integral, o trabalhador homem deve comprovar pelo menos 35 anos de contribuição e a trabalhadora mulher, 30 anos. Para requerer a aposentadoria proporcional, o trabalhador tem que combinar dois requisitos: tempo de contribuição e idade mínima.</p>
<p><strong>DIREITOS</strong></p>
<p>Empregado doméstico, que pode ser homem ou mulher, é todo aquele maior de 16 anos que presta serviços contínuos e de finalidade não-lucrativa à uma pessoa ou à uma família em sua residência. Podem ser cozinheiro, governanta, babá, lavadeira, faxineiro, vigia, motorista particular, jardineiro, acompanhante de idosos e caseiro (quando o sítio ou local onde exerce a sua atividade não possui finalidade lucrativa). O trabalhador doméstico tem direito ao salário mínimo, irredutibilidade salarial, repouso semanal remunerado, gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, 1/3 a mais do que o salário normal, licença-maternidade, licença-paternidade, aviso prévio, aposentadoria e integração à Previdência Social.</p>
<p><strong>COM DIREITOS</strong></p>
<p><strong>Diarista pode ser registrada ou contribuir como autônoma</strong></p>
<p><em>Empregador </em><em>pode registrar </em><em>de acordo com </em><em>o trabalho</em></p>
<p>Trabalhadores autônomos como camelôs, jardineiros, trabalhadores avulsos da construção civil, doceiras, costureiras, cabeleireiros e diaristas, assim como outros, podem contribuir para a Previdência Social. A contribuição independe da carteira assinada. Na inscrição, o trabalhador é cadastrado no Regime Geral de Previdência Social e recebe o NIT (Número de Inscrição do Trabalhador). Para fazer a inscrição é necessário ter no mínimo 16 anos. No caso do menor aprendiz, a inscrição é permitida a partir dos 14 anos.</p>
<p>O contribuinte individual deve recolher uma alíquota de 20% do salário recebido no mês. Caso o contribuinte individual trabalhe por conta própria e receba até um salário mínimo a alíquota é de 11%, sendo que o salário mínimo é atualmente R$ 510,00. Os contribuintes facultativos como donas-de-casa, estudantes e desempregados podem contribuir à Previdência Social com alíquota de 11% sobre o salário mínimo.</p>
<p>A diarista, que pode ser trabalhadora autônoma, também pode ser registrada pelo empregador. Mesmo que o trabalho seja realizado apenas uma vez na semana, o registro garante os direitos. O empregador, por sua vez, só precisa recolher o valor do INSS sobre o que é pago no mês. Hoje, o valor é de 20% sobre o pagamento. Com a nova lei, as diaristas seriam beneficiadas também e poderiam ser registradas pelos empregadores com INSS de 12%.</p>
<p>“Pode-se deduzir 8% da diarista, mas é um acordo entre as partes. Dessa forma, a diarista poderá aposentar de acordo com o valor que consta na carteira de trabalho”, disse a advogada trabalhista Ana Antônia Ferreira de Melo Rossi. O vínculo empregatício é uma questão ainda muito discutida. “Não existe uma regra para o número de dias que a diarista vai à casa. Depende do juiz”, esclareceu a advogada. Por isso, Ana sugere que todas as diaristas sejam registradas para assegurar os direitos de todos. <strong>(FF)</strong></p>
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		<title>Luta pelos direitos da mulher continua</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2010/03/09/luta-pelos-direitos-da-mulher-continua/</link>
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		<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 17:08:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana - 2010]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 6 de março de 2010.

DIA INTERNACIONAL DA MULHER
Luta pelos direitos da mulher continua
Mulheres ganham cerca de 28,42% a menos do que os homens
Fernanda França
Em 1945, um documento das Nações Unidas reconhecia a igualdade de direito entre homens e mulheres. Em 1951, foi aprovada pela OIT (Organização Internacional do Trabalho) a igualdade de remuneração entre trabalho masculino e feminino para função igual. A realidade é diferente ainda hoje, em 2010, com salários inferiores para mulheres em relação à remuneração dos homens na mesma função e número maior de mulheres com dupla jornada de trabalho.
O Dia Internacional da Mulher é lembrado no dia 8 de março e foi instituído para homenagear 129 mulheres que morreram queimadas em uma manifestação ocorrida em uma fábrica de tecidos. As operárias pediam diminuição da jornada de trabalho de 14 para 10 horas por dia e o direito à licença-maternidade. O manifesto e a tragédia aconteceram em 8 de março de 1857, em Nova Iorque, nos Estados Unidos.
A luta das mulheres pela conquista de direitos é notória e obteve resultados, mas ainda continua. A Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2008 mostra que as mulheres ganham cerca de 28,42% a menos do que os homens. Considerando os rendimentos de todos os trabalhos, as mulheres recebem R$ 839,00, o que representa 71,58% do salário dos homens, de R$ 1.172,00 em uma média para todos os cargos. O comportamento é observado em todas as categorias de posição na ocupação.
Ao se observar a dupla jornada na pesquisa, ela acontecia para 83,3% das mulheres contra 43,6% dos homens e independente de sua condição na família, os homens têm taxas de ocupação superiores a todos os outros membros das famílias, embora elas tenham diminuído de 84,3% para 82,7%. Porém, a taxa de ocupação dos filhos é maior nos arranjos chefiados por uma mulher (44,4%), contra 40,3% nas famílias com chefia de homem.
A Síntese dos Indicadores Sociais de 2008, do IBGE, revelou que entre 1997 e 2007 houve um aumento do percentual de mulheres entre os universitários de 53,6% para 57,1%. No mesmo período, o percentual relativo aos homens caiu de 46,4% para 42,9%. Nas áreas urbanas, as mulheres brasileiras apresentam em média um ano a mais de escolaridade do que os homens. De outro lado, no mercado de trabalho, quem ocupa cargos de chefia são os homens. Em 2007, 4,2% das mulheres eram dirigentes de empresas contra 5,5% de homens.
CONQUISTAS
A primeira lei sobre educação de mulheres no Brasil surgiu em 1827, quando elas passaram a poder freqüentar escolas básicas. Somente 52 anos depois foi permitido o acesso a instituições de ensino superior. Naquela época, as mulheres que optavam por estudar eram severamente criticadas. As mulheres só puderam votar em 1932, com um novo código eleitoral, já que antes só os homens tinham direito ao voto.
Na política, a mulher é pouco representada. A primeira senadora brasileira foi eleita em 1990, Júnia Marise, de Minas Gerais. Em 1994 o Brasil teve a primeira mulher eleita governadora: Roseana Sarney, pelo Maranhão. E apenas em 2003 a primeira mulher ocupou um cargo de ministra: Marina Silva, pelo Acre, assumiu o Ministério do Meio Ambiente.
No âmbito das leis, destacam-se a lei Maria da Penha, de 2006, que alterou o Código Penal em favor das mulheres vítimas de violência doméstica e sexual, e a nova licença-maternidade de seis meses. Contudo, a licença-maternidade ampliada, em vigor a partir de 1º de janeiro deste ano, é facultativa à empresa, que pode optar por aderir ou não ao programa da Empresa Cidadã.
LEIS A FAVOR DA MULHER
“A questão é efetivar os direitos e garantir que não sejam violados”
Direito ao voto é a primeira conquista para as mulheres
Na mitologia grega, a personificação da Justiça é a Deusa Têmis, filha de Urano (o Céu) e de Gaia (a Terra). A espada representa a força e a balança é o equilíbrio no julgamento das causas. As leis também existem para as mulheres, que têm assegurada constitucionalmente a igualdade civil e política. Na prática, ainda são muitas as formas de discriminação e as leis não são para todas.
“O Dia Internacional da Mulher é um dia para ser comemorado pelas conquistas e lembrado pelo que ainda precisa ser feito. As mulheres alcançaram desde o direito ao voto até a nova licença-maternidade. As leis existem. A questão é efetivar os direitos e garantir que não sejam violados”, disse a advogada Erica de Oliveira Leite Morais, presidente da Comissão da Mulher Advogada da 61ª subseção da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) em Mogi Guaçu.
Para Erica, o direito ao voto, em 1932, foi um marco na história da mulher para o exercício da cidadania. Em 1962 o Estatuto da Mulher Casada determinou que a mulher deixou de ser “incapaz” e pôde começar a administrar os próprios bens que, muitas vezes, eram heranças de família e antes ficavam somente sob a responsabilidade do marido. A lei do divórcio, de 1977, quebrou tabus. “A mulher não era mais obrigada a permanecer casada e não poderia ser punida por isso”, explicou Erica.
A advogada lembrou que outro marco na conquista de direitos para a mulher foi a Constituição Federal, promulgada em 5 de outubro de 1988. O artigo 5º diz que “homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição”. Foi determinada a igualdade de tratamento a homens e mulheres em direitos e deveres e as mulheres ganharam direitos em condições de trabalho, salário e licença-maternidade.
“Antes o chefe da família era o homem. A Constituição deixou claro que esse papel poderia ser exercido por uma mulher e reconheceu como entidade familiar núcleos cujo chefe era uma mulher”, contou a presidente da Comissão da Mulher Advogada. O novo código civil de 2003 passou a regulamentar a questão familiar. Ainda assim, Erica acredita que existe preconceito e que mesmo as mulheres sendo competentes, a situação no mercado de trabalho é desigual.
EQUILIBRISTA
“A mulher é como uma equilibrista com todos os pratos sobre a cabeça: ela tem que cuidar da casa, do trabalho, dos filhos, do marido e de si mesma”, exemplificou a advogada. A vulnerabilidade se mostra no assédio moral, comum dentro das empresas e que diferentemente do assédio sexual, ainda não é crime. “O assédio moral é toda conduta manifestada por meio de palavras, gestos ou atitudes que cause danos à personalidade, dignidade ou integridade física e que prejudica a trabalhadora, colocando em risco seu emprego ou degradando o ambiente de trabalho”.
A mulher deve sempre ter testemunhas do assédio moral, procurar a área de Recursos Humanos da empresa e um advogado. Pode pedir rescisão indireta do contrato de trabalho, o que significa atribuir justa causa ao empregador, além do dano moral. A lei Maria da Penha, de 2006, é outra conquista feminina, porque passa a punir a violência doméstica. “A agressão física e psicológica virou crime e não é mais paga com cestas básicas. O agressor responde a um processo criminal”.
A mulher é resguardada por lei, mas Erica explica que falta a denúncia. Muitas mulheres não têm coragem de denunciar o agressor. “A mulher precisa entender que é amparada e pode fugir desse ciclo de violência e construir sua vida longe do agressor. Ela tem direito ao abrigo e não perde a guarda dos filhos”, explicou a advogada.
A licença-maternidade ampliada é o direito mais recente conquistado pelas mulheres, mas não amplamente colocado em prática. A lei 11.770, de 9 de setembro de 2008, cria o Programa Empresa Cidadã, para a prorrogação da licença para seis meses mediante concessão de incentivo fiscal. A licença-maternidade ampliada é facultativa à empresa, que pode optar por aderir ou não ao programa. “Não é ainda um direito consolidado. É o pontapé inicial, mas só será efetivo quando for estendido a todas”. (FF)
 
MULTITAREFAS
Equilíbrio é a palavra-chave
Mulher deve prestar atenção às necessidades e limitações
Quando criança, a menina brinca de boneca. Na adolescência, aprende a ajudar a mãe nas arrumações de casa e a cuidar de si mesma. Com o tempo, essa menina passa a dar valor aos estudos, a brincar de empresária e a crescer com a certeza de que irá trabalhar fora. As atribuições dentro de casa não cessam. E é assim que a mulher aprende a ser cuidadora dos membros da família enquanto se torna profissional.
A grande quantidade de tarefas nem sempre é possível de ser cumprida por todas as mulheres em todos os momentos da vida. A psicóloga Miriam Cristina Zambelan Ribeiro da Silva explicou que é nessa hora que a culpa pode aparecer. “A mulher precisa ter consciência de que não é preciso realizar tudo o que lhe é cobrado, conhecer suas habilidades e seus limites e se respeitar. O respeito é perceber os limites e conservar a auto-estima”, disse.
Auto-estima é o amor próprio e a capacidade de confiar em si própria. Alguns fatores podem acarretar em um desequilíbrio de corpo e mente, como o excesso de tarefas diárias, o uso de álcool, cigarro e outras drogas, a falta de atividade física regular, a má alimentação e a falta de acompanhamento médico. O resultado está em fadiga, desânimo, irritação e mau humor. “O segredo está na medida das coisas”, resumiu a psicóloga.
Para conseguir equilibrar suas atividades e os papéis de mulher, trabalhadora, mãe, esposa e dona de casa, entre outras tarefas que desempenha, a mulher deve perceber o que causa os sintomas que lhe fazem mal. O excesso de tarefas pode comprometer sua vida pessoal, social e profissional. “Ter auto-estima é estar consciente das suas necessidades corporais e psíquicas. Todas as pessoas têm limitações e devemos respeitar”.
Um dos pontos abordados por Miriam é dedicar um momento do seu dia a si mesma, seja em um banho com um sabonete diferente e cheiroso, uma leitura ou relaxar ouvindo um CD. “Dedicar-se algum momento do dia é uma maneira de buscar o autoconhecimento”, disse a psicóloga. E quando a mulher perceber que chegou ao seu limite, é hora de pedir ajuda. O que não demonstra fraqueza – muito pelo contrário. “Dividir as tarefas mostra que ela se conhece”, completou a psicóloga. (FF)
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 6 de março de 2010.</p>
<p><span id="more-658"></span></p>
<p><strong>DIA INTERNACIONAL DA MULHER</strong></p>
<p><strong></strong><strong>Luta pelos direitos da mulher continua</strong></p>
<p><em>Mulheres ganham cerca de 28,42% a menos do que os homens</em></p>
<p><strong>Fernanda França</strong></p>
<p>Em 1945, um documento das Nações Unidas reconhecia a igualdade de direito entre homens e mulheres. Em 1951, foi aprovada pela OIT (Organização Internacional do Trabalho) a igualdade de remuneração entre trabalho masculino e feminino para função igual. A realidade é diferente ainda hoje, em 2010, com salários inferiores para mulheres em relação à remuneração dos homens na mesma função e número maior de mulheres com dupla jornada de trabalho.</p>
<p>O Dia Internacional da Mulher é lembrado no dia 8 de março e foi instituído para homenagear 129 mulheres que morreram queimadas em uma manifestação ocorrida em uma fábrica de tecidos. As operárias pediam diminuição da jornada de trabalho de 14 para 10 horas por dia e o direito à licença-maternidade. O manifesto e a tragédia aconteceram em 8 de março de 1857, em Nova Iorque, nos Estados Unidos.</p>
<p>A luta das mulheres pela conquista de direitos é notória e obteve resultados, mas ainda continua. A Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2008 mostra que as mulheres ganham cerca de 28,42% a menos do que os homens. Considerando os rendimentos de todos os trabalhos, as mulheres recebem R$ 839,00, o que representa 71,58% do salário dos homens, de R$ 1.172,00 em uma média para todos os cargos. O comportamento é observado em todas as categorias de posição na ocupação.</p>
<p>Ao se observar a dupla jornada na pesquisa, ela acontecia para 83,3% das mulheres contra 43,6% dos homens e independente de sua condição na família, os homens têm taxas de ocupação superiores a todos os outros membros das famílias, embora elas tenham diminuído de 84,3% para 82,7%. Porém, a taxa de ocupação dos filhos é maior nos arranjos chefiados por uma mulher (44,4%), contra 40,3% nas famílias com chefia de homem.</p>
<p>A Síntese dos Indicadores Sociais de 2008, do IBGE, revelou que entre 1997 e 2007 houve um aumento do percentual de mulheres entre os universitários de 53,6% para 57,1%. No mesmo período, o percentual relativo aos homens caiu de 46,4% para 42,9%. Nas áreas urbanas, as mulheres brasileiras apresentam em média um ano a mais de escolaridade do que os homens. De outro lado, no mercado de trabalho, quem ocupa cargos de chefia são os homens. Em 2007, 4,2% das mulheres eram dirigentes de empresas contra 5,5% de homens.</p>
<p><strong>CONQUISTAS</strong></p>
<p>A primeira lei sobre educação de mulheres no Brasil surgiu em 1827, quando elas passaram a poder freqüentar escolas básicas. Somente 52 anos depois foi permitido o acesso a instituições de ensino superior. Naquela época, as mulheres que optavam por estudar eram severamente criticadas. As mulheres só puderam votar em 1932, com um novo código eleitoral, já que antes só os homens tinham direito ao voto.</p>
<p>Na política, a mulher é pouco representada. A primeira senadora brasileira foi eleita em 1990, Júnia Marise, de Minas Gerais. Em 1994 o Brasil teve a primeira mulher eleita governadora: Roseana Sarney, pelo Maranhão. E apenas em 2003 a primeira mulher ocupou um cargo de ministra: Marina Silva, pelo Acre, assumiu o Ministério do Meio Ambiente.</p>
<p>No âmbito das leis, destacam-se a lei Maria da Penha, de 2006, que alterou o Código Penal em favor das mulheres vítimas de violência doméstica e sexual, e a nova licença-maternidade de seis meses. Contudo, a licença-maternidade ampliada, em vigor a partir de 1º de janeiro deste ano, é facultativa à empresa, que pode optar por aderir ou não ao programa da Empresa Cidadã.</p>
<p><strong>LEIS A FAVOR DA MULHER</strong></p>
<p><strong>“A questão é efetivar os direitos e garantir que não sejam violados”</strong></p>
<p><em>Direito ao voto é a primeira conquista para as mulheres</em></p>
<p>Na mitologia grega, a personificação da Justiça é a Deusa Têmis, filha de Urano (o Céu) e de Gaia (a Terra). A espada representa a força e a balança é o equilíbrio no julgamento das causas. As leis também existem para as mulheres, que têm assegurada constitucionalmente a igualdade civil e política. Na prática, ainda são muitas as formas de discriminação e as leis não são para todas.</p>
<p>“O Dia Internacional da Mulher é um dia para ser comemorado pelas conquistas e lembrado pelo que ainda precisa ser feito. As mulheres alcançaram desde o direito ao voto até a nova licença-maternidade. As leis existem. A questão é efetivar os direitos e garantir que não sejam violados”, disse a advogada Erica de Oliveira Leite Morais, presidente da Comissão da Mulher Advogada da 61ª subseção da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) em Mogi Guaçu.</p>
<p>Para Erica, o direito ao voto, em 1932, foi um marco na história da mulher para o exercício da cidadania. Em 1962 o Estatuto da Mulher Casada determinou que a mulher deixou de ser “incapaz” e pôde começar a administrar os próprios bens que, muitas vezes, eram heranças de família e antes ficavam somente sob a responsabilidade do marido. A lei do divórcio, de 1977, quebrou tabus. “A mulher não era mais obrigada a permanecer casada e não poderia ser punida por isso”, explicou Erica.</p>
<p>A advogada lembrou que outro marco na conquista de direitos para a mulher foi a Constituição Federal, promulgada em 5 de outubro de 1988. O artigo 5º diz que “homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição”. Foi determinada a igualdade de tratamento a homens e mulheres em direitos e deveres e as mulheres ganharam direitos em condições de trabalho, salário e licença-maternidade.</p>
<p>“Antes o chefe da família era o homem. A Constituição deixou claro que esse papel poderia ser exercido por uma mulher e reconheceu como entidade familiar núcleos cujo chefe era uma mulher”, contou a presidente da Comissão da Mulher Advogada. O novo código civil de 2003 passou a regulamentar a questão familiar. Ainda assim, Erica acredita que existe preconceito e que mesmo as mulheres sendo competentes, a situação no mercado de trabalho é desigual.</p>
<p><strong>EQUILIBRISTA</strong></p>
<p>“A mulher é como uma equilibrista com todos os pratos sobre a cabeça: ela tem que cuidar da casa, do trabalho, dos filhos, do marido e de si mesma”, exemplificou a advogada. A vulnerabilidade se mostra no assédio moral, comum dentro das empresas e que diferentemente do assédio sexual, ainda não é crime. “O assédio moral é toda conduta manifestada por meio de palavras, gestos ou atitudes que cause danos à personalidade, dignidade ou integridade física e que prejudica a trabalhadora, colocando em risco seu emprego ou degradando o ambiente de trabalho”.</p>
<p>A mulher deve sempre ter testemunhas do assédio moral, procurar a área de Recursos Humanos da empresa e um advogado. Pode pedir rescisão indireta do contrato de trabalho, o que significa atribuir justa causa ao empregador, além do dano moral. A lei Maria da Penha, de 2006, é outra conquista feminina, porque passa a punir a violência doméstica. “A agressão física e psicológica virou crime e não é mais paga com cestas básicas. O agressor responde a um processo criminal”.</p>
<p>A mulher é resguardada por lei, mas Erica explica que falta a denúncia. Muitas mulheres não têm coragem de denunciar o agressor. “A mulher precisa entender que é amparada e pode fugir desse ciclo de violência e construir sua vida longe do agressor. Ela tem direito ao abrigo e não perde a guarda dos filhos”, explicou a advogada.</p>
<p>A licença-maternidade ampliada é o direito mais recente conquistado pelas mulheres, mas não amplamente colocado em prática. A lei 11.770, de 9 de setembro de 2008, cria o Programa Empresa Cidadã, para a prorrogação da licença para seis meses mediante concessão de incentivo fiscal. A licença-maternidade ampliada é facultativa à empresa, que pode optar por aderir ou não ao programa. “Não é ainda um direito consolidado. É o pontapé inicial, mas só será efetivo quando for estendido a todas”. <strong>(FF)</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>MULTITAREFAS</strong></p>
<p>Equilíbrio é a palavra-chave</p>
<p><em>Mulher deve prestar atenção às necessidades e limitações</em></p>
<p>Quando criança, a menina brinca de boneca. Na adolescência, aprende a ajudar a mãe nas arrumações de casa e a cuidar de si mesma. Com o tempo, essa menina passa a dar valor aos estudos, a brincar de empresária e a crescer com a certeza de que irá trabalhar fora. As atribuições dentro de casa não cessam. E é assim que a mulher aprende a ser cuidadora dos membros da família enquanto se torna profissional.</p>
<p>A grande quantidade de tarefas nem sempre é possível de ser cumprida por todas as mulheres em todos os momentos da vida. A psicóloga Miriam Cristina Zambelan Ribeiro da Silva explicou que é nessa hora que a culpa pode aparecer. “A mulher precisa ter consciência de que não é preciso realizar tudo o que lhe é cobrado, conhecer suas habilidades e seus limites e se respeitar. O respeito é perceber os limites e conservar a auto-estima”, disse.</p>
<p>Auto-estima é o amor próprio e a capacidade de confiar em si própria. Alguns fatores podem acarretar em um desequilíbrio de corpo e mente, como o excesso de tarefas diárias, o uso de álcool, cigarro e outras drogas, a falta de atividade física regular, a má alimentação e a falta de acompanhamento médico. O resultado está em fadiga, desânimo, irritação e mau humor. “O segredo está na medida das coisas”, resumiu a psicóloga.</p>
<p>Para conseguir equilibrar suas atividades e os papéis de mulher, trabalhadora, mãe, esposa e dona de casa, entre outras tarefas que desempenha, a mulher deve perceber o que causa os sintomas que lhe fazem mal. O excesso de tarefas pode comprometer sua vida pessoal, social e profissional. “Ter auto-estima é estar consciente das suas necessidades corporais e psíquicas. Todas as pessoas têm limitações e devemos respeitar”.</p>
<p>Um dos pontos abordados por Miriam é dedicar um momento do seu dia a si mesma, seja em um banho com um sabonete diferente e cheiroso, uma leitura ou relaxar ouvindo um CD. “Dedicar-se algum momento do dia é uma maneira de buscar o autoconhecimento”, disse a psicóloga. E quando a mulher perceber que chegou ao seu limite, é hora de pedir ajuda. O que não demonstra fraqueza – muito pelo contrário. “Dividir as tarefas mostra que ela se conhece”, completou a psicóloga. <strong>(FF)</strong></p>
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		<title>Zé Geraldo lança “Catadô de Bromélias”</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2010/02/24/ze-geraldo-lanca-catado-de-bromelias/</link>
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		<pubDate>Wed, 24 Feb 2010 19:12:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – Cultura]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://fernandafranca.com.br/?p=628</guid>
		<description><![CDATA[Matéria publicada em 7 de agosto de 2009.

A música de Zé Geraldo, combinação perfeita entre country, rock, música do sertão e poesia, pode ser conferida hoje no Teatro Tupec do Centro Cultural. O cantor fará apresentação em Mogi Guaçu para o lançamento do CD “Catadô de Bromélias”, com show a partir das 21h00 à avenida dos Trabalhadores, 2651, Jardim Camargo, região central. Em entrevista à Gazeta, Zé contou sobre sua carreira, as dúvidas no percurso e a alegria de ter um público fiel. “Mas eu fico lisonjeado de ser chamado de poeta”.
No espetáculo de hoje, Zé estará no violão e gaita e irá se apresentar com Jean Trad na guitarra. O CD é o 16º de sua carreira e foi lançado pelo selo próprio “Sol do Meio Dia”, com distribuição da Unimar Music. São 10 faixas inéditas no álbum que conta com a parceria de Zeca Baleiro em “Na Barra do Seu Vestido”, a música de trabalho. Há dupla com Tavares Dias na composição “As Canções do Embornal” e com a filha, Nô Stopa, para “Última Reza”.
O CD traz, ainda, uma versão de um clássico de Bob Dylan, um dos grandes ídolos de Zé, “Mr. Tambourine Man” e a música “A Fé”, que faz parte da trilha sonora da novela “Paraíso”, da Rede Globo. Para Zé, seu estilo pode ser explicado com o nome de seu primeiro DVD, “Um Pé no Mato – Um Pé no Rock”, gravado em São Paulo ao vivo em 2005 e lançado em junho de 2006. “O meu trabalho tem a influência do sertão e da cidade”, definiu.
Ser cantor, porém, não estava nos planos de Zé Geraldo. Mineiro nascido em Rodeiro e criado em Governador Valadares, o cantor e compositor foi estudar e trabalhar em São Paulo aos 18 anos, com o sonho de se tornar jogador de futebol. “Houve uma reviravolta, aprendi a tocar e a compor, depois fui cantar em bailes para aprender mais”, lembrou. Zé conheceu a música no hospital, com mais de 20 anos e depois de sofrer um acidente de carro que mudou o rumo de sua vida.
Assim nasceu ZeGê, o nome pelo qual o artista era conhecido na década de 70. Lançou compactos e um LP, participou de festivais e gravou seu primeiro disco como Zé Geraldo, “Terceiro Mundo”, pela CBS em 1979, que acaba de completar 30 anos. “Algumas músicas fazem parte da minha história e eu canto com alegria nos shows, como ‘Senhorita’ e ‘Cidadão’”, lembrou o cantor. Desde o 6º CD, sua carreira tornou-se independente, e até Zé Geraldo chegou a questionar se seguiria na música.
INDEPENDENTE
“Em meados de 80 eu tinha dúvida se ia seguir ou não”, revelou o cantor. Era a época em que o artista sentiu a mudança das rádios, TVs e gravadoras com o seu trabalho. A dúvida foi solucionada quando Zé descobriu entre seu público muitos fãs de Raul Seixas. “Eu fiquei mais forte, hoje eu me sinto mais forte. Tenho 16 lançamentos e desde o 6º sou independente. Já criei anticorpos”, disse com seu jeito cativante e descontraído.
Não ser mais lançado por grandes gravadoras foi uma mudança importante para sua carreira. “Lá atrás, eu achei melhor preservar minha liberdade de criação. Foi difícil, mas mantive o lado artístico”, disse. Com o passar dos anos, Zé acredita que ficou mais “sacana”, mas “no bom sentido”. O bom-humor é marca de seu trabalho.
“A linguagem de hoje é mais bem-humorada, criticando o que tem para criticar, dizendo verdades que eu acredito, mas sem o rancor do passado, com mais descontração e uma certa dose de ironia”, disse Zé, que já está trabalhando no novo DVD. O próximo trabalho deve ser gravado no final deste ano ou início de 2010, com canções do “Catadô” e algumas inéditas.
O show de hoje é uma produção da Arte com Arte e os preços são: R$ 40 (inteira), R$ 25 (com o bônus do jornal) e R$ 20 para meia entrada (estudantes, terceira idade e funcionários públicos). Para a compra de meia entrada, é necessária a apresentação de documento.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 7 de agosto de 2009.</p>
<p><span id="more-628"></span></p>
<p>A música de Zé Geraldo, combinação perfeita entre country, rock, música do sertão e poesia, pode ser conferida hoje no Teatro Tupec do Centro Cultural. O cantor fará apresentação em Mogi Guaçu para o lançamento do CD “Catadô de Bromélias”, com show a partir das 21h00 à avenida dos Trabalhadores, 2651, Jardim Camargo, região central. Em entrevista à <strong><em>Gazeta</em></strong>, Zé contou sobre sua carreira, as dúvidas no percurso e a alegria de ter um público fiel. “Mas eu fico lisonjeado de ser chamado de poeta”.</p>
<p>No espetáculo de hoje, Zé estará no violão e gaita e irá se apresentar com Jean Trad na guitarra. O CD é o 16º de sua carreira e foi lançado pelo selo próprio “Sol do Meio Dia”, com distribuição da Unimar Music. São 10 faixas inéditas no álbum que conta com a parceria de Zeca Baleiro em “Na Barra do Seu Vestido”, a música de trabalho. Há dupla com Tavares Dias na composição “As Canções do Embornal” e com a filha, Nô Stopa, para “Última Reza”.</p>
<p>O CD traz, ainda, uma versão de um clássico de Bob Dylan, um dos grandes ídolos de Zé, “Mr. Tambourine Man” e a música “A Fé”, que faz parte da trilha sonora da novela “Paraíso”, da Rede Globo. Para Zé, seu estilo pode ser explicado com o nome de seu primeiro DVD, “Um Pé no Mato – Um Pé no Rock”, gravado em São Paulo ao vivo em 2005 e lançado em junho de 2006. “O meu trabalho tem a influência do sertão e da cidade”, definiu.</p>
<p>Ser cantor, porém, não estava nos planos de Zé Geraldo. Mineiro nascido em Rodeiro e criado em Governador Valadares, o cantor e compositor foi estudar e trabalhar em São Paulo aos 18 anos, com o sonho de se tornar jogador de futebol. “Houve uma reviravolta, aprendi a tocar e a compor, depois fui cantar em bailes para aprender mais”, lembrou. Zé conheceu a música no hospital, com mais de 20 anos e depois de sofrer um acidente de carro que mudou o rumo de sua vida.</p>
<p>Assim nasceu ZeGê, o nome pelo qual o artista era conhecido na década de 70. Lançou compactos e um LP, participou de festivais e gravou seu primeiro disco como Zé Geraldo, “Terceiro Mundo”, pela CBS em 1979, que acaba de completar 30 anos. “Algumas músicas fazem parte da minha história e eu canto com alegria nos shows, como ‘Senhorita’ e ‘Cidadão’”, lembrou o cantor. Desde o 6º CD, sua carreira tornou-se independente, e até Zé Geraldo chegou a questionar se seguiria na música.</p>
<p><strong>INDEPENDENTE</strong></p>
<p>“Em meados de 80 eu tinha dúvida se ia seguir ou não”, revelou o cantor. Era a época em que o artista sentiu a mudança das rádios, TVs e gravadoras com o seu trabalho. A dúvida foi solucionada quando Zé descobriu entre seu público muitos fãs de Raul Seixas. “Eu fiquei mais forte, hoje eu me sinto mais forte. Tenho 16 lançamentos e desde o 6º sou independente. Já criei anticorpos”, disse com seu jeito cativante e descontraído.</p>
<p>Não ser mais lançado por grandes gravadoras foi uma mudança importante para sua carreira. “Lá atrás, eu achei melhor preservar minha liberdade de criação. Foi difícil, mas mantive o lado artístico”, disse. Com o passar dos anos, Zé acredita que ficou mais “sacana”, mas “no bom sentido”. O bom-humor é marca de seu trabalho.</p>
<p>“A linguagem de hoje é mais bem-humorada, criticando o que tem para criticar, dizendo verdades que eu acredito, mas sem o rancor do passado, com mais descontração e uma certa dose de ironia”, disse Zé, que já está trabalhando no novo DVD. O próximo trabalho deve ser gravado no final deste ano ou início de 2010, com canções do “Catadô” e algumas inéditas.</p>
<p>O show de hoje é uma produção da Arte com Arte e os preços são: R$ 40 (inteira), R$ 25 (com o bônus do jornal) e R$ 20 para meia entrada (estudantes, terceira idade e funcionários públicos). Para a compra de meia entrada, é necessária a apresentação de documento.</p>
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		<title>Adestramento é indicado para qualquer cachorro</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Feb 2010 03:57:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana - 2010]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 06 de fevereiro de 2010.

CAPA:

MATÉRIA:


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 06 de fevereiro de 2010.</p>
<p><span id="more-595"></span></p>
<p><strong>CAPA:</strong><br />
<a rel="attachment wp-att-599" href="http://fernandafranca.com.br/2010/02/15/adestramento-e-indicado-para-qualquer-cachorro/06022010_adestramento_capa/"><img class="alignleft size-medium wp-image-599" title="06022010_adestramento_capa" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/02/06022010_adestramento_capa-360x253.jpg" alt="" width="360" height="253" /></a></p>
<p><strong>MATÉRIA:</strong></p>
<p><a rel="attachment wp-att-596" href="http://fernandafranca.com.br/2010/02/15/adestramento-e-indicado-para-qualquer-cachorro/06022010_adestramento_/"><img class="alignleft size-medium wp-image-596" title="Adestramento é indicado para qualquer cachorro" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/02/06022010_adestramento_-360x652.jpg" alt="" width="360" height="652" /></a></p>
<p><a rel="attachment wp-att-596" href="http://fernandafranca.com.br/2010/02/15/adestramento-e-indicado-para-qualquer-cachorro/06022010_adestramento_/"></a></p>
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		<title>Sucessão no trono japonês</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Jan 2010 15:47:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Revista Caras]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada na edição nº 43 de “A Música do Século&#8221;, suplemento da Revista Caras.

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada na edição nº 43 de “A Música do Século&#8221;, suplemento da Revista Caras.</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/final_japones.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-255" title="_final_japones" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/final_japones-360x563.jpg" alt="" width="360" height="563" /></a></p>
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		<title>O difícil retorno dos hutus</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Jan 2010 15:47:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Revista Caras]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada na edição nº 43 de “A Música do Século&#8221;, suplemento da Revista Caras.

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada na edição nº 43 de “A Música do Século&#8221;, suplemento da Revista Caras.</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/final_hutus.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-252" title="O difícil retorno dos hutus" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/final_hutus-360x588.jpg" alt="" width="360" height="588" /></a></p>
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		<title>Adeus ao barão do riso</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Jan 2010 20:24:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Revista Caras]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada na edição nº 45 de “A Música do Século&#8221;, suplemento da Revista Caras.

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada na edição nº 45 de “A Música do Século&#8221;, suplemento da Revista Caras.<span id="more-57"></span></p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/final_torelly.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-58" title="Adeus ao barão do riso" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/final_torelly-360x484.jpg" alt="" width="360" height="484" /></a></p>
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		<title>Licença-maternidade ampliada é facultativa</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2010/01/09/licenca-maternidade-ampliada-e-facultativa/</link>
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		<pubDate>Sat, 09 Jan 2010 19:21:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana - 2010]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 9 de janeiro de 2010.

EMPRESA CIDADÃ
Licença-maternidade ampliada é facultativa
Empresas que aderirem ao programa podem deduzir imposto
Fernanda França
Dois meses a mais, em um total de seis meses de licença-maternidade, é o que propõe a lei 11.770, de 9 de setembro de 2008, que cria o Programa Empresa Cidadã, para a prorrogação da licença mediante concessão de incentivo fiscal. A legislação foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com previsão de início em 2010 e regulamentada pelo decreto 7.052, de 23 de dezembro de 2009, em vigor a partir de 1º de janeiro deste ano. A licença-maternidade ampliada é, porém, facultativa à empresa, que pode optar por aderir ou não ao programa.
O Programa Empresa Cidadã – destinado a prorrogar por sessenta dias a duração da licença-maternidade prevista na Constituição e o correspondente período do salário-maternidade – é opcional. “A prorrogação será garantida à empregada da pessoa jurídica que aderir ao programa, desde que a empregada requeira até o final do primeiro mês após o parto”, explicou a advogada Nailde Guimarães Leal Lealdini. Têm direito também à solicitação as servidoras da administração pública.
A prorrogação é garantida em casos de adoção. A empregada de pessoa jurídica que adotar ou obtiver guarda judicial para adoção de criança terá a licença-maternidade de acordo com a idade da criança. Serão concedidos mais 60 dias para a adotante de criança de até um ano de idade, 30 dias a mais de licença quando a criança tiver de um ano até quatro anos e 15 dias de licença prorrogada para crianças adotadas de quatro a oito anos.
As pessoas jurídicas poderão aderir ao Programa Empresa Cidadã mediante requerimento à Secretaria da Receita Federal do Brasil. “Com o benefício, a empresa que adere ao Programa Empresa Cidadã e concede licença-maternidade de 180 dias, poderá deduzir do imposto devido, em cada período de apuração, o total da remuneração integral da empregada, pago nos 60 dias de prorrogação de sua licença-maternidade”, disse a advogada.
Durante o período de licença-maternidade, tanto os quatro meses quanto a prorrogação, a empregada não pode exercer qualquer atividade remunerada, apenas nos casos de contrato de trabalho simultâneo firmado previamente, e a criança não poderá ser mantida em creche ou organização similar. No descumprimento da lei, a beneficiária pode perder o direito à prorrogação.
SALÁRIO
Durante todo o período de licença-maternidade, incluindo a prorrogação, a beneficiária terá direito ao salário-maternidade, que consiste na renda mensal igual à sua remuneração integral, previsto na lei 8.213, de 24 de julho de 1991 e alterado pela lei 10.710, de 5 de agosto de 2003. O salário-maternidade é pago pela Previdência Social. Cabe à empresa pagar o salário à empregada gestante, efetivando-se a compensação no recolhimento das contribuições. A empresa deverá conservar durante 10 anos os comprovantes dos pagamentos e os atestados correspondentes para exame pela fiscalização da Previdência Social.
6 MESES DE LICENÇA
Empresas buscam informações sobre a extensão do benefício
É necessário ser Empresa Cidadã para o requerimento
A extensão da licença-maternidade de 120 para 180 dias pode ser solicitada por empregadas de pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real, o que impede a participação das empresas com os demais regimes tributários como, por exemplo, as que optam pelo Simples ou Lucro Presumido. Para conceder o benefício à gestante, a empresa precisa entrar em contato com a Receita Federal e aderir ao Programa Empresa Cidadã.
Apesar de a legislação sobre a licença-maternidade de seis meses ter sido sancionada em setembro de 2008, com previsão de início em 2010, a Receita ainda precisa fixar regras para as empresas aderirem ao programa Empresa Cidadã. O setor de Recursos Humanos da Prefeitura Municipal de Mogi Guaçu informou à Gazeta que irá aderir ao programa, mas ainda aguarda o contato da Receita Federal para finalizar os trâmites legais.
A assessoria de comunicação da Mahle Metal Leve informou por e-mail à reportagem que “o Grupo Mahle Brasil encontra-se em fase de discussão e debates sobre o tema” e a assessoria de comunicação da International Paper do Brasil já informou que a empresa irá atender à nova legislação para a licença-maternidade de seis meses.
O supermercado Lavapés já está ciente da nova lei e estuda a possibilidade de ampliar a licença-maternidade de suas funcionárias. O gerente administrativo da empresa, Antonio Clarindo da Silva, o Toninho, admitiu que as chances são grandes de que o mercado consiga aderir ao programa. “A possibilidade é grande e vai ser bom para todo mundo, para a empresa e para a funcionária, porque amamentação é tudo”, disse.
Toninho explicou que quando uma das lojas possui uma funcionária gestante, a equipe já se programa para um remanejamento. “Quando temos gestantes, nós já nos programamos. A empresa não perde”, explicou o gerente. (FF)
 
GESTANTES
Mães defendem amamentação
Grávidas dizem que licença será tempo exclusivo para o bebê
De acordo com a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), se todos os bebês fossem exclusivamente amamentados durante os seis primeiros meses de vida, aproximadamente 1,3 milhão de crianças teriam sua vida salva a cada ano. No Brasil, a porcentagem de crianças amamentadas até os seis meses de vida cresceu, entretanto, esses índices por região ainda são baixos, sendo o menor no Sudeste, com 16,6% e maior no Sul, com 68,4%, segundo dados do Ministério da Saúde.
Segundo o Ministério, o ideal seria que o bebê tivesse uma dieta exclusiva com leite materno até os primeiros seis meses de vida. E que o leite materno continuasse na dieta até ao menos o primeiro ano de vida do bebê. Para estimular o aleitamento exclusivo, a lei 11.770, de 2008, prevê o aumento de 120 dias para 180 dias na licença-maternidade.
As gestantes que defendem a amamentação também aguardam a possibilidade de extensão da licença-maternidade. “Pretendo solicitar a licença de seis meses se a empresa tiver. Seria bom porque eu ia amamentar por mais tempo e ficar mais tempo com o bebê”, disse a operadora de caixa Priscila Regina da Costa Duarte, grávida de cinco meses e meio.
A gestante ainda não sabe o sexo do bebê, mas já tem consciência do que deseja para seus primeiros meses de vida. “Pretendo amamentar e a licença é importante para isso. Quando o bebê é menor, principalmente, ele precisa mais da mãe”, disse Priscila. Sua colega de trabalho, a repositora Najara Fernanda Betele, está grávida de oito meses e foi remanejada para uma função administrativa no fim da gravidez. Najara aguarda um menino que se chamará Matheus Lucas de Oliveira.
“É meu primeiro filho, quero ficar junto dele e seria bom ter os seis meses de licença. Se a empresa tiver, com certeza eu solicito”. Para a repositora, o aumento da licença-maternidade é um grande auxílio no processo de amamentação exclusiva até os seis meses de vida do bebê. “Quero amamentar até um ano porque o leite materno é o melhor alimento que existe”, disse a gestante. (FF)
 
LICENÇA-MATERNIDADE
Receita cadastra empresas para conceder licença de seis meses
Inscrição da empresa será feita na internet
Todas empresas que quiserem aderir à licença-maternidade de 180 dias já podem fazer o procedimento na Receita Federal do Brasil. A empresa deve se cadastrar no Programa Empresa Cidadã, regulamentado pela Instrução Normativa 991 da Receita, publicada no Diário Oficial da União no dia 22 de janeiro. A prorrogação não é obrigatória, mas uma opção da empresa.
A inscrição da empresa será feita exclusivamente pelo site www.receita.fazenda.gov.br. A empresa não perde nada, uma vez que deduzirá integralmente do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) o gasto adicional com a prorrogação da licença-maternidade ou da licença à adotante.
A legislação da Empresa Cidadã foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com previsão de início em 2010 e regulamentada pelo decreto 7.052, de 23 de dezembro de 2009, em vigor a partir de 1º de janeiro deste ano. O Programa prorroga por sessenta dias a duração da licença-maternidade prevista na Constituição e o correspondente período do salário-maternidade.
A prorrogação também é garantida em casos de adoção. A empregada de pessoa jurídica que adotar ou obtiver guarda judicial para adoção de criança terá a licença-maternidade de acordo com a idade da criança. Serão concedidos mais 60 dias para a adotante de criança de até um ano de idade, 30 dias a mais de licença quando a criança tiver de um ano até quatro anos e 15 dias de licença prorrogada para crianças adotadas de quatro a oito anos.
Durante o período de licença-maternidade, tanto os quatro meses quanto a prorrogação, a empregada não pode exercer qualquer atividade remunerada, apenas nos casos de contrato de trabalho simultâneo firmado previamente, e a criança não pode ser mantida em creche ou organização similar. Durante todo o período, a beneficiária terá direito ao salário-maternidade, que consiste na renda mensal igual à sua remuneração integral.
CUSTO
A ampliação da licença-maternidade de quatro para seis meses custará R$ 414 milhões em 2010 ao governo federal. Esse é o valor que os empregadores poderão abater da declaração do Imposto de Renda. A instrução normativa publicada no dia 22 regulamentou a adesão das empresas privadas à licença-maternidade de seis meses. Aprovada em setembro de 2008, a extensão até agora só valia para funcionários do setor público.
Pela regulamentação, as empresas poderão abater os dois salários-maternidade extras do Imposto de Renda. A dedução, de acordo com a instrução normativa, será integral. A extensão da licença-maternidade no setor privado será voluntária e só poderá ser feita por empresas que aderirem ao programa Empresa Cidadã. O desconto no Imposto de Renda, no entanto, só será possível para as empresas que fazem a declaração com base no lucro real. De acordo com a Receita, isso representa 150 mil empresas num total de 8 milhões de empresas em todo o país.
As gestantes têm até um mês após o parto para fazer o pedido à empresa, que poderá fazer a adesão na página da Receita Federal na internet. (FF, com informações da Agência Brasil)
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 9 de janeiro de 2010.</p>
<p><span id="more-699"></span></p>
<p><strong><span style="color: #fc539a;">EMPRESA CIDADÃ</span></strong></p>
<p><strong><span style="color: #fc539a;">Licença-maternidade ampliada é facultativa</span></strong></p>
<p><em>Empresas que </em><em>aderirem ao </em><em>programa podem </em><em>deduzir imposto</em></p>
<p><strong>Fernanda França</strong></p>
<p>Dois meses a mais, em um total de seis meses de licença-maternidade, é o que propõe a lei <em>11.770, de 9 de setembro de 2008, que cria o Programa Empresa Cidadã, para a prorrogação da licença mediante concessão de incentivo fiscal. A </em>legislação foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com previsão de início em 2010 e regulamentada pelo decreto 7.052, de 23 de dezembro de 2009, em vigor a partir de 1º de janeiro deste ano. A licença-maternidade ampliada é, porém, facultativa à empresa, que pode optar por aderir ou não ao programa.</p>
<p>O Programa Empresa Cidadã – destinado a prorrogar por sessenta dias a duração da licença-maternidade prevista na Constituição e o correspondente período do salário-maternidade – é opcional. “<em>A</em> prorrogação será garantida à empregada da pessoa jurídica que aderir ao programa<strong><em>,</em></strong> desde que a empregada requeira até o final do primeiro mês após o parto”, explicou a advogada Nailde Guimarães Leal Lealdini. Têm direito também à solicitação as servidoras da administração pública.</p>
<p>A prorrogação é garantida em casos de adoção.<em> </em>A empregada de pessoa jurídica que adotar ou obtiver guarda judicial para adoção de criança terá a licença-maternidade de acordo com a idade da criança. Serão concedidos mais 60 dias para a adotante de criança de até um ano de idade, 30 dias a mais de licença quando a criança tiver de um ano até quatro anos e 15 dias de licença prorrogada para crianças adotadas de quatro a oito anos.</p>
<p>As pessoas jurídicas poderão aderir ao Programa Empresa Cidadã mediante requerimento à Secretaria da Receita Federal do Brasil. “Com<em> o </em>benefício<em>, a</em> empresa que adere ao Programa Empresa Cidadã e concede licença-maternidade de 180 dias<em>,</em> poderá deduzir do imposto devido<em>, </em>em cada período de apuração<em>,<strong> </strong></em>o total da remuneração integral da empregada, pago nos 60 dias de prorrogação de sua licença-maternidade”, disse a advogada.</p>
<p>Durante o período de licença-maternidade, tanto os quatro meses quanto a prorrogação, a empregada não pode exercer qualquer atividade remunerada, apenas nos casos de contrato de trabalho simultâneo firmado previamente, e a criança não poderá ser mantida em creche ou organização similar. No descumprimento da lei, a beneficiária pode perder o direito à prorrogação.</p>
<p><strong>SALÁRIO</strong></p>
<p>Durante todo o período de licença-maternidade, incluindo a prorrogação, a beneficiária terá direito ao salário-maternidade, que consiste na renda mensal igual à sua remuneração integral, previsto na lei 8.213, de 24 de julho de 1991 e alterado pela lei 10.710, de 5 de agosto de 2003. O salário-maternidade é pago pela Previdência Social. Cabe à empresa pagar o salário à empregada gestante, efetivando-se a compensação no recolhimento das contribuições. A empresa deverá conservar durante 10 anos os comprovantes dos pagamentos e os atestados correspondentes para exame pela fiscalização da Previdência Social.</p>
<p><strong><span style="color: #fc539a;">6 MESES DE LICENÇA</span></strong></p>
<p><strong><span style="color: #fc539a;">Empresas buscam informações sobre a extensão do benefício</span></strong></p>
<p><em>É necessário </em><em>ser Empresa </em><em>Cidadã para o </em><em>requerimento</em></p>
<p>A extensão da licença-maternidade de 120 para 180 dias pode ser solicitada por empregadas de pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real, o que impede a participação das empresas com os demais regimes tributários como, por exemplo, as que optam pelo Simples ou Lucro Presumido. Para conceder o benefício à gestante, a empresa precisa entrar em contato com a Receita Federal e aderir ao Programa Empresa Cidadã.</p>
<p>Apesar de a legislação sobre a licença-maternidade de seis meses ter sido sancionada em setembro de 2008, com previsão de início em 2010, a Receita ainda precisa fixar regras para as empresas aderirem ao programa Empresa Cidadã. O setor de Recursos Humanos da Prefeitura Municipal de Mogi Guaçu informou à <strong><em>Gazeta</em></strong> que irá aderir ao programa, mas ainda aguarda o contato da Receita Federal para finalizar os trâmites legais.</p>
<p>A assessoria de comunicação da Mahle Metal Leve informou por e-mail à reportagem que “o Grupo Mahle Brasil encontra-se em fase de discussão e debates sobre o tema” e a assessoria de comunicação da International Paper do Brasil já informou que a empresa irá atender à nova legislação para a licença-maternidade de seis meses.</p>
<p>O supermercado Lavapés já está ciente da nova lei e estuda a possibilidade de ampliar a licença-maternidade de suas funcionárias. O gerente administrativo da empresa, Antonio Clarindo da Silva, o Toninho, admitiu que as chances são grandes de que o mercado consiga aderir ao programa. “A possibilidade é grande e vai ser bom para todo mundo, para a empresa e para a funcionária, porque amamentação é tudo”, disse.</p>
<p>Toninho explicou que quando uma das lojas possui uma funcionária gestante, a equipe já se programa para um remanejamento. “Quando temos gestantes, nós já nos programamos. A empresa não perde”, explicou o gerente. <strong>(FF)</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong><span style="color: #fc539a;">GESTANTES</span></strong></p>
<p><strong><span style="color: #fc539a;">Mães defendem amamentação</span></strong></p>
<p><em>Grávidas dizem </em><em>que licença será </em><em>tempo exclusivo </em><em>para o bebê</em></p>
<p>De acordo com a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), se todos os bebês fossem exclusivamente amamentados durante os seis primeiros meses de vida, aproximadamente 1,3 milhão de crianças teriam sua vida salva a cada ano. No Brasil, a porcentagem de crianças amamentadas até os seis meses de vida cresceu, entretanto, esses índices por região ainda são baixos, sendo o menor no Sudeste, com 16,6% e maior no Sul, com 68,4%, segundo dados do Ministério da Saúde.</p>
<p>Segundo o Ministério, o ideal seria que o bebê tivesse uma dieta exclusiva com leite materno até os primeiros seis meses de vida. E que o leite materno continuasse na dieta até ao menos o primeiro ano de vida do bebê. Para estimular o aleitamento exclusivo, a lei <em>11.770, de 2008, prevê o </em>aumento de 120 dias para 180 dias na licença-maternidade.</p>
<p>As gestantes que defendem a amamentação também aguardam a possibilidade de extensão da licença-maternidade. “Pretendo solicitar a licença de seis meses se a empresa tiver. Seria bom porque eu ia amamentar por mais tempo e ficar mais tempo com o bebê”, disse a operadora de caixa Priscila Regina da Costa Duarte, grávida de cinco meses e meio.</p>
<p>A gestante ainda não sabe o sexo do bebê, mas já tem consciência do que deseja para seus primeiros meses de vida. “Pretendo amamentar e a licença é importante para isso. Quando o bebê é menor, principalmente, ele precisa mais da mãe”, disse Priscila. Sua colega de trabalho, a repositora Najara Fernanda Betele, está grávida de oito meses e foi remanejada para uma função administrativa no fim da gravidez. Najara aguarda um menino que se chamará Matheus Lucas de Oliveira.</p>
<p>“É meu primeiro filho, quero ficar junto dele e seria bom ter os seis meses de licença. Se a empresa tiver, com certeza eu solicito”. Para a repositora, o aumento da licença-maternidade é um grande auxílio no processo de amamentação exclusiva até os seis meses de vida do bebê. “Quero amamentar até um ano porque o leite materno é o melhor alimento que existe”, disse a gestante. <strong>(FF)</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong><span style="color: #fc539a;">LICENÇA-MATERNIDADE</span></strong></p>
<p><strong><span style="color: #fc539a;">Receita cadastra empresas para conceder licença de seis meses</span></strong></p>
<p><em>Inscrição da empresa será feita na internet</em></p>
<p>Todas empresas que quiserem aderir à licença-maternidade de 180 dias já podem fazer o procedimento na Receita Federal do Brasil. A empresa deve se cadastrar no Programa Empresa Cidadã, regulamentado pela Instrução Normativa 991 da Receita, publicada no Diário Oficial da União no dia 22 de janeiro. A prorrogação não é obrigatória, mas uma opção da empresa.</p>
<p>A inscrição da empresa será feita exclusivamente pelo site <a href="http://www.receita.fazenda.gov.br/" target="_blank">www.receita.fazenda.gov.br</a>. A empresa não perde nada, uma vez que deduzirá integralmente do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) o gasto adicional com a prorrogação da licença-maternidade ou da licença à adotante.</p>
<p><em>A </em>legislação da Empresa Cidadã foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com previsão de início em 2010 e regulamentada pelo decreto 7.052, de 23 de dezembro de 2009, em vigor a partir de 1º de janeiro deste ano. O Programa prorroga por sessenta dias a duração da licença-maternidade prevista na Constituição e o correspondente período do salário-maternidade.</p>
<p>A prorrogação também é garantida em casos de adoção. A<em> </em>empregada de pessoa jurídica que adotar ou obtiver guarda judicial para adoção de criança terá a licença-maternidade de acordo com a idade da criança. Serão concedidos mais 60 dias para a adotante de criança de até um ano de idade, 30 dias a mais de licença quando a criança tiver de um ano até quatro anos e 15 dias de licença prorrogada para crianças adotadas de quatro a oito anos.</p>
<p>Durante o período de licença-maternidade, tanto os quatro meses quanto a prorrogação, a empregada não pode exercer qualquer atividade remunerada, apenas nos casos de contrato de trabalho simultâneo firmado previamente, e a criança não pode ser mantida em creche ou organização similar. Durante todo o período, a beneficiária terá direito ao salário-maternidade, que consiste na renda mensal igual à sua remuneração integral.</p>
<p><strong>CUSTO</strong></p>
<p>A ampliação da licença-maternidade de quatro para seis meses custará R$ 414 milhões em 2010 ao governo federal. Esse é o valor que os empregadores poderão abater da declaração do Imposto de Renda. A instrução normativa publicada no dia 22 regulamentou a adesão das empresas privadas à licença-maternidade de seis meses. Aprovada em setembro de 2008, a extensão até agora só valia para funcionários do setor público.</p>
<p>Pela regulamentação, as empresas poderão abater os dois salários-maternidade extras do Imposto de Renda. A dedução, de acordo com a instrução normativa, será integral. A extensão da licença-maternidade no setor privado será voluntária e só poderá ser feita por empresas que aderirem ao programa Empresa Cidadã. O desconto no Imposto de Renda, no entanto, só será possível para as empresas que fazem a declaração com base no lucro real. De acordo com a Receita, isso representa 150 mil empresas num total de 8 milhões de empresas em todo o país.</p>
<p>As gestantes têm até um mês após o parto para fazer o pedido à empresa, que poderá fazer a adesão na página da Receita Federal na internet. <strong>(FF, com informações da Agência Brasil)</strong></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Bombeiros: resgate muito além do fogo</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2009/06/06/bombeiros-resgate-muito-alem-do-fogo/</link>
		<comments>http://fernandafranca.com.br/2009/06/06/bombeiros-resgate-muito-alem-do-fogo/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2009 03:00:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – 2009]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 06 de junho de 2009.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 06 de junho de 2009.</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/06062009_bombeiros_final.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-45" title="06062009_bombeiros_final" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/06062009_bombeiros_final-360x654.jpg" alt="" width="360" height="654" /></a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Virada Cultural &#8211; o vídeo</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2009/05/09/virada-cultural-o-video/</link>
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		<pubDate>Sat, 09 May 2009 22:58:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fernanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – Cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Vídeo filmado, editado e produzido por Fernanda França para o curso Jornalismo 2.0 do Knight Center for Journalism in the Americas – University of Texas at Austin.


]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vídeo filmado, editado e produzido por Fernanda França para o curso Jornalismo 2.0 do Knight Center for Journalism in the Americas – University of Texas at Austin.</p>
<p><span id="more-630"></span><br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="320" height="265" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Wri36YJvMpc&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0xcc2550&amp;color2=0xe87a9f" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="320" height="265" src="http://www.youtube.com/v/Wri36YJvMpc&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0xcc2550&amp;color2=0xe87a9f" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>
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		<title>Mogi Guaçu recebe a Virada Cultural Paulista</title>
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		<pubDate>Sat, 09 May 2009 03:00:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – Cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 9 de maio de 2009.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 9 de maio de 2009.</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/090509_virada_final.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-351" title="090509_virada_final" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/090509_virada_final-360x641.jpg" alt="" width="360" height="641" /></a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Cia. Filarmônica apresenta espetáculo Beatles&#8217; Songs</title>
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		<pubDate>Sat, 02 May 2009 03:00:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – Cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 2 de maio de 2009.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 2 de maio de 2009.</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/020509_beatles_final.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-354" title="Cia. Filarmônica apresenta espetáculo Beatles' Songs" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/020509_beatles_final-360x474.jpg" alt="" width="360" height="474" /></a></p>
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		</item>
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		<title>Vegetarianismo em prol do ambiente</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2009/04/04/vegetarianismo-em-prol-do-ambiente/</link>
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		<pubDate>Sat, 04 Apr 2009 03:00:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – 2009]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 4 de abril de 2009.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 4 de abril de 2009.</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/040409_vegetarianismo.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-145" title="Vegetarianismo em prol do ambiente" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/040409_vegetarianismo-360x648.jpg" alt="" width="360" height="648" /></a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Foto minha publicada na capa</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2009/03/25/foto-minha-publicada-na-capa/</link>
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		<pubDate>Wed, 25 Mar 2009 03:00:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – 2009]]></category>

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		<description><![CDATA[Foto publicada em 25 de março de 2009.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Foto publicada em 25 de março de 2009.</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/250309_fotocarro.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-148" title="Foto minha publicada na capa" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/250309_fotocarro-360x495.jpg" alt="" width="360" height="495" /></a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Vício do álcool: Aumenta atendimento a dependentes</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2009/03/21/vicio-do-alcool-aumenta-atendimento-a-dependentes/</link>
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		<pubDate>Sat, 21 Mar 2009 03:00:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – 2009]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 21 de março de 2009.
Vício do álcool: Aumenta atendimento a dependentes (pdf)
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 21 de março de 2009.<span id="more-150"></span></p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/210309_alcoolismo.pdf">Vício do álcool: Aumenta atendimento a dependentes</a> (pdf)</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Palhaços levam riso aos hospitais</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2009/03/14/palhacos-levam-riso-aos-hospitais/</link>
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		<pubDate>Sat, 14 Mar 2009 03:00:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – 2009]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 14 de março de 2009.
Clique na imagem para ver a matéria em PDF.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 14 de março de 2009.<span id="more-153"></span></p>
<p>Clique na imagem para ver a matéria em PDF.</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/140309_palhacos.pdf"><img class="alignnone size-medium wp-image-155" title="140309_palhacos_capa_final" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/140309_palhacos_capa_final-360x404.jpg" alt="" width="360" height="404" /></a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Escolha da profissão deve ser consciente</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2009/02/28/escolha-da-profissao-deve-ser-consciente/</link>
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		<pubDate>Sat, 28 Feb 2009 03:00:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – 2009]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 28 de fevereiro de 2009.

Capa do dia:
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 28 de fevereiro de 2009.</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/280209_vestibular_final.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-159" title="Escolha da profissão deve ser consciente" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/280209_vestibular_final-360x652.jpg" alt="" width="360" height="652" /></a></p>
<p>Capa do dia:<br /><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/280209_vestibular_capafinal.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-160" title="Escolha da profissão deve ser consciente" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/280209_vestibular_capafinal-360x329.jpg" alt="" width="360" height="329" /></a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Para Pontes, educação é essencial</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2009/02/21/para-pontes-educacao-e-essencial/</link>
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		<pubDate>Sat, 21 Feb 2009 03:00:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – 2009]]></category>

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		<description><![CDATA[ Entrevista com Marcos Pontes, o 1º astronauta brasileiro
Matéria publicada em 21 de fevereiro de 2009.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em> Entrevista com Marcos Pontes, o 1º astronauta brasileiro</em><br />
Matéria publicada em 21 de fevereiro de 2009.</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/210209_astronauta_final.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-165" title="Para Pontes, educação é essencial" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/210209_astronauta_final-360x342.jpg" alt="" width="360" height="342" /></a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Mamografia pode salvar vidas</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2009/01/24/mamografia-pode-salvar-vidas/</link>
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		<pubDate>Sat, 24 Jan 2009 03:00:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – 2009]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 24 de abril de 2009.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 24 de abril de 2009.</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/250409_mamografia_final.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-52" title="Mamografia pode salvar vidas Matéria publicada em 24 de abril de 2009." src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/250409_mamografia_final-360x648.jpg" alt="" width="360" height="648" /></a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Reforma ortográfica: escolas se preparam</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2009/01/10/reforma-ortografica-escolas-se-preparam/</link>
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		<pubDate>Sat, 10 Jan 2009 03:00:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – 2009]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 10 de janeiro de 2009.

Capa do dia:
Matéria publicada em 10 de janeiro de 2009.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 10 de janeiro de 2009.</p>
<p><span id="more-167"></span><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/100109_ortografia_final.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-168" title="Reforma ortográfica: escolas se preparam" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/100109_ortografia_final-360x637.jpg" alt="" width="360" height="637" /></a></p>
<p>Capa do dia:</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/100109_ortografia_final.jpg"></a><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/100109_ortografia_capafinal.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-169" title="Reforma ortográfica: escolas se preparam" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/100109_ortografia_capafinal-360x333.jpg" alt="" width="360" height="333" /></a>Matéria publicada em 10 de janeiro de 2009.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Obesidade pode causar outras doenças</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2008/11/22/obesidade-pode-causar-outras-doencas/</link>
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		<pubDate>Sat, 22 Nov 2008 03:00:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – 2008]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 22 de novembro de 2008.


ACIMA DO PESO
Obesidade pode acarretar outras doenças
O sobrepeso não é somente uma questão estética. Desde 1991, a OMS (Organização Mundial de Saúde) considera a obesidade uma doença, que em 2004 foi descrita como “a doença do milênio”. No Brasil, a Pesquisa de Orçamentos Familiares de 2003 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em parceria com o Ministério da Saúde registrou que em um universo de 95,5 milhões de pessoas acima de 20 anos existem cerca de 38,8 milhões com excesso de peso, o que representa 40,6% dessa população, sendo 10,5 milhões consideradas obesas.
O problema é muito maior do que a desnutrição, que atinge somente 4% das pessoas desse mesmo universo. A pesquisa também mostrou que o excesso de peso afetava 41,1% dos homens e 40% das mulheres, sendo que 8,9% dos homens e 13,1% das mulheres adultas do país eram obesos. A mesma pesquisa apontou um dado que pode ter influência direta no peso da população. Os resultados mostraram que as famílias brasileiras consomem muitos alimentos com alto teor de açúcar, principalmente refrigerantes, e poucas quantidades de frutas e hortaliças.
De acordo com o cirurgião geral e gastrocirurgião Eli Paulo Colombo Filho, criador do GOM (Grupo de Obesidade Mórbida), as principais causas da obesidade são a alimentação errada e o sedentarismo. Em muitos casos, os pacientes conseguem emagrecer com a orientação de profissionais especializados, que modificam a dieta e incluem exercícios físicos no cotidiano do paciente.
A obesidade pode aumentar a probabilidade de ocorrerem diabetes, hipertensão, acidentes vasculares cerebrais, infarto, aumento de colesterol e triglicérides, além de dores nas pernas, joelhos, entre outros problemas. Para saber se a pessoa está com sobrepeso, o referencial mais utilizado é o IMC (índice de massa corpórea), que é o cálculo do peso da pessoa, em quilos, dividido por sua altura, em metros, elevada ao quadrado.
Quando o resultado dessa divisão está entre 19 e 25, o peso da pessoa é considerado normal. Entre 26 e 29, há um sobrepeso ou obesidade leve, de 30 a 39 a obesidade é moderada, de 40 a 50 já é considerada uma obesidade mórbida e existem, ainda, os casos de pessoas com IMC acima de 50, que estão com superobesidade.
CIRURGIA
“A maioria dos casos com IMC menor do que 35, a pessoa tem tudo para resolver com dieta e exercícios físicos. Ela só precisa mudar a cabeça”, disse o médico. Os tratamentos convencionais nem sempre surtem efeito e a partir do IMC 40 podem existir doenças associadas à obesidade. Em alguns casos, a única solução pode ser a cirurgia bariátrica, conhecida como a cirurgia de redução do estômago. “A cirurgia é uma ferramenta para o paciente emagrecer, mas precisa haver indicação e essa pessoa tem que ter passado anteriormente por outras etapas de tentativa de emagrecimento”, completou o cirurgião.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 22 de novembro de 2008.</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/221108_obesidade_final.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-56" title="Obesidade pode causar outras doenças" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/221108_obesidade_final-360x649.jpg" alt="" width="360" height="649" /></a></p>
<p><span id="more-55"></span></p>
<p><strong>ACIMA DO PESO</strong></p>
<p><strong>Obesidade pode acarretar outras doenças</strong></p>
<p>O sobrepeso não é somente uma questão estética. Desde 1991, a OMS (Organização Mundial de Saúde) considera a obesidade uma doença, que em 2004 foi descrita como “a doença do milênio”. No Brasil, a Pesquisa de Orçamentos Familiares de 2003 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em parceria com o Ministério da Saúde registrou que em um universo de 95,5 milhões de pessoas acima de 20 anos existem cerca de 38,8 milhões com excesso de peso, o que representa 40,6% dessa população, sendo 10,5 milhões consideradas obesas.</p>
<p>O problema é muito maior do que a desnutrição, que atinge somente 4% das pessoas desse mesmo universo. A pesquisa também mostrou que o excesso de peso afetava 41,1% dos homens e 40% das mulheres, sendo que 8,9% dos homens e 13,1% das mulheres adultas do país eram obesos. A mesma pesquisa apontou um dado que pode ter influência direta no peso da população. Os resultados mostraram que as famílias brasileiras consomem muitos alimentos com alto teor de açúcar, principalmente refrigerantes, e poucas quantidades de frutas e hortaliças.</p>
<p>De acordo com o cirurgião geral e gastrocirurgião Eli Paulo Colombo Filho, criador do GOM (Grupo de Obesidade Mórbida), as principais causas da obesidade são a alimentação errada e o sedentarismo. Em muitos casos, os pacientes conseguem emagrecer com a orientação de profissionais especializados, que modificam a dieta e incluem exercícios físicos no cotidiano do paciente.</p>
<p>A obesidade pode aumentar a probabilidade de ocorrerem diabetes, hipertensão, acidentes vasculares cerebrais, infarto, aumento de colesterol e triglicérides, além de dores nas pernas, joelhos, entre outros problemas. Para saber se a pessoa está com sobrepeso, o referencial mais utilizado é o IMC (índice de massa corpórea), que é o cálculo do peso da pessoa, em quilos, dividido por sua altura, em metros, elevada ao quadrado.</p>
<p>Quando o resultado dessa divisão está entre 19 e 25, o peso da pessoa é considerado normal. Entre 26 e 29, há um sobrepeso ou obesidade leve, de 30 a 39 a obesidade é moderada, de 40 a 50 já é considerada uma obesidade mórbida e existem, ainda, os casos de pessoas com IMC acima de 50, que estão com superobesidade.</p>
<p><strong>CIRURGIA</strong></p>
<p>“A maioria dos casos com IMC menor do que 35, a pessoa tem tudo para resolver com dieta e exercícios físicos. Ela só precisa mudar a cabeça”, disse o médico. Os tratamentos convencionais nem sempre surtem efeito e a partir do IMC 40 podem existir doenças associadas à obesidade. Em alguns casos, a única solução pode ser a cirurgia bariátrica, conhecida como a cirurgia de redução do estômago. “A cirurgia é uma ferramenta para o paciente emagrecer, mas precisa haver indicação e essa pessoa tem que ter passado anteriormente por outras etapas de tentativa de emagrecimento”, completou o cirurgião.</p>
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		<title>Hepatite C: Contaminação pode ocorrer na manicure</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Nov 2008 03:00:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – 2008]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 8 de novembro de 2008.

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 8 de novembro de 2008.</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/081108_hepatite_final.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-173" title="Hepatite C: Contaminação pode ocorrer na manicure" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/081108_hepatite_final-360x579.jpg" alt="" width="360" height="579" /></a></p>
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		<title>Aveia: um aliado contra o colesterol</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2008/10/04/aveia-um-aliado-contra-o-colesterol/</link>
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		<pubDate>Sat, 04 Oct 2008 03:00:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – 2008]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 4 de outubro de 2008.

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 4 de outubro de 2008.</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/041008_aveia_final.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-177" title="Aveia: um aliado contra o colesterol" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/041008_aveia_final-360x333.jpg" alt="" width="360" height="333" /></a></p>
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		<title>Lei determina tolerância zero de álcool</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2008/06/28/lei-determina-tolerancia-zero-de-alcool/</link>
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		<pubDate>Sat, 28 Jun 2008 03:00:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – 2008]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 28 de junho de 2008.

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 28 de junho de 2008.</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/280608_transito_final.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-240" title="Lei determina tolerância zero de álcool" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/280608_transito_final-360x643.jpg" alt="" width="360" height="643" /></a></p>
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		<title>Cadeirinha passa a ser item obrigatório</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2008/06/14/cadeirinha-passa-a-ser-item-obrigatorio/</link>
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		<pubDate>Sat, 14 Jun 2008 03:00:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – 2008]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 14 de junho de 2008.

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 14 de junho de 2008.</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/140608_transito_final.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-237" title="Cadeirinha passa a ser item obrigatório" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/140608_transito_final-360x582.jpg" alt="" width="360" height="582" /></a></p>
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		<title>Cresce número de transplantes em SP</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2008/06/07/cresce-numero-de-transplantes-em-sp/</link>
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		<pubDate>Sat, 07 Jun 2008 03:00:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – 2008]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 7 de junho de 2008.

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 7 de junho de 2008.</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/070608_transplantes_final.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-180" title="Cresce número de transplantes em SP" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/070608_transplantes_final-360x661.jpg" alt="" width="360" height="661" /></a></p>
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		<title>Objetivo é informar</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2008/06/05/objetivo-e-informar/</link>
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		<pubDate>Thu, 05 Jun 2008 03:00:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – Colunas]]></category>

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		<description><![CDATA[5 de junho de 2008
Um dos aspectos que mais me atraem no jornalismo é a possibilidade de escrever sobre diferentes assuntos. A questão é: será que os entrevistados entendem o que é o nosso trabalho? É importante para a realização de uma boa matéria que o repórter consiga boas entrevistas. Há pessoas que precisam ser entrevistadas devido à posição que ocupam. Não somos chatos quando pedimos uma entrevista para a mesma pessoa vários dias. Se o cargo ocupado é dentro de uma associação, secretaria municipal ou outro órgão, é necessário que um representante esteja aberto a falar. Faz parte de alguns cargos o fato de que a informação é pública e os leitores merecem tê-la.
Há quem entenda muito bem o que é uma entrevista. Melhor ainda. Há quem torna o trabalho mais agradável para ambos os lados. Para o repórter, que precisa da informação, e para o entrevistado, que tem que divulgar essa informação. Jornalista não é um bicho de mil cabeças pronto a morder, a difamar, a escrever mentiras. Nada disso. Jornalista apenas descreve os fatos. Aqui, nesta coluna, posso expor o que penso, mas quando entrevisto uma pessoa, mesmo que discorde de seu ponto de vista, isso nunca aparecerá em um texto. A matéria é imparcial.
É claro que existem jornalistas de todos os tipos, como existem bons e maus profissionais de todas as categorias. Eu me refiro a jornalistas com ética que, para mim, é ainda o primeiro e mais importante requisito da profissão. É preciso agir com ética para escrever, sem se intrometer, sem julgar, sem agradar ou criticar. E, posto isso, volto às entrevistas.
PESQUISA
Caro leitor, com raras exceções de alguns poucos que possuem mais de uma atividade, jornalista não é advogado, músico, poeta, professor ou médico. O repórter sabe ouvir e sabe escrever. Deve passar para o leitor o que o especialista, que no caso não é ele, disse em entrevista. Como jornalista, não posso conhecer todos os assuntos com a profundidade de um profissional da área. Quando entrevisto um artista plástico sobre determinada técnica de pintura, ouço para explicar para o leitor. Quando um advogado explica sobre uma lei, aprendo para ensinar em forma de matéria.
Mas aqui cabe uma ressalva. Repórteres não iniciam uma entrevista sem antes pesquisar. Faz parte do trabalho uma pesquisa intensa sobre o assunto, para que possamos saber o que perguntar. Só que vale lembrar que o leitor não conhece o assunto e que a pergunta que o repórter faz não é, necessariamente, a que ele quer saber (porque muitas vezes já sabe). É a que ele precisa ouvir do entrevistado para passar para quem irá ler. Posso fazer uma pergunta aparentemente boba, mas que é necessária para a fluidez da matéria, para uma explicação detalhada e básica. Porque escrever para revista médica ou de arquitetura, por exemplo, é diferente de escrever para um jornal. Aquela pergunta simples, portanto, não significa que o repórter é um ignorante.
DESRESPEITO
Há bem pouco tempo foi assim que eu me senti. Além de ter a impressão de que meu entrevistado debochava de minhas perguntas e acreditava que eram básicas e supérfluas, sugeriu que eu devesse procurar conhecer mais um assunto com menção de pesquisas que eu já lera. As perguntas simples foram encaradas com o desdém de quem não quer falar ou não sabe o que vai falar. Faltou ao entrevistado uma boa dose de educação e respeito pela minha profissão, da mesma forma que eu tenho pela dele e por todas.
Sinto, ainda, muita relutância das pessoas em dar entrevistas aqui na cidade. Pode ser que falte respeito pela profissão de jornalista (que muitos julgam ser a escolha dos sedentos por sangue e eu adianto que gosto de matérias que passem longe desse tema) ou talvez muitos não compreendam ainda que é importante que algumas informações sejam passadas adiante, que matérias podem ser informativas e explicativas, que jornal também educa.
Sorte dos repórteres que nem tudo é desrespeito. Há, todos os dias, o brinde com entrevistados educados, com assessores de imprensa que auxiliam nosso trabalho, com advogados, músicos, poetas, professores ou médicos que merecem aplausos. Porque o objetivo de tudo é informar. Simples assim.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>5 de junho de 2008<span id="more-380"></span></p>
<p>Um dos aspectos que mais me atraem no jornalismo é a possibilidade de escrever sobre diferentes assuntos. A questão é: será que os entrevistados entendem o que é o nosso trabalho? É importante para a realização de uma boa matéria que o repórter consiga boas entrevistas. Há pessoas que precisam ser entrevistadas devido à posição que ocupam. Não somos chatos quando pedimos uma entrevista para a mesma pessoa vários dias. Se o cargo ocupado é dentro de uma associação, secretaria municipal ou outro órgão, é necessário que um representante esteja aberto a falar. Faz parte de alguns cargos o fato de que a informação é pública e os leitores merecem tê-la.</p>
<p>Há quem entenda muito bem o que é uma entrevista. Melhor ainda. Há quem torna o trabalho mais agradável para ambos os lados. Para o repórter, que precisa da informação, e para o entrevistado, que tem que divulgar essa informação. Jornalista não é um bicho de mil cabeças pronto a morder, a difamar, a escrever mentiras. Nada disso. Jornalista apenas descreve os fatos. Aqui, nesta coluna, posso expor o que penso, mas quando entrevisto uma pessoa, mesmo que discorde de seu ponto de vista, isso nunca aparecerá em um texto. A matéria é imparcial.</p>
<p>É claro que existem jornalistas de todos os tipos, como existem bons e maus profissionais de todas as categorias. Eu me refiro a jornalistas com ética que, para mim, é ainda o primeiro e mais importante requisito da profissão. É preciso agir com ética para escrever, sem se intrometer, sem julgar, sem agradar ou criticar. E, posto isso, volto às entrevistas.</p>
<h4>PESQUISA</h4>
<p>Caro leitor, com raras exceções de alguns poucos que possuem mais de uma atividade, jornalista não é advogado, músico, poeta, professor ou médico. O repórter sabe ouvir e sabe escrever. Deve passar para o leitor o que o especialista, que no caso não é ele, disse em entrevista. Como jornalista, não posso conhecer todos os assuntos com a profundidade de um profissional da área. Quando entrevisto um artista plástico sobre determinada técnica de pintura, ouço para explicar para o leitor. Quando um advogado explica sobre uma lei, aprendo para ensinar em forma de matéria.</p>
<p>Mas aqui cabe uma ressalva. Repórteres não iniciam uma entrevista sem antes pesquisar. Faz parte do trabalho uma pesquisa intensa sobre o assunto, para que possamos saber o que perguntar. Só que vale lembrar que o leitor não conhece o assunto e que a pergunta que o repórter faz não é, necessariamente, a que ele quer saber (porque muitas vezes já sabe). É a que ele precisa ouvir do entrevistado para passar para quem irá ler. Posso fazer uma pergunta aparentemente boba, mas que é necessária para a fluidez da matéria, para uma explicação detalhada e básica. Porque escrever para revista médica ou de arquitetura, por exemplo, é diferente de escrever para um jornal. Aquela pergunta simples, portanto, não significa que o repórter é um ignorante.</p>
<h4>DESRESPEITO</h4>
<p>Há bem pouco tempo foi assim que eu me senti. Além de ter a impressão de que meu entrevistado debochava de minhas perguntas e acreditava que eram básicas e supérfluas, sugeriu que eu devesse procurar conhecer mais um assunto com menção de pesquisas que eu já lera. As perguntas simples foram encaradas com o desdém de quem não quer falar ou não sabe o que vai falar. Faltou ao entrevistado uma boa dose de educação e respeito pela minha profissão, da mesma forma que eu tenho pela dele e por todas.</p>
<p>Sinto, ainda, muita relutância das pessoas em dar entrevistas aqui na cidade. Pode ser que falte respeito pela profissão de jornalista (que muitos julgam ser a escolha dos sedentos por sangue e eu adianto que gosto de matérias que passem longe desse tema) ou talvez muitos não compreendam ainda que é importante que algumas informações sejam passadas adiante, que matérias podem ser informativas e explicativas, que jornal também educa.</p>
<p>Sorte dos repórteres que nem tudo é desrespeito. Há, todos os dias, o brinde com entrevistados educados, com assessores de imprensa que auxiliam nosso trabalho, com advogados, músicos, poetas, professores ou médicos que merecem aplausos. Porque o objetivo de tudo é informar. Simples assim.</p>
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		<item>
		<title>Mogi Guaçu recebe José de Abreu</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2008/05/31/mogi-guacu-recebe-jose-de-abreu/</link>
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		<pubDate>Sat, 31 May 2008 03:00:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – Cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 31 de maio de 2008.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 31 de maio de 2008.</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/08Cult_Falaze.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-358" title="08Cult_Falaze" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/08Cult_Falaze-360x664.jpg" alt="" width="360" height="664" /></a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Programa antitabagismo faz um ano</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2008/05/24/programa-antitabagismo-faz-um-ano/</link>
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		<pubDate>Sat, 24 May 2008 03:00:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – 2008]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 24 de maio de 2008.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 24 de maio de 2008.</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/240508_tabagismo_final1.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-187" title="Programa antitabagismo faz um ano" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/240508_tabagismo_final1-360x655.jpg" alt="" width="360" height="655" /></a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Cidade do trânsito deve ser implantada</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2008/05/17/cidade-do-transito-deve-ser-implantada/</link>
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		<pubDate>Sat, 17 May 2008 03:00:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – 2008]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 17 de maio de 2008.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 17 de maio de 2008.</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/170508_transito_final.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-234" title="Cidade do trânsito deve ser implantada" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/170508_transito_final-360x428.jpg" alt="" width="360" height="428" /></a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Missão em Kosovo: aprendizados sobre uma guerra</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2008/04/19/missao-em-kosovo-aprendizados-sobre-uma-guerra/</link>
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		<pubDate>Sat, 19 Apr 2008 03:00:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – 2008]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 19 de abril de 2008.

Capa do dia:

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 19 de abril de 2008.<span id="more-189"></span></p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/190408_kosovo.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-190" title="Missão em Kosovo: aprendizados sobre uma guerra -" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/190408_kosovo-360x665.jpg" alt="" width="360" height="665" /></a></p>
<p>Capa do dia:</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/190408_kosovocapa.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-191" title="Missão em Kosovo: aprendizados sobre uma guerra -" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/190408_kosovocapa-360x337.jpg" alt="" width="360" height="337" /></a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Amor nipo-brasileiro faz nova imigrante</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2008/04/05/amor-nipo-brasileiro-faz-nova-imigrante/</link>
		<comments>http://fernandafranca.com.br/2008/04/05/amor-nipo-brasileiro-faz-nova-imigrante/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 05 Apr 2008 03:00:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – 2008]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 5 de abril de 2008.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 5 de abril de 2008.</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/050408_japao_final.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-194" title="Amor nipo-brasileiro faz nova imigrante" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/050408_japao_final-360x645.jpg" alt="" width="360" height="645" /></a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Trânsito inclui carroças e charretes</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2008/04/05/transito-inclui-carrocas-e-charretes/</link>
		<comments>http://fernandafranca.com.br/2008/04/05/transito-inclui-carrocas-e-charretes/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 05 Apr 2008 03:00:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – 2008]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 5 de abril de 2008.

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 5 de abril de 2008.</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/050408_transito_final.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-231" title="Trânsito inclui carroças e charretes" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/050408_transito_final-360x567.jpg" alt="" width="360" height="567" /></a></p>
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		<title>Mogi Guaçu realiza primeiro exame especial</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2008/03/29/mogi-guacu-realiza-primeiro-exame-especial/</link>
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		<pubDate>Sat, 29 Mar 2008 03:00:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – 2008]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 29 de março de 2008.

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 29 de março de 2008.</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/290308_transito_final.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-228" title="Mogi Guaçu realiza primeiro exame especial" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/290308_transito_final-360x396.jpg" alt="" width="360" height="396" /></a></p>
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		<title>Banca especial já funciona na cidade</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Mar 2008 03:00:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – 2008]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 1º de março de 2008.

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 1º de março de 2008.</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/010308_transito_final.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-225" title="Banca especial já funciona na cidade" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/010308_transito_final-360x646.jpg" alt="" width="360" height="646" /></a></p>
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		<item>
		<title>GM e PM aguardam aprovação de convênio</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Feb 2008 03:00:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – 2008]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 22 de fevereiro de 2008.

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 22 de fevereiro de 2008.</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/220208_transito_final.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-222" title="GM e PM aguardam aprovação de convênio" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/220208_transito_final-360x306.jpg" alt="" width="360" height="306" /></a></p>
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		<title>Transporte escolar: fiscalização feita pela família</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2008/02/09/transporte-escolar-fiscalizacao-feita-pela-familia/</link>
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		<pubDate>Sat, 09 Feb 2008 03:00:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – 2008]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 9 de fevereiro de 2008.

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 9 de fevereiro de 2008.</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/090208_transito_final.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-219" title="Transporte escolar: fiscalização feita pela família" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/090208_transito_final-360x642.jpg" alt="" width="360" height="642" /></a></p>
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		<title>Guaçu é a 176ª em mortes no trânsito</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Feb 2008 03:00:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – 2008]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 2 de fevereiro de 2008.

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 2 de fevereiro de 2008.</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/020208_transito_final.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-215" title="Guaçu é a 176ª em mortes no trânsito" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/020208_transito_final-360x603.jpg" alt="" width="360" height="603" /></a></p>
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		<title>Após 10 anos, código não intimida</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2008/01/26/apos-10-anos-codigo-nao-intimida/</link>
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		<pubDate>Sat, 26 Jan 2008 03:00:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – 2008]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 26 de janeiro de 2008.

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 26 de janeiro de 2008.</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/260108_transito_final.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-211" title="Após 10 anos, código não intimida" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/260108_transito_final-360x651.jpg" alt="" width="360" height="651" /></a></p>
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		<item>
		<title>Língua portuguesa poderá mudar</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2008/01/26/lingua-portuguesa-podera-mudar/</link>
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		<pubDate>Sat, 26 Jan 2008 03:00:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – 2008]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 26 de janeiro de 2008.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 26 de janeiro de 2008.</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/260108_portugues_final.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-197" title="Língua portuguesa poderá mudar" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/260108_portugues_final-360x662.jpg" alt="" width="360" height="662" /></a></p>
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		<title>Excesso de velocidade lidera multas</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2008/01/19/excesso-de-velocidade-lidera-multas/</link>
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		<pubDate>Sat, 19 Jan 2008 03:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – 2008]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 19 de janeiro de 2008.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 19 de janeiro de 2008.</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/190108_transito_final.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-206" title="Excesso de velocidade lidera multas" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/190108_transito_final-360x575.jpg" alt="" width="360" height="575" /></a></p>
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		<item>
		<title>Espelhos do dono</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2008/01/13/espelhos-do-dono/</link>
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		<pubDate>Sun, 13 Jan 2008 03:00:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – Colunas]]></category>

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		<description><![CDATA[13 de janeiro de 2008

Com a correria do final de ano, demorei a voltar a escrever neste espaço, mas uma matéria me chamou a atenção a tal ponto que eu não resisti. Preciso, mais uma vez, escrever sobre a indignação que sinto quando vejo maus tratos com os animais. A notícia em questão contou a história de Ninão, um cão da raça pit bull que foi encontrado na tarde de 26 de janeiro amarrado a uma árvore e com os dois olhos furados, no bairro da Vila Dias, Zona Leste de Mogi Mirim. Agora, ele está sob os cuidados da Spamm (Sociedade Protetora dos Animais de Mogi Mirim) e aguarda adoção.
Reparem no detalhe de que os maus tratos foram cometidos pelos próprios donos do animal, que deve ter entre seis meses e dois anos e está cego dos dois olhos, além de ter contraído a doença dos carrapatos. A matéria traz o depoimento de voluntários da Spamm, que contam que a entidade recebe diariamente denúncias de casos semelhantes. Ninão é um animal. Os animais são completamente dependentes dos seres humanos e quando escolhemos um para criar, devemos estar cientes dessa responsabilidade.
Não é um cuidado de um mês, mas de uma vida. No momento em que você decide adotar (ou comprar) um animal, deve saber que ele vai depender de você para sempre. Você não pode decidir que “não quer mais”. Animal não é um objeto, caro leitor. O problema de um cachorro pit bull é o “pit dono”. E o cachorro será apenas um espelho. Animal que recebe amor, devolve amor. Não é um papo piegas, é a realidade. Um animal não merece ser maltratado nunca, muito menos porque ele é de uma determinada raça. O preconceito existe também com os gatos. Já cheguei a ouvir que “gato preto é do mal e dá azar”. Sinceramente, eu acho que “do mal” são as pessoas capazes de pensar que um animal inocente é capaz de trazer azar porque é de uma determinada cor ou raça. Uma bobagem das grandes.
OBJETOS
Dia desses fui visitar um gato doente que estava sob os cuidados de uma loja da cidade. Notei que um cachorro estava dentro de uma gaiola, quando perguntei se também estava ali para ser doado. “Não”, me respondeu o rapaz. “Esse aí é para ser vendido. Tem seis meses e a dona não quer mais porque vai se mudar de casa”. Fiquei tão indignada que respondi para o moço, que nada tinha a ver com a história. “A dona vai vender o animal? Resolveu mudar de casa e ele não serve mais, é isso?”. Repito: animal não é objeto, que pode ser trocado, vendido ou descartado quando não queremos mais. Eu tenho dois gatos vira-latas que levo para qualquer lugar do mundo se tiver que me mudar, porque são da família. Se não puderem ir, ficam com meus pais. Na rua? Jamais.
RESPEITO
O mundo só vai ser melhor no dia em que os seres humanos aprenderem a respeitar os animais. A começar pelos domésticos, que são nossos companheiros e amigos. Que não merecem ser jogados na lata de lixo, que precisam só de cuidados, boa alimentação, esterilização (temos de ser responsáveis e evitar a superpopulação) e, o mais importante, amor. E os animais que estão soltos precisam ser preservados. Bonito é ver uma arara na natureza, não na gaiola. E para quê matar animais por causa da pele? Desse jeito, muitas espécies serão extintas e a perfeição da natureza será alterada pelas mãos do homem. E depois quem é o malvado, o pit bull?
Tenho uma amiga, a Ana Cláudia, que além do grande amor que tem pelos gatos, resolveu adotar uma cadelinha. Frida tinha apanhado dos antigos donos, sofreu muito e tinha o olhar triste. Foi para a casa da minha amiga, com seu marido, dois filhos lindos e companheiros felinos. Dias depois, já era possível ver a diferença no olhar de Frida. Ela ainda não sabe lidar muito bem com os humanos (pudera, depois de sofrer tanto), mas já sabe que é amada. Qualquer animal que recebe carinho, devolverá de maneira surpreendente. É a história do espelho.
ADOÇÃO
“Mas eu achava que você só gostava de gatos”, já me disseram, certa vez. Não. Eu gosto de todos os animais. Os que estão em casa, fora dela e fazem parte dessa natureza exuberante. Todos são criações divinas. Nós, humanos, também. Mas perto dos animais, diante de tanta maldade, eu diria que somos a pior espécie que existe e que precisamos mudar isso. Para adotar Ninão, ou qualquer outro animal em Mogi Mirim, o telefone de contato da Spamm é 3804-3368. Aqui em Mogi Guaçu, o telefone da Kapa (Kamael Associação Protetora dos Animais), que possui muitos gatos e cachorros para adoção, é 3818-2110.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>13 de janeiro de 2008</p>
<p><span id="more-385"></span></p>
<p>Com a correria do final de ano, demorei a voltar a escrever neste espaço, mas uma matéria me chamou a atenção a tal ponto que eu não resisti. Preciso, mais uma vez, escrever sobre a indignação que sinto quando vejo maus tratos com os animais. A notícia em questão contou a história de Ninão, um cão da raça pit bull que foi encontrado na tarde de 26 de janeiro amarrado a uma árvore e com os dois olhos furados, no bairro da Vila Dias, Zona Leste de Mogi Mirim. Agora, ele está sob os cuidados da Spamm (Sociedade Protetora dos Animais de Mogi Mirim) e aguarda adoção.</p>
<p>Reparem no detalhe de que os maus tratos foram cometidos pelos próprios donos do animal, que deve ter entre seis meses e dois anos e está cego dos dois olhos, além de ter contraído a doença dos carrapatos. A matéria traz o depoimento de voluntários da Spamm, que contam que a entidade recebe diariamente denúncias de casos semelhantes. Ninão é um animal. Os animais são completamente dependentes dos seres humanos e quando escolhemos um para criar, devemos estar cientes dessa responsabilidade.</p>
<p>Não é um cuidado de um mês, mas de uma vida. No momento em que você decide adotar (ou comprar) um animal, deve saber que ele vai depender de você para sempre. Você não pode decidir que “não quer mais”. Animal não é um objeto, caro leitor. O problema de um cachorro pit bull é o “pit dono”. E o cachorro será apenas um espelho. Animal que recebe amor, devolve amor. Não é um papo piegas, é a realidade. Um animal não merece ser maltratado nunca, muito menos porque ele é de uma determinada raça. O preconceito existe também com os gatos. Já cheguei a ouvir que “gato preto é do mal e dá azar”. Sinceramente, eu acho que “do mal” são as pessoas capazes de pensar que um animal inocente é capaz de trazer azar porque é de uma determinada cor ou raça. Uma bobagem das grandes.</p>
<h4>OBJETOS</h4>
<p>Dia desses fui visitar um gato doente que estava sob os cuidados de uma loja da cidade. Notei que um cachorro estava dentro de uma gaiola, quando perguntei se também estava ali para ser doado. “Não”, me respondeu o rapaz. “Esse aí é para ser vendido. Tem seis meses e a dona não quer mais porque vai se mudar de casa”. Fiquei tão indignada que respondi para o moço, que nada tinha a ver com a história. “A dona vai vender o animal? Resolveu mudar de casa e ele não serve mais, é isso?”. Repito: animal não é objeto, que pode ser trocado, vendido ou descartado quando não queremos mais. Eu tenho dois gatos vira-latas que levo para qualquer lugar do mundo se tiver que me mudar, porque são da família. Se não puderem ir, ficam com meus pais. Na rua? Jamais.</p>
<h4>RESPEITO</h4>
<p>O mundo só vai ser melhor no dia em que os seres humanos aprenderem a respeitar os animais. A começar pelos domésticos, que são nossos companheiros e amigos. Que não merecem ser jogados na lata de lixo, que precisam só de cuidados, boa alimentação, esterilização (temos de ser responsáveis e evitar a superpopulação) e, o mais importante, amor. E os animais que estão soltos precisam ser preservados. Bonito é ver uma arara na natureza, não na gaiola. E para quê matar animais por causa da pele? Desse jeito, muitas espécies serão extintas e a perfeição da natureza será alterada pelas mãos do homem. E depois quem é o malvado, o pit bull?</p>
<p>Tenho uma amiga, a Ana Cláudia, que além do grande amor que tem pelos gatos, resolveu adotar uma cadelinha. Frida tinha apanhado dos antigos donos, sofreu muito e tinha o olhar triste. Foi para a casa da minha amiga, com seu marido, dois filhos lindos e companheiros felinos. Dias depois, já era possível ver a diferença no olhar de Frida. Ela ainda não sabe lidar muito bem com os humanos (pudera, depois de sofrer tanto), mas já sabe que é amada. Qualquer animal que recebe carinho, devolverá de maneira surpreendente. É a história do espelho.</p>
<h4>ADOÇÃO</h4>
<p>“Mas eu achava que você só gostava de gatos”, já me disseram, certa vez. Não. Eu gosto de todos os animais. Os que estão em casa, fora dela e fazem parte dessa natureza exuberante. Todos são criações divinas. Nós, humanos, também. Mas perto dos animais, diante de tanta maldade, eu diria que somos a pior espécie que existe e que precisamos mudar isso. Para adotar Ninão, ou qualquer outro animal em Mogi Mirim, o telefone de contato da Spamm é 3804-3368. Aqui em Mogi Guaçu, o telefone da Kapa (Kamael Associação Protetora dos Animais), que possui muitos gatos e cachorros para adoção, é 3818-2110.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Legislação de trânsito pode ser mudada</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Jan 2008 03:00:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – 2008]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 12 de janeiro de 2008.

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 12 de janeiro de 2008.</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/120108_transito_final.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-203" title="Legislação de trânsito pode ser mudada" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/120108_transito_final-360x645.jpg" alt="" width="360" height="645" /></a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Eu acredito em Papai Noel</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2007/12/12/eu-acredito-em-papai-noel/</link>
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		<pubDate>Wed, 12 Dec 2007 03:00:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – Colunas]]></category>

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		<description><![CDATA[12 de dezembro de 2007

Deixei de acreditar em Papai Noel com 10 anos de idade. Hoje em dia, pode ser que eu até seria considerada “velha”, já que as crianças desvendam os mistérios cada vez mais cedo. Mas eu era uma criança. Pedi ao bom velhinho uma boneca linda, só que cara. Eu já desconfiava que eram meus pais quem compravam os presentes de Natal (que só as crianças ganhavam), mas a confirmação veio quando abri o pacote: lá estava uma boneca grande, com cabelo de lã cor-de-rosa, longe de ser aquela que eu pedi. Linda, porém simples. A denúncia de que o Papai Noel só existia nos meus sonhos.
Eu me lembro de minha mãe me dizendo o quanto o presente era bonito. Eu disse que Papai Noel não podia existir e levar presentes diferentes para as crianças. Por que, então, ele não levava para quem mais precisava? Uma grande ironia fez com que a boneca de cabelo de lã se tornasse a minha preferida, quando percebi o esforço que meus pais fizeram para comprá-la.
Comecei a entender que o Papai Noel de barba e roupa vermelha não existe – até porque com aquele casaco quente, no Brasil, ele não resistiria muito tempo. Mas o Papai Noel do verdadeiro espírito de Natal existe, sim. Cada pai, cada mãe, cada pessoa da família que luta para conseguir dar o melhor para as crianças, é um Papai Noel. Quem pratica caridade e enche a casa de outras pessoas de alegria, pode ser o bom velhinho delas. E mesmo que muita gente ainda diga que o mundo está cheio de maldade, eu acredito no bem. O amor de uma pessoa é muito mais poderoso do que a maldade de 10.
É importante lembrar que antes de presentes materiais, o Papai Noel que existe em cada um de nós pode doar atenção, um ombro amigo e uma palavra de afeto. O Natal é uma época de reflexão. Para os cristãos, é o momento de celebrar o nascimento de Jesus – mesmo que a data não seja essa, como algumas pessoas questionam, é a celebração de Sua vida. Há quem diga que o final de ano é triste, mas eu não concordo. É um momento de festa, de alegria, de oração e reflexão.
FESTA
Lá na casa da minha avó Lourdes, onde nos reunimos todos os anos, dia 25 de dezembro é a data mais esperada. A bagunça começa na véspera, com os preparativos para a festa que acontece no quintal. Com a casa inteira brilhando de luzes e enfeites, colocamos a mesa lá fora e preparamos as brincadeiras. A cada ano, um tema diferente é escolhido e todos se vestem e se preparam para a festa. Eu e a minha tia Lene quase sempre preparamos as faixas que damos de presente a cada um. Há vizinhos e amigos que passam por lá só para dar risada conosco ou comer um pedaço do famoso bolo de nozes da velhinha mais amada de São Paulo.
Nos divertimos, damos risada, cantamos no karaokê, dançamos, comemos e conversamos. À meia-noite, porém, fazemos silêncio. É o momento em que um de nós é escolhido para fazer a oração em agradecimento pelo ano que passou e um pedido de saúde para o ano que está para nascer. De mãos dadas, rezamos. Lembramos dos nossos parentes queridos que não estão mais entre nós fisicamente, mas que nunca saem de nossos corações, e depois cantamos parabéns. É um ritual, eu me lembro das velas em cima do bolo há muitos anos. Cantamos parabéns para Jesus, o aniversariante do dia.
PRESENTES
Não trocamos presentes materiais lá em casa. Uma vez eu ouvi de uma conhecida que não conseguiria fazer isso, que para ela era importante ter presentes, porque, afinal “que graça teria sem os presentes?”. Eles não nos fazem falta, sinceramente. Os presentes são as faixas com dizeres engraçados ou, vez ou outra, algum mimo de loja de R$ 1,99. Estarmos unidos é que é a grande delícia da data. Até que uma nova criança apareça na família.
Cada família celebra o Natal de uma forma e não há receita ou regras que digam o que é certo ou errado. Mas você pode fazer deste dia um momento de reflexão e alegria ao mesmo tempo. Pode unir os familiares ou amigos, pode estar apenas na companhia de Deus, pode fazer festa ou ficar em casa, o que importa é a alegria. É o espírito de fraternidade. Presente é bom, claro, e não é errado. Só que não se esqueça do Papai Noel. Aquele bom velhinho do verdadeiro espírito de Natal.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>12 de dezembro de 2007</p>
<p><span id="more-387"></span></p>
<p>Deixei de acreditar em Papai Noel com 10 anos de idade. Hoje em dia, pode ser que eu até seria considerada “velha”, já que as crianças desvendam os mistérios cada vez mais cedo. Mas eu era uma criança. Pedi ao bom velhinho uma boneca linda, só que cara. Eu já desconfiava que eram meus pais quem compravam os presentes de Natal (que só as crianças ganhavam), mas a confirmação veio quando abri o pacote: lá estava uma boneca grande, com cabelo de lã cor-de-rosa, longe de ser aquela que eu pedi. Linda, porém simples. A denúncia de que o Papai Noel só existia nos meus sonhos.</p>
<p>Eu me lembro de minha mãe me dizendo o quanto o presente era bonito. Eu disse que Papai Noel não podia existir e levar presentes diferentes para as crianças. Por que, então, ele não levava para quem mais precisava? Uma grande ironia fez com que a boneca de cabelo de lã se tornasse a minha preferida, quando percebi o esforço que meus pais fizeram para comprá-la.</p>
<p>Comecei a entender que o Papai Noel de barba e roupa vermelha não existe – até porque com aquele casaco quente, no Brasil, ele não resistiria muito tempo. Mas o Papai Noel do verdadeiro espírito de Natal existe, sim. Cada pai, cada mãe, cada pessoa da família que luta para conseguir dar o melhor para as crianças, é um Papai Noel. Quem pratica caridade e enche a casa de outras pessoas de alegria, pode ser o bom velhinho delas. E mesmo que muita gente ainda diga que o mundo está cheio de maldade, eu acredito no bem. O amor de uma pessoa é muito mais poderoso do que a maldade de 10.</p>
<p>É importante lembrar que antes de presentes materiais, o Papai Noel que existe em cada um de nós pode doar atenção, um ombro amigo e uma palavra de afeto. O Natal é uma época de reflexão. Para os cristãos, é o momento de celebrar o nascimento de Jesus – mesmo que a data não seja essa, como algumas pessoas questionam, é a celebração de Sua vida. Há quem diga que o final de ano é triste, mas eu não concordo. É um momento de festa, de alegria, de oração e reflexão.</p>
<h4>FESTA</h4>
<p>Lá na casa da minha avó Lourdes, onde nos reunimos todos os anos, dia 25 de dezembro é a data mais esperada. A bagunça começa na véspera, com os preparativos para a festa que acontece no quintal. Com a casa inteira brilhando de luzes e enfeites, colocamos a mesa lá fora e preparamos as brincadeiras. A cada ano, um tema diferente é escolhido e todos se vestem e se preparam para a festa. Eu e a minha tia Lene quase sempre preparamos as faixas que damos de presente a cada um. Há vizinhos e amigos que passam por lá só para dar risada conosco ou comer um pedaço do famoso bolo de nozes da velhinha mais amada de São Paulo.</p>
<p>Nos divertimos, damos risada, cantamos no karaokê, dançamos, comemos e conversamos. À meia-noite, porém, fazemos silêncio. É o momento em que um de nós é escolhido para fazer a oração em agradecimento pelo ano que passou e um pedido de saúde para o ano que está para nascer. De mãos dadas, rezamos. Lembramos dos nossos parentes queridos que não estão mais entre nós fisicamente, mas que nunca saem de nossos corações, e depois cantamos parabéns. É um ritual, eu me lembro das velas em cima do bolo há muitos anos. Cantamos parabéns para Jesus, o aniversariante do dia.</p>
<h4>PRESENTES</h4>
<p>Não trocamos presentes materiais lá em casa. Uma vez eu ouvi de uma conhecida que não conseguiria fazer isso, que para ela era importante ter presentes, porque, afinal “que graça teria sem os presentes?”. Eles não nos fazem falta, sinceramente. Os presentes são as faixas com dizeres engraçados ou, vez ou outra, algum mimo de loja de R$ 1,99. Estarmos unidos é que é a grande delícia da data. Até que uma nova criança apareça na família.</p>
<p>Cada família celebra o Natal de uma forma e não há receita ou regras que digam o que é certo ou errado. Mas você pode fazer deste dia um momento de reflexão e alegria ao mesmo tempo. Pode unir os familiares ou amigos, pode estar apenas na companhia de Deus, pode fazer festa ou ficar em casa, o que importa é a alegria. É o espírito de fraternidade. Presente é bom, claro, e não é errado. Só que não se esqueça do Papai Noel. Aquele bom velhinho do verdadeiro espírito de Natal.</p>
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		<title>Câncer no Brasil: Serão 466 mil novos casos em 2008</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Nov 2007 03:00:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – 2007]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 27 de novembro de 2007.

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 27 de novembro de 2007.</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/CANCER2.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-312" title="Câncer no Brasil: Serão 466 mil novos casos em 2008" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/CANCER2-360x272.jpg" alt="" width="360" height="272" /></a></p>
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		<title>Quebra de tabu: Câncer pode ser prevenido e curado</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Nov 2007 03:00:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – 2007]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 24 de novembro de 2007.

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 24 de novembro de 2007.</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/CANCER1.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-309" title="Quebra de tabu: Câncer pode ser prevenido e curado" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/CANCER1-360x661.jpg" alt="" width="360" height="661" /></a></p>
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		<title>&#8220;Culpa&#8221; não interfere em indenização</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Nov 2007 03:00:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – 2007]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 3 de novembro de 2007.

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 3 de novembro de 2007.</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/transito05.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-306" title="&quot;Culpa&quot; não interfere em indenização" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/transito05-360x315.jpg" alt="" width="360" height="315" /></a></p>
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		<title>Transgressão e beleza na dança</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Nov 2007 03:00:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – Cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 3 de novembro de 2007.

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 3 de novembro de 2007.</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/hector.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-361" title="Transgressão e beleza na dança" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/hector-360x673.jpg" alt="" width="360" height="673" /></a></p>
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		<title>Deficientes podem tirar CNH na cidade</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2007/10/27/deficientes-podem-tirar-cnh-na-cidade/</link>
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		<pubDate>Sat, 27 Oct 2007 03:00:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – 2007]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 27 de outubro de 2007.

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 27 de outubro de 2007.</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/transito04.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-303" title="Deficientes podem tirar CNH na cidade" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/transito04-360x490.jpg" alt="" width="360" height="490" /></a></p>
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		<title>O talento único de Aldemir Martins</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2007/10/27/o-talento-unico-de-aldemir-martins/</link>
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		<pubDate>Sat, 27 Oct 2007 03:00:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – Cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 27 de outubro de 2007.

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 27 de outubro de 2007.</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/aldemir.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-365" title="O talento único de Aldemir Martins" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/aldemir-360x667.jpg" alt="" width="360" height="667" /></a></p>
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		<title>Palavras mágicas</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2007/10/24/palavras-magicas/</link>
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		<pubDate>Wed, 24 Oct 2007 03:00:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – Colunas]]></category>

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		<description><![CDATA[24 de outubro de 2007

Quando contamos sobre algum momento difícil que passamos para alguém, é comum ouvirmos a frase “Eu conheço fulano que teve isso”. O problema é o complemento da informação: “E ele morreu, sabia?”. Parece que as pessoas têm uma vontade incontrolável de jogar um balde de água nos nossos castelos de areia. Sempre há aquele que já passou por situação pior, ou outro que tem certeza que ainda pode piorar, além daqueles que contam histórias tenebrosas sobre o fim de quem passou pelo mesmo momento que você, mesmo que seja apenas uma unha encravada.
Eu sou adepta do respeito ao próximo e isso inclui não abrir a boca para dizer frases negativas. “Se você não tem nada bom para dizer, não diga nada”. É batido, é conhecido, mas as pessoas se esquecem. Por que não utilizamos as palavras para o bem? Se alguém lhe conta um problema, você pode ajudar com palavras de incentivo, de alto astral, de alegria. Você pode compartilhar uma receitinha de um chá que é bom para a gripe, ou dizer que vai rezar para que tudo melhore. Você pode até não dizer nada, só estender a mão e oferecer um ombro. Tudo isso é caridade.
 
TRISTE FIM
Agora alguém pode me explicar por que as pessoas não resistem a contar casos terríveis de quem passou por problemas semelhantes aos seus? Um morreu, outro nunca mais saiu do hospital, um terceiro ficou tão endividado que nunca mais conseguiu sair da lama e tem ainda quem foi preso, foi largado sozinho ou qualquer outro fim que você puder imaginar e que não seja nada bom. Mesmo que seja verdade (aumentada, quase sempre), em que isso pode ajudar uma pessoa? Em nada, vamos admitir.
Não nos custa nada tentar adotar um outro estilo de vida, que inclui uma mudança de pensamento. Ajudar quem está do lado é mais simples do que imaginamos: basta uma palavra de carinho para que a pessoa se sinta melhor; uma palavra de incentivo para que um colega siga em frente nos seus projetos; uma palavra de consolo para que um amigo se sinta amparado em um momento difícil; uma palavra de reconhecimento para que um trabalho possa continuar a sendo bem feito; uma palavra de agradecimento quando somos presenteados (e nem precisa ser um bem material) e até mesmo uma palavra que não é dita, mas demonstrada com um gesto bacana.
EDUCAÇÃO
A falta de contato positivo entre as pessoas levou muita gente a esquecer as “palavrinhas mágicas”, aquelas que aprendemos dentro de casa quando crianças ou na escola e que valem por toda a vida. Eu garanto para vocês que um Bom Dia pode mudar o humor de alguém, como um Obrigado é a melhor maneira de agradecer. Desculpa, Por Favor, Com Licença, todas elas são palavras poderosas. Experimente usar.
Eu determino os meus hábitos diários pela maneira como sou tratada nos lugares. Vou a um mercado freqüentemente porque das primeiras vezes em que eu fiz pequenas compras lá, fui bem atendida. Os caixas eram simpáticos, educados, com alto astral. Passei a gostar e deixei um outro mercado de lado. Nas lojas, eu volto sempre quando sou bem recebida e já deixei de ir a alguns lugares nos quais eu não me senti bem porque faltou receptividade. Nenhuma profissão é mais importante do que outra, eu penso assim. Não há quem seja melhor ou pior, por isso todas as relações humanas devem ser baseadas no respeito até porque, acima da categoria profissional, somos todos seres humanos.
Não é difícil, acreditem. Quando tratamos bem as pessoas, também somos bem tratados. E para que vamos lembrar daquela história triste quando podemos lembrar de um final feliz para contar para alguém que passa por uma situação complicada? Problemas todos temos, basta saber como vamos reagir diante deles. Uma boa semana a todos!
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>24 de outubro de 2007</p>
<p><span id="more-394"></span></p>
<p>Quando contamos sobre algum momento difícil que passamos para alguém, é comum ouvirmos a frase “Eu conheço fulano que teve isso”. O problema é o complemento da informação: “E ele morreu, sabia?”. Parece que as pessoas têm uma vontade incontrolável de jogar um balde de água nos nossos castelos de areia. Sempre há aquele que já passou por situação pior, ou outro que tem certeza que ainda pode piorar, além daqueles que contam histórias tenebrosas sobre o fim de quem passou pelo mesmo momento que você, mesmo que seja apenas uma unha encravada.</p>
<p>Eu sou adepta do respeito ao próximo e isso inclui não abrir a boca para dizer frases negativas. “Se você não tem nada bom para dizer, não diga nada”. É batido, é conhecido, mas as pessoas se esquecem. Por que não utilizamos as palavras para o bem? Se alguém lhe conta um problema, você pode ajudar com palavras de incentivo, de alto astral, de alegria. Você pode compartilhar uma receitinha de um chá que é bom para a gripe, ou dizer que vai rezar para que tudo melhore. Você pode até não dizer nada, só estender a mão e oferecer um ombro. Tudo isso é caridade.</p>
<p><strong> </strong></p>
<h4><strong>TRISTE FIM</strong></h4>
<p>Agora alguém pode me explicar por que as pessoas não resistem a contar casos terríveis de quem passou por problemas semelhantes aos seus? Um morreu, outro nunca mais saiu do hospital, um terceiro ficou tão endividado que nunca mais conseguiu sair da lama e tem ainda quem foi preso, foi largado sozinho ou qualquer outro fim que você puder imaginar e que não seja nada bom. Mesmo que seja verdade (aumentada, quase sempre), em que isso pode ajudar uma pessoa? Em nada, vamos admitir.</p>
<p>Não nos custa nada tentar adotar um outro estilo de vida, que inclui uma mudança de pensamento. Ajudar quem está do lado é mais simples do que imaginamos: basta uma palavra de carinho para que a pessoa se sinta melhor; uma palavra de incentivo para que um colega siga em frente nos seus projetos; uma palavra de consolo para que um amigo se sinta amparado em um momento difícil; uma palavra de reconhecimento para que um trabalho possa continuar a sendo bem feito; uma palavra de agradecimento quando somos presenteados (e nem precisa ser um bem material) e até mesmo uma palavra que não é dita, mas demonstrada com um gesto bacana.</p>
<h4>EDUCAÇÃO</h4>
<p>A falta de contato positivo entre as pessoas levou muita gente a esquecer as “palavrinhas mágicas”, aquelas que aprendemos dentro de casa quando crianças ou na escola e que valem por toda a vida. Eu garanto para vocês que um Bom Dia pode mudar o humor de alguém, como um Obrigado é a melhor maneira de agradecer. Desculpa, Por Favor, Com Licença, todas elas são palavras poderosas. Experimente usar.</p>
<p>Eu determino os meus hábitos diários pela maneira como sou tratada nos lugares. Vou a um mercado freqüentemente porque das primeiras vezes em que eu fiz pequenas compras lá, fui bem atendida. Os caixas eram simpáticos, educados, com alto astral. Passei a gostar e deixei um outro mercado de lado. Nas lojas, eu volto sempre quando sou bem recebida e já deixei de ir a alguns lugares nos quais eu não me senti bem porque faltou receptividade. Nenhuma profissão é mais importante do que outra, eu penso assim. Não há quem seja melhor ou pior, por isso todas as relações humanas devem ser baseadas no respeito até porque, acima da categoria profissional, somos todos seres humanos.</p>
<p>Não é difícil, acreditem. Quando tratamos bem as pessoas, também somos bem tratados. E para que vamos lembrar daquela história triste quando podemos lembrar de um final feliz para contar para alguém que passa por uma situação complicada? Problemas todos temos, basta saber como vamos reagir diante deles. Uma boa semana a todos!</p>
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		<title>Adoção evita sacrifício de animais</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2007/10/20/adocao-evita-sacrificio-de-animais/</link>
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		<pubDate>Sat, 20 Oct 2007 03:00:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – 2007]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 20 de outubro de 2007.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 20 de outubro de 2007.</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/adocao.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-317" title="Adoção evita sacrifício de animais" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/adocao-360x337.jpg" alt="" width="360" height="337" /></a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Parabéns, mestres!</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2007/10/17/parabens-mestres/</link>
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		<pubDate>Wed, 17 Oct 2007 03:00:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – Colunas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://fernandafranca.com.br/site/?p=399</guid>
		<description><![CDATA[17 de outubro de 2007

Entrei na escola aos quatro anos porque, quem diria, eu era tímida. E foi lá que aprendi não só a vencer a timidez em uma peça de teatro, como fiz amigos, descobri o gosto por algumas matérias e conheci professores que nunca mais sairão da minha memória. A “tia” Raquel, por exemplo, foi quem me ensinou a ler e a escrever, ainda tão cedo. Eu queria ler sozinha os gibis da Turma da Mônica que minha mãe lia para mim. E ali naquela sala de aula eu descobri as letras com um tabuleiro de madeira. Um novo mundo que se abriu.
Na última segunda-feira, dia 15 de outubro, comemoramos o Dia dos Professores. Eles, que muitas vezes esquecemos de quão importante foram para a nossa formação, merecem muito mais do que apenas um dia. Nós devemos respeito a esses profissionais. Hoje em dia é dito que os professores não são mais valorizados e eu concordo. Por que uma profissão tão importante para a formação de um ser humano é deixada de lado? E não adianta dizer que ganham bem, porque não ganham. Perto do que eles fazem para o país, é pouco.
É verdade que muitos profissionais se sentem tão desmotivados que perdem até o gosto por ensinar. O Governo não incentiva (mesmo que as propagandas digam o contrário), os pais não colaboram e os alunos acham que quem está ali, de pé na sala de aula, não merece respeito. Professores são agredidos fisicamente, ofendidos verbalmente e têm no seu ofício, algumas vezes, um motivo para o medo. E isso não se restringe às escolas públicas, não. Nas particulares, não faltam estudantes para lembrar que “se meu pai paga, você é meu funcionário”. E assim o professor, que ensina, passou para um plano bem abaixo do que deveria estar.
EM CASA
Eu tenho professores em casa e aprendi desde cedo como é a rotina de um mestre. Minha mãe é bióloga e foi a minha professora de ciências durante o “ginásio”. Ela não me ensinou só a matéria, mas a ser um ser humano de bem. As provas que preparava eram deixadas em cima da mesa da cozinha. “Se você quiser ver, pode ver, mas você não vai ter mérito nenhum pela sua nota. Você quer isso?”, ela me dizia. Eu nunca olhei uma linha sequer. E aprendi que cada ponto conquistado com suor (assim como na vida) tem mais sabor, porque é honesto.
Minha tia Marlene também é professora e dá aulas de teatro. Meu pai, apesar de não ser professor em escola e sim balconista, foi o meu grande mestre na matemática. Era com ele que eu tirava todas as dúvidas e até hoje isso acontece. E eu também fui professora. Comecei a lecionar inglês aos 16 anos e retomei a atividade durante alguns períodos da minha vida. Eu adoro ensinar.
Todos nós temos professores dentro de casa. É uma tia que ajuda na lição da escola, uma avó que lê histórias e ensina a fazer um bolo, um avô que mostra como fazer uma casinha para o animal de estimação, um irmão mais velho que ajuda com a redação. E os mestres que encontramos ao longo da vida completam a nossa formação.
 
PARABÉNS
Não sei se ter tido exemplos dentro de casa me mostrou o verdadeiro valor dessa profissão, mas sempre respeitei meus professores. Desde a “tia” Raquel, uma freira de cabelos brancos que foi a primeira a ver o meu amor pelas letras, até os últimos educadores que eu tive. Mesmo aquela professora brava e que eu não gostava na 8ª série, ela também teve o meu respeito. Outros, tiveram também minha admiração e o meu carinho.
Foi Edson, um professor da faculdade, que me incentivou a seguir no jornalismo impresso (embora eu tenha começado no rádio). E com ele fiz meus primeiros trabalhos como freelance e aprendi tanto que nunca me esquecerei. Hoje também tenho uma professora. Depois de anos de sonhos em aprender a tocar piano, eu decidi que era a hora de começar e há oito meses estudo o instrumento. A Cidinha, com seu talento e dedicação, me incentiva a cada aula. “Não há idade para aprender a tocar”, eu aprendi. E a música trouxe ainda mais alegria para a minha vida. Para a Cidinha, a “tia” Raquel, o mestre Edson, meus pais, minha tia Marlene e todos os professores desse país, os meus parabéns. Não só por um dia, mas por todos.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>17 de outubro de 2007</p>
<p><span id="more-399"></span></p>
<p>Entrei na escola aos quatro anos porque, quem diria, eu era tímida. E foi lá que aprendi não só a vencer a timidez em uma peça de teatro, como fiz amigos, descobri o gosto por algumas matérias e conheci professores que nunca mais sairão da minha memória. A “tia” Raquel, por exemplo, foi quem me ensinou a ler e a escrever, ainda tão cedo. Eu queria ler sozinha os gibis da Turma da Mônica que minha mãe lia para mim. E ali naquela sala de aula eu descobri as letras com um tabuleiro de madeira. Um novo mundo que se abriu.</p>
<p>Na última segunda-feira, dia 15 de outubro, comemoramos o Dia dos Professores. Eles, que muitas vezes esquecemos de quão importante foram para a nossa formação, merecem muito mais do que apenas um dia. Nós devemos respeito a esses profissionais. Hoje em dia é dito que os professores não são mais valorizados e eu concordo. Por que uma profissão tão importante para a formação de um ser humano é deixada de lado? E não adianta dizer que ganham bem, porque não ganham. Perto do que eles fazem para o país, é pouco.</p>
<p>É verdade que muitos profissionais se sentem tão desmotivados que perdem até o gosto por ensinar. O Governo não incentiva (mesmo que as propagandas digam o contrário), os pais não colaboram e os alunos acham que quem está ali, de pé na sala de aula, não merece respeito. Professores são agredidos fisicamente, ofendidos verbalmente e têm no seu ofício, algumas vezes, um motivo para o medo. E isso não se restringe às escolas públicas, não. Nas particulares, não faltam estudantes para lembrar que “se meu pai paga, você é meu funcionário”. E assim o professor, que ensina, passou para um plano bem abaixo do que deveria estar.</p>
<h4>EM CASA</h4>
<p>Eu tenho professores em casa e aprendi desde cedo como é a rotina de um mestre. Minha mãe é bióloga e foi a minha professora de ciências durante o “ginásio”. Ela não me ensinou só a matéria, mas a ser um ser humano de bem. As provas que preparava eram deixadas em cima da mesa da cozinha. “Se você quiser ver, pode ver, mas você não vai ter mérito nenhum pela sua nota. Você quer isso?”, ela me dizia. Eu nunca olhei uma linha sequer. E aprendi que cada ponto conquistado com suor (assim como na vida) tem mais sabor, porque é honesto.</p>
<p>Minha tia Marlene também é professora e dá aulas de teatro. Meu pai, apesar de não ser professor em escola e sim balconista, foi o meu grande mestre na matemática. Era com ele que eu tirava todas as dúvidas e até hoje isso acontece. E eu também fui professora. Comecei a lecionar inglês aos 16 anos e retomei a atividade durante alguns períodos da minha vida. Eu adoro ensinar.</p>
<p>Todos nós temos professores dentro de casa. É uma tia que ajuda na lição da escola, uma avó que lê histórias e ensina a fazer um bolo, um avô que mostra como fazer uma casinha para o animal de estimação, um irmão mais velho que ajuda com a redação. E os mestres que encontramos ao longo da vida completam a nossa formação.</p>
<p><strong> </strong></p>
<h4><strong>PARABÉNS</strong></h4>
<p>Não sei se ter tido exemplos dentro de casa me mostrou o verdadeiro valor dessa profissão, mas sempre respeitei meus professores. Desde a “tia” Raquel, uma freira de cabelos brancos que foi a primeira a ver o meu amor pelas letras, até os últimos educadores que eu tive. Mesmo aquela professora brava e que eu não gostava na 8ª série, ela também teve o meu respeito. Outros, tiveram também minha admiração e o meu carinho.</p>
<p>Foi Edson, um professor da faculdade, que me incentivou a seguir no jornalismo impresso (embora eu tenha começado no rádio). E com ele fiz meus primeiros trabalhos como freelance e aprendi tanto que nunca me esquecerei. Hoje também tenho uma professora. Depois de anos de sonhos em aprender a tocar piano, eu decidi que era a hora de começar e há oito meses estudo o instrumento. A Cidinha, com seu talento e dedicação, me incentiva a cada aula. “Não há idade para aprender a tocar”, eu aprendi. E a música trouxe ainda mais alegria para a minha vida. Para a Cidinha, a “tia” Raquel, o mestre Edson, meus pais, minha tia Marlene e todos os professores desse país, os meus parabéns. Não só por um dia, mas por todos.</p>
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		<title>Cotidiano: No trânsito</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2007/08/24/cotidiano-no-transito/</link>
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		<pubDate>Fri, 24 Aug 2007 03:00:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – 2007]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 24 de agosto de 2007.

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 24 de agosto de 2007.</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/transito06.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-300" title="Cotidiano: No trânsito" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/transito06-360x1847.jpg" alt="" width="360" height="1847" /></a></p>
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		<title>Medida poderia salvar 9 pessoas por dia</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2007/08/18/medida-poderia-salvar-9-pessoas-por-dia/</link>
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		<pubDate>Sat, 18 Aug 2007 03:00:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – 2007]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 18 de agosto de 2007.

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 18 de agosto de 2007.</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/transito03.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-297" title="Medida poderia salvar 9 pessoas por dia" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/transito03-360x470.jpg" alt="" width="360" height="470" /></a></p>
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		<title>Mais sobre animais</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2007/08/05/mais-sobre-animais/</link>
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		<pubDate>Sun, 05 Aug 2007 03:00:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – Colunas]]></category>

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		<description><![CDATA[5 de agosto de 2007

De novo? Eu não acredito que essa jornalista vai falar mais uma vez sobre animais! Só que quanto mais eu falo, mais encontro pessoas que me provam que a humanidade ainda precisa de séculos (ou milênios) para entender e respeitar a criação divina e mais me deparo com situações que me forçam a escrever sobre os animais. E se uma pessoa, apenas uma, se conscientizar com cada texto que eu escrever, eu já fico satisfeita.
Essa semana a minha mãe, que é professora, recolheu e adotou um gato que estava na escola. Durante vários dias ele morou lá, enquanto os alunos estavam em férias e os professores alimentavam o bichano, que passou até a afastar ratos e baratas da escola. Parecia, até aquele momento, que estavam todos satisfeitos. As aulas recomeçaram e minha mãe teve uma surpresa.
MORTO?
Em uma noite o inspetor de alunos a chamou e disse que ouviu uma turma de estudantes dizer que mataria o gato. Ela foi conferir e encontrou jovens ávidos pela morte de um ser inocente que não havia feito nada de mal para ninguém. Ao conversar com uma das responsáveis pela escola, ficou ainda mais surpresa. A mulher disse que queria realmente que os alunos “se livrassem daquele bicho nojento”. Sem reação, a minha mãe só pôde, com a ajuda do inspetor, tirar o animal do telhado e levá-lo para casa. Ela me disse que não abandonaria o animal sabendo que no dia seguinte ele poderia estar morto.
Há poucos dias, então, o gato ganhou o nome de Freddy. Já foi ao veterinário e assim ficamos sabendo que tem cerca de um ano e meio. Logo será castrado e receberá todos os cuidados, além do carinho que já ganhou, inclusive dos companheiros felinos. Minha mãe tem mais dois gatos, o Pretinho e o Elvis. Eu também tenho dois gatos adotados, a Polly e o Teddy.
GATOS
O que me leva a escrever mais uma vez sobre os animais, especificamente sobre os gatos, é tentar entender o que leva um jovem a querer matar um animal. Quem nunca teve um gato em casa não sabe, mas são animais extremamente carinhosos, inteligentes, companheiros e limpos. Para aqueles que moram em apartamento, o trabalho é nulo: basta colocar tela nas janelas e uma caixa de areia para que o animal não faça nenhuma sujeira no seu lar. Nas casas, são eles que mantêm qualquer tipo de animal peçonhento longe, além de serem amigos das crianças e companhia para os idosos.
O que leva um ser humano achar que é melhor do que um animal para matá-lo, pelo simples prazer de matar? Para mim, desculpem se eu sou radical, caros leitores, mas quem é capaz de matar um animal é capaz de muito mais. Os gatos ainda sofrem muito preconceito e como o próprio nome diz, é um conceito pré-determinado por aqueles que não conhecem os pequenos felinos. Compreendo que nem todos desejam ter um animal em casa, mas por que propagar a idéia de que os gatos são maus? De onde tiraram esse pensamento absurdo?
Digo isso porque sei que o preconceito começa dentro de casa. A mãe ou o pai fala que o animal é malvado (ou qualquer outra bobagem sem fundamento) e a criança cresce com o pensamento de que se eles são seres assim tão perversos, merecem morrer. Acontece, pais e mães, que nós combatemos tanto o preconceito que alimentar uma idéia como essas é um absurdo. Só podemos emitir uma opinião sobre algo que realmente conhecemos e se você nunca teve um gato em casa – tratado como merece, com boa alimentação, água, vacinas em dia, castração e muito carinho – você não pode dizer o que pensa sobre ele, porque não o conhece.
AMOR
Já resgatei 10 gatos da rua, que hoje moram com famílias que os amam. Muitas dessas pessoas que adotaram nunca tinham tido gato em casa. Uma amiga minha paulistana, que adotou uma linda gatinha guaçuana, contou que a mãe, que não gostava de jeito nenhum de gatos, hoje é apaixonada pela Izzie. Minha cunhada, que cresceu no meio do preconceito com os gatos, disse que a Sophie é uma companheirona e tanto, como ela nunca imaginou que pudesse ter. Qualquer animal quando bem tratado retribui aquilo o que recebe: amor.
Antes de fazer mal a algum animal, pense que ele é uma criatura de Deus. Depois considere a possibilidade de ganhar um amigo para a vida toda e quem sabe você o leve para casa. Adotar é uma atitude que merece palmas. E depois que der o primeiro passo e tiver um animal em casa, vai perceber que quem mais ganha nessa relação é você.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>5 de agosto de 2007</p>
<p><span id="more-401"></span></p>
<p>De novo? Eu não acredito que essa jornalista vai falar mais uma vez sobre animais! Só que quanto mais eu falo, mais encontro pessoas que me provam que a humanidade ainda precisa de séculos (ou milênios) para entender e respeitar a criação divina e mais me deparo com situações que me forçam a escrever sobre os animais. E se uma pessoa, apenas uma, se conscientizar com cada texto que eu escrever, eu já fico satisfeita.</p>
<p>Essa semana a minha mãe, que é professora, recolheu e adotou um gato que estava na escola. Durante vários dias ele morou lá, enquanto os alunos estavam em férias e os professores alimentavam o bichano, que passou até a afastar ratos e baratas da escola. Parecia, até aquele momento, que estavam todos satisfeitos. As aulas recomeçaram e minha mãe teve uma surpresa.</p>
<h4>MORTO?</h4>
<p>Em uma noite o inspetor de alunos a chamou e disse que ouviu uma turma de estudantes dizer que mataria o gato. Ela foi conferir e encontrou jovens ávidos pela morte de um ser inocente que não havia feito nada de mal para ninguém. Ao conversar com uma das responsáveis pela escola, ficou ainda mais surpresa. A mulher disse que queria realmente que os alunos “se livrassem daquele bicho nojento”. Sem reação, a minha mãe só pôde, com a ajuda do inspetor, tirar o animal do telhado e levá-lo para casa. Ela me disse que não abandonaria o animal sabendo que no dia seguinte ele poderia estar morto.</p>
<p>Há poucos dias, então, o gato ganhou o nome de Freddy. Já foi ao veterinário e assim ficamos sabendo que tem cerca de um ano e meio. Logo será castrado e receberá todos os cuidados, além do carinho que já ganhou, inclusive dos companheiros felinos. Minha mãe tem mais dois gatos, o Pretinho e o Elvis. Eu também tenho dois gatos adotados, a Polly e o Teddy.</p>
<h4>GATOS</h4>
<p>O que me leva a escrever mais uma vez sobre os animais, especificamente sobre os gatos, é tentar entender o que leva um jovem a querer matar um animal. Quem nunca teve um gato em casa não sabe, mas são animais extremamente carinhosos, inteligentes, companheiros e limpos. Para aqueles que moram em apartamento, o trabalho é nulo: basta colocar tela nas janelas e uma caixa de areia para que o animal não faça nenhuma sujeira no seu lar. Nas casas, são eles que mantêm qualquer tipo de animal peçonhento longe, além de serem amigos das crianças e companhia para os idosos.</p>
<p>O que leva um ser humano achar que é melhor do que um animal para matá-lo, pelo simples prazer de matar? Para mim, desculpem se eu sou radical, caros leitores, mas quem é capaz de matar um animal é capaz de muito mais. Os gatos ainda sofrem muito preconceito e como o próprio nome diz, é um conceito pré-determinado por aqueles que não conhecem os pequenos felinos. Compreendo que nem todos desejam ter um animal em casa, mas por que propagar a idéia de que os gatos são maus? De onde tiraram esse pensamento absurdo?</p>
<p>Digo isso porque sei que o preconceito começa dentro de casa. A mãe ou o pai fala que o animal é malvado (ou qualquer outra bobagem sem fundamento) e a criança cresce com o pensamento de que se eles são seres assim tão perversos, merecem morrer. Acontece, pais e mães, que nós combatemos tanto o preconceito que alimentar uma idéia como essas é um absurdo. Só podemos emitir uma opinião sobre algo que realmente conhecemos e se você nunca teve um gato em casa – tratado como merece, com boa alimentação, água, vacinas em dia, castração e muito carinho – você não pode dizer o que pensa sobre ele, porque não o conhece.</p>
<h4>AMOR</h4>
<p>Já resgatei 10 gatos da rua, que hoje moram com famílias que os amam. Muitas dessas pessoas que adotaram nunca tinham tido gato em casa. Uma amiga minha paulistana, que adotou uma linda gatinha guaçuana, contou que a mãe, que não gostava de jeito nenhum de gatos, hoje é apaixonada pela Izzie. Minha cunhada, que cresceu no meio do preconceito com os gatos, disse que a Sophie é uma companheirona e tanto, como ela nunca imaginou que pudesse ter. Qualquer animal quando bem tratado retribui aquilo o que recebe: amor.</p>
<p>Antes de fazer mal a algum animal, pense que ele é uma criatura de Deus. Depois considere a possibilidade de ganhar um amigo para a vida toda e quem sabe você o leve para casa. Adotar é uma atitude que merece palmas. E depois que der o primeiro passo e tiver um animal em casa, vai perceber que quem mais ganha nessa relação é você.</p>
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		<title>Circo: Uma vida diferente, porém bela</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2007/08/04/circo-uma-vida-diferente-porem-bela/</link>
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		<pubDate>Sat, 04 Aug 2007 03:00:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – 2007]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 4 de agosto de 2007.</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/circo.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-320" title="Circo: Uma vida diferente, porém bela" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/circo-360x635.jpg" alt="" width="360" height="635" /></a></p>
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		<title>CTB: Inovações e mudanças nesses 10 anos</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2007/07/28/ctb-inovacoes-e-mudancas-nesses-10-anos/</link>
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		<pubDate>Sat, 28 Jul 2007 03:00:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – 2007]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 28 de julho de 2007.</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/transito02.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-292" title="CTB: Inovações e mudanças nesses 10 anos " src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/transito02-360x661.jpg" alt="" width="360" height="661" /></a></p>
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		<title>Gosto pela leitura</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2007/07/25/gosto-pela-leitura/</link>
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		<pubDate>Wed, 25 Jul 2007 03:00:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – Colunas]]></category>

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		<description><![CDATA[25 de julho de 2007

Já é possível encontrar na internet resumos do último volume das aventuras do bruxinho Harry Potter. O sétimo livro da saga, “Harry Potter e as relíquias da morte”, foi lançado no último sábado em todo o mundo, com mais de dois milhões de reservas feitas em diversas livrarias. No Brasil, a versão em português está prevista para ser lançada em 10 de novembro. Os seis volumes anteriores da série venderam 325 milhões de cópias em 64 idiomas e hoje a autora J. K. Rowling é uma das mulheres mais ricas do mundo.
Paralelamente ao lançamento do livro, aconteceu o lançamento do quinto filme, baseado no livro “Harry Potter e a Ordem da Fênix”, com o jovem ator britânico Daniel Radcliffe no papel principal. Somente no Brasil mais de 1,5 milhão de espectadores lotaram as salas de cinema apenas nos primeiros cinco dias de exibição. Harry Potter é, afinal, um fenômeno.
PRAZER EM LER
“Eu não acredito que você lê Harry Potter”, foi a frase do meu cunhado em uma conversa. Leio, sim, caro leitor. Li todos os livros, assisti a todos os filmes e não irei esperar o livro em português (embora tenha certeza que irei comprá-lo depois) porque estou curiosa como todos os fãs da série. Leio, recomendo e não tenho a menor vergonha de guardar os livros entre tantas obras de literatura famosas da minha estante. Toda leitura tem seu valor e foi isso o que tentei explicar para o meu cunhado.
Comecei a acompanhar a série infanto-juvenil logo no início, quando um ex-colega de trabalho contou que leu o primeiro livro e gostou. Para ir contra, resolvi ler o livro – afinal, não dá para dizer que o livro é ruim ser ler. Para o meu espanto, eu gostei. Gostei tanto que não perdi mais nenhum e ainda emprestei meus exemplares para outras pessoas acompanharem a história.
O que eu aprendi é que a leitura como entretenimento deveria ser explorada entre as crianças e os jovens. Não existe livro ruim, porque toda leitura pode ser o ponto de partida para outras obras. Você pode começar com um livro simples, mas se interessar por ler e buscar cada vez mais obras. Os jovens descobriram em Harry Potter o prazer pela leitura e J. K. Rowling tem um grande mérito nisso. Primeiro porque seus livros são realmente bem escritos, com muita aventura e mistério. E depois pelo fato de ter seduzido diversos leitores que cresceram com o bruxinho inglês, mas que devem ter buscado mais livros depois que conheceram as histórias que se passam na escola de magia Hogwarts.
INCENTIVO
A leitura não pode começar pesada para os pequenos. Se for assim, não haverá prazer e facilmente a criança dirá “é chato ler”. Quando conhece um livro interessante e que motiva a descobrir mais sobre a história, a criança vai descobrir que ler é gostoso, que o livro é um grande companheiro e que universos se desvendam por meio das palavras. Não há nada como ler. Nenhuma outra arte se compara às inúmeras possibilidades que a leitura proporciona, mas para descobrir isso, é preciso ter o incentivo de livros que interessem ao pequeno leitor.
Tudo pode começar com gibis, por exemplo. Até hoje eu adoro ler a Turma da Mônica, sou fã do Cebolinha e me identifico com a Magali. O colorido das revistinhas em quadrinhos me despertou para a leitura cedo. Os pequenos podem ser estimulados pela história lida, quando ainda não lêem. Uma leitura antes de dormir é um hábito saudável, que entretém e que pode despertar na criança um gosto pelos livros.
O único fato que me chama a atenção na leitura para os menores é que como somos nós quem escolhemos os títulos, devemos observar sobre o que trata a história. Já vi livros que falam abertamente sobre o preconceito – afinal, por que o cachorro bonito pode ter uma casa melhor e o cachorro feio não recebe atenção? – e que me deixaram assustada. É nessa fase que a criança aprende os conceitos que vai levar para a vida e um livro com assuntos positivos ajuda nessa tarefa.
Falei sobre Harry Potter, mas há muitos outros títulos bons à disposição dos jovens. Não podemos ter preconceito com os livros porque por mais simples que eles sejam, podem ser como degraus para o interesse do leitor. Quem lê e gosta, sempre procura mais. E é aí que se forma um cidadão consciente. A leitura diverte, mas também informa e ensina a escrever. O meu cunhado pode não ter entendido o motivo de eu ser fã do bruxo mais famoso da atualidade, mas ficou sabendo que eu não sou contra nenhum livro. Sou é a favor da leitura, sempre.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>25 de julho de 2007</p>
<p><span id="more-403"></span></p>
<p>Já é possível encontrar na internet resumos do último volume das aventuras do bruxinho Harry Potter. O sétimo livro da saga, “Harry Potter e as relíquias da morte”, foi lançado no último sábado em todo o mundo, com mais de dois milhões de reservas feitas em diversas livrarias. No Brasil, a versão em português está prevista para ser lançada em 10 de novembro. Os seis volumes anteriores da série venderam 325 milhões de cópias em 64 idiomas e hoje a autora J. K. Rowling é uma das mulheres mais ricas do mundo.</p>
<p>Paralelamente ao lançamento do livro, aconteceu o lançamento do quinto filme, baseado no livro “Harry Potter e a Ordem da Fênix”, com o jovem ator britânico Daniel Radcliffe no papel principal. Somente no Brasil mais de 1,5 milhão de espectadores lotaram as salas de cinema apenas nos primeiros cinco dias de exibição. Harry Potter é, afinal, um fenômeno.</p>
<h4>PRAZER EM LER</h4>
<p>“Eu não acredito que você lê Harry Potter”, foi a frase do meu cunhado em uma conversa. Leio, sim, caro leitor. Li todos os livros, assisti a todos os filmes e não irei esperar o livro em português (embora tenha certeza que irei comprá-lo depois) porque estou curiosa como todos os fãs da série. Leio, recomendo e não tenho a menor vergonha de guardar os livros entre tantas obras de literatura famosas da minha estante. Toda leitura tem seu valor e foi isso o que tentei explicar para o meu cunhado.</p>
<p>Comecei a acompanhar a série infanto-juvenil logo no início, quando um ex-colega de trabalho contou que leu o primeiro livro e gostou. Para ir contra, resolvi ler o livro – afinal, não dá para dizer que o livro é ruim ser ler. Para o meu espanto, eu gostei. Gostei tanto que não perdi mais nenhum e ainda emprestei meus exemplares para outras pessoas acompanharem a história.</p>
<p>O que eu aprendi é que a leitura como entretenimento deveria ser explorada entre as crianças e os jovens. Não existe livro ruim, porque toda leitura pode ser o ponto de partida para outras obras. Você pode começar com um livro simples, mas se interessar por ler e buscar cada vez mais obras. Os jovens descobriram em Harry Potter o prazer pela leitura e J. K. Rowling tem um grande mérito nisso. Primeiro porque seus livros são realmente bem escritos, com muita aventura e mistério. E depois pelo fato de ter seduzido diversos leitores que cresceram com o bruxinho inglês, mas que devem ter buscado mais livros depois que conheceram as histórias que se passam na escola de magia Hogwarts.</p>
<h4>INCENTIVO</h4>
<p>A leitura não pode começar pesada para os pequenos. Se for assim, não haverá prazer e facilmente a criança dirá “é chato ler”. Quando conhece um livro interessante e que motiva a descobrir mais sobre a história, a criança vai descobrir que ler é gostoso, que o livro é um grande companheiro e que universos se desvendam por meio das palavras. Não há nada como ler. Nenhuma outra arte se compara às inúmeras possibilidades que a leitura proporciona, mas para descobrir isso, é preciso ter o incentivo de livros que interessem ao pequeno leitor.</p>
<p>Tudo pode começar com gibis, por exemplo. Até hoje eu adoro ler a Turma da Mônica, sou fã do Cebolinha e me identifico com a Magali. O colorido das revistinhas em quadrinhos me despertou para a leitura cedo. Os pequenos podem ser estimulados pela história lida, quando ainda não lêem. Uma leitura antes de dormir é um hábito saudável, que entretém e que pode despertar na criança um gosto pelos livros.</p>
<p>O único fato que me chama a atenção na leitura para os menores é que como somos nós quem escolhemos os títulos, devemos observar sobre o que trata a história. Já vi livros que falam abertamente sobre o preconceito – afinal, por que o cachorro bonito pode ter uma casa melhor e o cachorro feio não recebe atenção? – e que me deixaram assustada. É nessa fase que a criança aprende os conceitos que vai levar para a vida e um livro com assuntos positivos ajuda nessa tarefa.</p>
<p>Falei sobre Harry Potter, mas há muitos outros títulos bons à disposição dos jovens. Não podemos ter preconceito com os livros porque por mais simples que eles sejam, podem ser como degraus para o interesse do leitor. Quem lê e gosta, sempre procura mais. E é aí que se forma um cidadão consciente. A leitura diverte, mas também informa e ensina a escrever. O meu cunhado pode não ter entendido o motivo de eu ser fã do bruxo mais famoso da atualidade, mas ficou sabendo que eu não sou contra nenhum livro. Sou é a favor da leitura, sempre.</p>
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		<title>Mais uma tragédia</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2007/07/18/mais-uma-tragedia/</link>
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		<pubDate>Wed, 18 Jul 2007 03:00:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – Colunas]]></category>

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		<description><![CDATA[18 de julho de 2007

Estava escrevendo outro texto para esta coluna, que deixarei para depois, porque é alegre e fala de um tema que eu adoro. Não consigo sequer terminar o que comecei a escrever porque, como muitos brasileiros, acompanho as notícias e as imagens da tragédia que aconteceu na noite da terça-feira, quando um avião da TAM derrapou na pista do Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, atravessou a avenida Washington Luís e bateu em um prédio de carga da companhia aérea. O final da história contabiliza cerca de 186 vítimas que estavam a bordo do vôo JJ3054, de acordo com a empresa, além das pessoas que se encontravam no solo.
A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) informou que o Comando da Aeronáutica iniciou as investigações do acidente que envolve o avião que partiu de Porto Alegre para São Paulo. O grande problema é que, além do caos aéreo que o Brasil enfrenta, o Aeroporto de Congonhas está com inúmeras questões para serem resolvidas. Será que só vão perceber isso agora, depois da morte de tantas pessoas?
SATURADO
Congonhas está no meio da cidade. Se quando foi construído, na década de 50, não havia nada e a cidade cresceu, ele deveria mudar. Há menos de um mês passou por uma reforma, mas nem todas as medidas necessárias foram tomadas. Sou paulistana, vivi a maior parte da minha vida naquela cidade, já estive naquele aeroporto e na minha opinião, uma medida maior deveria ser tomada. Grandes aviões não deveriam decolar e pousar em Congonhas. Ali não é mais o lugar de grandes aeronaves, no meio da cidade, com riscos para a população. Já estava na hora de perceberem que o aeroporto está saturado, já que é o aeroporto mais movimentado do país.
PROVIDÊNCIAS
Somente as investigações poderão dizer até qual ponto a pista molhada e a falta de obras dificultou as manobras do piloto e o que ele poderia ter feito, mas isso não muda o fato de que o aeroporto precisa de atenção há anos, de que outras aeronaves já tiveram problemas na mesma pista, de que aviões já derraparam e de que uma tragédia era iminente. Aconteceu e só agora vão tomar providências? Quanto tempo vai demorar para que outro acidente aconteça até que providências sérias e definitivas sejam tomadas?
A cena que mais me deixou emocionada foi assistir ao momento que os familiares das vítimas receberam a lista dos passageiros que estavam no Airbus A 320. Eu não consigo me manter apática diante de situações assim e não consigo imaginar que há pessoas que podem achar isso normal. Por que se há menos de 10 meses acontecia um acidente com uma aeronave da Gol, que não é mais o maior acidente da aviação brasileira por causa do que aconteceu na última terça-feira, quanto tempo irá demorar para que outra tragédia aconteça? Não precisaríamos ter essa resposta se a situação fosse resolvida antes.
MEDO
Há ainda a possibilidade de ter sido uma infeliz coincidência. Pode ter havido problema na aeronave, nos equipamentos de controle de vôo, ter sido falha do piloto e outras especulações que só serão desvendadas após as investigações. O fato é que não é possível continuar assim. Nunca tive medo de avião (muito pelo contrário, eu sempre gostei muito), mas agora eu devo confessar que estou com medo. Não de voar, mas do que pode acontecer quando estiver dentro de um avião. Não há nada que possa mudar a tristeza de tantas famílias e amigos. E que do luto de um país possa resultar uma solução para o povo. 
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			<content:encoded><![CDATA[<p>18 de julho de 2007</p>
<p><span id="more-405"></span></p>
<p>Estava escrevendo outro texto para esta coluna, que deixarei para depois, porque é alegre e fala de um tema que eu adoro. Não consigo sequer terminar o que comecei a escrever porque, como muitos brasileiros, acompanho as notícias e as imagens da tragédia que aconteceu na noite da terça-feira, quando um avião da TAM derrapou na pista do Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, atravessou a avenida Washington Luís e bateu em um prédio de carga da companhia aérea. O final da história contabiliza cerca de 186 vítimas que estavam a bordo do vôo JJ3054, de acordo com a empresa, além das pessoas que se encontravam no solo.</p>
<p>A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) informou que o Comando da Aeronáutica iniciou as investigações do acidente que envolve o avião que partiu de Porto Alegre para São Paulo. O grande problema é que, além do caos aéreo que o Brasil enfrenta, o Aeroporto de Congonhas está com inúmeras questões para serem resolvidas. Será que só vão perceber isso agora, depois da morte de tantas pessoas?</p>
<h4><strong>SATURADO</strong></h4>
<p>Congonhas está no meio da cidade. Se quando foi construído, na década de 50, não havia nada e a cidade cresceu, ele deveria mudar. Há menos de um mês passou por uma reforma, mas nem todas as medidas necessárias foram tomadas. Sou paulistana, vivi a maior parte da minha vida naquela cidade, já estive naquele aeroporto e na minha opinião, uma medida maior deveria ser tomada. Grandes aviões não deveriam decolar e pousar em Congonhas. Ali não é mais o lugar de grandes aeronaves, no meio da cidade, com riscos para a população. Já estava na hora de perceberem que o aeroporto está saturado, já que é o aeroporto mais movimentado do país.</p>
<h4><strong>PROVIDÊNCIAS</strong></h4>
<p>Somente as investigações poderão dizer até qual ponto a pista molhada e a falta de obras dificultou as manobras do piloto e o que ele poderia ter feito, mas isso não muda o fato de que o aeroporto precisa de atenção há anos, de que outras aeronaves já tiveram problemas na mesma pista, de que aviões já derraparam e de que uma tragédia era iminente. Aconteceu e só agora vão tomar providências? Quanto tempo vai demorar para que outro acidente aconteça até que providências sérias e definitivas sejam tomadas?</p>
<p>A cena que mais me deixou emocionada foi assistir ao momento que os familiares das vítimas receberam a lista dos passageiros que estavam no Airbus A 320. Eu não consigo me manter apática diante de situações assim e não consigo imaginar que há pessoas que podem achar isso normal. Por que se há menos de 10 meses acontecia um acidente com uma aeronave da Gol, que não é mais o maior acidente da aviação brasileira por causa do que aconteceu na última terça-feira, quanto tempo irá demorar para que outra tragédia aconteça? Não precisaríamos ter essa resposta se a situação fosse resolvida antes.</p>
<h4><strong>MEDO</strong></h4>
<p>Há ainda a possibilidade de ter sido uma infeliz coincidência. Pode ter havido problema na aeronave, nos equipamentos de controle de vôo, ter sido falha do piloto e outras especulações que só serão desvendadas após as investigações. O fato é que não é possível continuar assim. Nunca tive medo de avião (muito pelo contrário, eu sempre gostei muito), mas agora eu devo confessar que estou com medo. Não de voar, mas do que pode acontecer quando estiver dentro de um avião. Não há nada que possa mudar a tristeza de tantas famílias e amigos. E que do luto de um país possa resultar uma solução para o povo.<em> </em></p>
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		<title>Crime avança nas ruas da região central</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Jul 2007 03:00:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – 2007]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 7 de julho de 2007.

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 7 de julho de 2007.</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/Fernanda_03_crime.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-323" title="Fernanda_03_crime" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/Fernanda_03_crime-360x652.jpg" alt="" width="360" height="652" /></a></p>
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		<title>Dilema moderno</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2007/07/04/dilema-moderno/</link>
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		<pubDate>Wed, 04 Jul 2007 03:00:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – Colunas]]></category>

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		<description><![CDATA[04 de julho de 2007

Lado a lado, as vizinhas vivem mundos diferentes e ao mesmo tempo tão próximos. A primeira tem um filho de três anos, que gosta de brincar com os amigos, está aprendendo a reconhecer as letras, é um menino carinhoso e inteligente e vai à escola. A segunda tem um filho de oito anos, que sabe ler e escrever, também adora estar com os amigos, é uma criança esperta e afetuosa e vai à escola. A diferença está em um detalhe: a primeira mãe trabalha fora e a segunda não.
A que trabalha fora de casa possui dois pensamentos sobre a sua situação: às vezes se sente grata e orgulhosa por ter conseguido manter o emprego mesmo depois do nascimento do filho e em outros momentos se culpa por passar tantas horas fora de casa e longe do seu bebê. Aquela que fica em casa oscila entre a felicidade de ver o filho crescendo e acompanhar todos os seus passos e a tristeza de ver a carreira que escolheu parada, embora saiba que trabalha muito dentro de casa, todos os dias. O grande dilema da mulher moderna é justamente este: tive um filho, e agora, o que eu faço da minha vida profissional?
EM CASA
Não existe uma resposta pronta e nem o certo ou errado. O que existem são possibilidades e quem deve escolhê-las é a mulher. O foco deve ser a felicidade de ambos. Do filho, que passa a ser o mais importante do mundo dessa mãe, mas também da própria mulher, que não deve esquecer que possui seus próprios desejos. E como não há receita para a felicidade, não deve haver regras para alcançá-la.
A mãe que opta por ficar em casa não precisa se sentir menos importante por isso. Não é demérito nenhum escolher esse caminho, desde que ele traga bem-estar também à mãe. Isso porque é comum estar em casa e pensar “sou infeliz, não presto para nada, o que estou fazendo da minha vida?”. Neste caso, é hora de parar para refletir se um trabalho, mesmo que esporádico, não seria bom para a mulher e para o filho – que veria a mãe mais feliz. Se, pelo contrário, estar em casa e ser mãe integralmente é uma escolha, que mal há nisso?
Uma amiga querida me disse recentemente que está “trabalhando em um projeto” há anos. Ela falava do filho pequeno, um garoto lindo e adorável, que tem a sorte grande de ter uma mãe atenciosa e participativa e que decidiu abrir mão da sua carreira para entrar de cabeça na carreira de ser mãe.
FORA DE CASA
Trabalhar fora também não é sinônimo de mãe ausente. Estar presente vai muito além do contato físico. A mãe que está fora, porque precisa ou porque quer, não precisa se sentir menos mãe: ela é uma guerreira porque une o profissional com o afetivo. Não é fácil escolher trabalhar fora, porque o trabalho dentro de casa continua existindo e as cobranças também. Mas quem pode julgar uma família que escolheu ser feliz? É possível, sim, administrar a carreira e ter satisfação profissional com a criação de filhos e sem prejuízo dessa relação mãe-filho.
O exemplo de mulher que trabalha fora eu tive dentro da minha própria casa, com a minha mãe Margareth. Desde pequenos eu e meu irmão ficávamos ora com meu pai e ora com minha avó. Minha mãe é professora e trabalhava nos três períodos para ajudar o meu pai Osvaldo na casa. Os dois sempre foram muito trabalhadores e mesmo quando fora de casa, nunca os senti ausentes.
LÁ EM CASA
Quando éramos crianças, íamos à escola pela manhã no mesmo local em que a mãe dava aulas. À tarde ela se dividia entre as aulas e as nossas atividades e quando era necessário, eu e Flávio, o caçula, passávamos horas boas ao lado da vó. À noite ela ficava conosco, mas quando precisava ir para a escola, era o papai quem tomava conta dos dois. Mesmo com tantos horários, eu me lembro de aprender ciências com a mãe, matemática com o pai e dos pastéis aos sábados à noite. Hoje eu vejo nos pais que trabalhavam fora um grande exemplo.
Não há certo ou errado. A vida moderna impõe, principalmente às mulheres, escolhas como “vida profissional ou vida pessoal”. Não precisam ser feitas porque podem ser conciliadas. Mas podem acontecer se a mulher optar – ela pode ser só mãe, só profissional (sem filhos) e as duas coisas, se desejar. O que é certo é procurar o que faz bem e para isso não existe receita.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>04 de julho de 2007</p>
<p><span id="more-407"></span></p>
<p>Lado a lado, as vizinhas vivem mundos diferentes e ao mesmo tempo tão próximos. A primeira tem um filho de três anos, que gosta de brincar com os amigos, está aprendendo a reconhecer as letras, é um menino carinhoso e inteligente e vai à escola. A segunda tem um filho de oito anos, que sabe ler e escrever, também adora estar com os amigos, é uma criança esperta e afetuosa e vai à escola. A diferença está em um detalhe: a primeira mãe trabalha fora e a segunda não.</p>
<p>A que trabalha fora de casa possui dois pensamentos sobre a sua situação: às vezes se sente grata e orgulhosa por ter conseguido manter o emprego mesmo depois do nascimento do filho e em outros momentos se culpa por passar tantas horas fora de casa e longe do seu bebê. Aquela que fica em casa oscila entre a felicidade de ver o filho crescendo e acompanhar todos os seus passos e a tristeza de ver a carreira que escolheu parada, embora saiba que trabalha muito dentro de casa, todos os dias. O grande dilema da mulher moderna é justamente este: tive um filho, e agora, o que eu faço da minha vida profissional?</p>
<h4>EM CASA</h4>
<p>Não existe uma resposta pronta e nem o certo ou errado. O que existem são possibilidades e quem deve escolhê-las é a mulher. O foco deve ser a felicidade de ambos. Do filho, que passa a ser o mais importante do mundo dessa mãe, mas também da própria mulher, que não deve esquecer que possui seus próprios desejos. E como não há receita para a felicidade, não deve haver regras para alcançá-la.</p>
<p>A mãe que opta por ficar em casa não precisa se sentir menos importante por isso. Não é demérito nenhum escolher esse caminho, desde que ele traga bem-estar também à mãe. Isso porque é comum estar em casa e pensar “sou infeliz, não presto para nada, o que estou fazendo da minha vida?”. Neste caso, é hora de parar para refletir se um trabalho, mesmo que esporádico, não seria bom para a mulher e para o filho – que veria a mãe mais feliz. Se, pelo contrário, estar em casa e ser mãe integralmente é uma escolha, que mal há nisso?</p>
<p>Uma amiga querida me disse recentemente que está “trabalhando em um projeto” há anos. Ela falava do filho pequeno, um garoto lindo e adorável, que tem a sorte grande de ter uma mãe atenciosa e participativa e que decidiu abrir mão da sua carreira para entrar de cabeça na carreira de ser mãe.</p>
<h4>FORA DE CASA</h4>
<p>Trabalhar fora também não é sinônimo de mãe ausente. Estar presente vai muito além do contato físico. A mãe que está fora, porque precisa ou porque quer, não precisa se sentir menos mãe: ela é uma guerreira porque une o profissional com o afetivo. Não é fácil escolher trabalhar fora, porque o trabalho dentro de casa continua existindo e as cobranças também. Mas quem pode julgar uma família que escolheu ser feliz? É possível, sim, administrar a carreira e ter satisfação profissional com a criação de filhos e sem prejuízo dessa relação mãe-filho.</p>
<p>O exemplo de mulher que trabalha fora eu tive dentro da minha própria casa, com a minha mãe Margareth. Desde pequenos eu e meu irmão ficávamos ora com meu pai e ora com minha avó. Minha mãe é professora e trabalhava nos três períodos para ajudar o meu pai Osvaldo na casa. Os dois sempre foram muito trabalhadores e mesmo quando fora de casa, nunca os senti ausentes.</p>
<h4>LÁ EM CASA</h4>
<p>Quando éramos crianças, íamos à escola pela manhã no mesmo local em que a mãe dava aulas. À tarde ela se dividia entre as aulas e as nossas atividades e quando era necessário, eu e Flávio, o caçula, passávamos horas boas ao lado da vó. À noite ela ficava conosco, mas quando precisava ir para a escola, era o papai quem tomava conta dos dois. Mesmo com tantos horários, eu me lembro de aprender ciências com a mãe, matemática com o pai e dos pastéis aos sábados à noite. Hoje eu vejo nos pais que trabalhavam fora um grande exemplo.</p>
<p>Não há certo ou errado. A vida moderna impõe, principalmente às mulheres, escolhas como “vida profissional ou vida pessoal”. Não precisam ser feitas porque podem ser conciliadas. Mas podem acontecer se a mulher optar – ela pode ser só mãe, só profissional (sem filhos) e as duas coisas, se desejar. O que é certo é procurar o que faz bem e para isso não existe receita.</p>
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		<title>&#8220;Aldeotas&#8221; revela o talento de Camilo e Ciocler</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Jun 2007 03:00:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – Cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 30 de junho de 2007.

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 30 de junho de 2007.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-495" href="http://fernandafranca.com.br/2007/06/30/aldeotas-revela-o-talento-de-camilo-e-ciocler/fernanda_04_theatre/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-495" title="Fernanda_04_theatre" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2007/06/Fernanda_04_theatre-360x354.jpg" alt="" width="360" height="354" /></a></p>
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		<title>Violência gratuita</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2007/06/29/violencia-gratuita/</link>
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		<pubDate>Fri, 29 Jun 2007 03:00:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – Colunas]]></category>

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		<description><![CDATA[29 de junho de 2007

O que leva uma pessoa a agredir a outra sem motivo? As notícias no país não são animadoras, porque mostram histórias em que o desrespeito pode levar um inocente à morte. Foi o caso do aposentado José Sérgio Barbosa Fontes, de 56 anos, que foi agredido na fila de um caixa eletrônico e sofreu traumatismo craniano. Na segunda-feira foi constatada a morte do diácono da igreja católica.
O aposentado recebeu um soco quando tentava impedir que um homem furasse a fila em um banco em Salvador, na Bahia. O nome do perito-técnico do IML (Instituto de Medicina Legal) que o agrediu não foi divulgado. Tudo começou errado. O homem tentou furar uma fila, o que já é um tremendo desrespeito. Quando confrontado, ainda agrediu o aposentado e um homem inocente acabou morto.
Mesmo que o agressor estivesse certo na fila, nada justificaria agredir um outro cidadão. Apesar de toda a dor da família, foi autorizada a doação dos órgãos do diácono. Um ato de amor no meio de tanta crueldade. Mas afinal, o que leva um homem a matar o outro por nada?
JOVENS
Outra agressão muito comentada na semana foi a que aconteceu com a empregada doméstica Sirlei Dias Carvalho Pinto, de 32 anos, que foi atacada por cinco jovens de classe média no Rio de Janeiro. Ela estava em um ponto de ônibus no último sábado quando os rapazes desceram de um carro, roubaram a sua bolsa e a atacaram com socos e pontapés. No final, alegaram que pensavam se tratar de uma prostituta.
Mas afinal, que diferença faria se Sirlei fosse uma prostituta? Ela poderia ser quem quisesse e esses jovens continuaram absolutamente errados de terem agredido a mulher. Será que eles acharam que agredir alguém era diversão? Quem, em sã consciência, pode achar divertido agredir uma pessoa?
E na última terça-feira um menino de sete anos viu os pais serem assassinados a tiros dentro do carro em um bairro nobre da capital paulista. Como a criança parece ter bloqueado a cena de sua memória e não fala sobre o assunto, a hipótese é que tenha acontecido uma tentativa de assalto. Não deu certo e os assaltantes atiraram, a sangue frio, em dois seres humanos? Pode ser, simples assim.
EDUCAÇÃO
Existe um item básico de convivência em sociedade que as pessoas parecem esquecer: o respeito ao próximo. E, claro, com isso, a violência aflora. A violência é, inclusive, proveniente de diversos outros fatores e eu atribuo a falta de educação como um dos principais. Sem educação, a família permanece desestruturada e o mundo do crime parece uma solução. Mas resolver esse problema não é fácil e nem acontece de uma hora para a outra. O desanimador é quando vemos que parece que nada está sendo feito para mudar a triste realidade das ruas. Grandes ou pequenas, hoje em dia nenhuma cidade escapa da violência.
FAMÍLIA
E permitam-me arriscar um palpite, mas eu creio que falta um pouco de fé nas pessoas. Falta Deus dentro das casas. Uma família não precisa ter dinheiro e nem bens materiais para criar um filho com dignidade e honestidade. Quando existe um ensinamento religioso, quando o indivíduo compreende que o universo é muito maior do que seu umbigo, quando a família passa os ensinamentos do bem, do trabalho, do estudo e da caridade, não há possibilidade desse jovem ir para o mundo da criminalidade.
A violência gratuita acontece por diversas razões. A base está sendo afetada e por isso as gerações futuras desses homens não têm o que esperar de bom. Violência não leva a nada, mas as crianças e adolescentes só vão compreender isso quando tiverem os exemplos bons dentro de suas casas. É assim que começa: um pouco, para mudar um todo.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>29 de junho de 2007</p>
<p><span id="more-409"></span></p>
<p>O que leva uma pessoa a agredir a outra sem motivo? As notícias no país não são animadoras, porque mostram histórias em que o desrespeito pode levar um inocente à morte. Foi o caso do aposentado José Sérgio Barbosa Fontes, de 56 anos, que foi agredido na fila de um caixa eletrônico e sofreu traumatismo craniano. Na segunda-feira foi constatada a morte do diácono da igreja católica.</p>
<p>O aposentado recebeu um soco quando tentava impedir que um homem furasse a fila em um banco em Salvador, na Bahia. O nome do perito-técnico do IML (Instituto de Medicina Legal) que o agrediu não foi divulgado. Tudo começou errado. O homem tentou furar uma fila, o que já é um tremendo desrespeito. Quando confrontado, ainda agrediu o aposentado e um homem inocente acabou morto.</p>
<p>Mesmo que o agressor estivesse certo na fila, nada justificaria agredir um outro cidadão. Apesar de toda a dor da família, foi autorizada a doação dos órgãos do diácono. Um ato de amor no meio de tanta crueldade. Mas afinal, o que leva um homem a matar o outro por nada?</p>
<h4><strong>JOVENS</strong></h4>
<p>Outra agressão muito comentada na semana foi a que aconteceu com a empregada doméstica Sirlei Dias Carvalho Pinto, de 32 anos, que foi atacada por cinco jovens de classe média no Rio de Janeiro. Ela estava em um ponto de ônibus no último sábado quando os rapazes desceram de um carro, roubaram a sua bolsa e a atacaram com socos e pontapés. No final, alegaram que pensavam se tratar de uma prostituta.</p>
<p>Mas afinal, que diferença faria se Sirlei fosse uma prostituta? Ela poderia ser quem quisesse e esses jovens continuaram absolutamente errados de terem agredido a mulher. Será que eles acharam que agredir alguém era diversão? Quem, em sã consciência, pode achar divertido agredir uma pessoa?</p>
<p>E na última terça-feira um menino de sete anos viu os pais serem assassinados a tiros dentro do carro em um bairro nobre da capital paulista. Como a criança parece ter bloqueado a cena de sua memória e não fala sobre o assunto, a hipótese é que tenha acontecido uma tentativa de assalto. Não deu certo e os assaltantes atiraram, a sangue frio, em dois seres humanos? Pode ser, simples assim.</p>
<h4><strong>EDUCAÇÃO</strong></h4>
<p>Existe um item básico de convivência em sociedade que as pessoas parecem esquecer: o respeito ao próximo. E, claro, com isso, a violência aflora. A violência é, inclusive, proveniente de diversos outros fatores e eu atribuo a falta de educação como um dos principais. Sem educação, a família permanece desestruturada e o mundo do crime parece uma solução. Mas resolver esse problema não é fácil e nem acontece de uma hora para a outra. O desanimador é quando vemos que parece que nada está sendo feito para mudar a triste realidade das ruas. Grandes ou pequenas, hoje em dia nenhuma cidade escapa da violência.</p>
<h4><strong>FAMÍLIA</strong></h4>
<p>E permitam-me arriscar um palpite, mas eu creio que falta um pouco de fé nas pessoas. Falta Deus dentro das casas. Uma família não precisa ter dinheiro e nem bens materiais para criar um filho com dignidade e honestidade. Quando existe um ensinamento religioso, quando o indivíduo compreende que o universo é muito maior do que seu umbigo, quando a família passa os ensinamentos do bem, do trabalho, do estudo e da caridade, não há possibilidade desse jovem ir para o mundo da criminalidade.</p>
<p>A violência gratuita acontece por diversas razões. A base está sendo afetada e por isso as gerações futuras desses homens não têm o que esperar de bom. Violência não leva a nada, mas as crianças e adolescentes só vão compreender isso quando tiverem os exemplos bons dentro de suas casas. É assim que começa: um pouco, para mudar um todo.</p>
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		<title>Poder da mente</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2007/06/20/poder-da-mente/</link>
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		<pubDate>Wed, 20 Jun 2007 03:00:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – Colunas]]></category>

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		<description><![CDATA[20 de junho de 2007

Recentemente assisti a um programa que me deixou fascinada, já que o assunto me interessa há bastante tempo: o poder da mente. A matéria mostrava uma psiquiatra que, por ironia da história, havia sofrido um derrame cerebral e precisou reaprender a viver. Ela contava que teve uma segunda chance e que a agarrou. Passou, então, a realizar trabalhos manuais e descobriu uma desenvoltura artística que antes não conhecia. Todo o aprendizado que antes tinha, passou para o vidro e ficou conhecida como a artista plástica que pintava cérebros em vitrais.
O cérebro permite que mudemos sempre. Uma característica das mais incríveis e vitais do cérebro é a neuroplasticidade. Ou seja, os neurônios podem se adaptar e se organizar de acordo com as exigências que são feitas. Somos nós quem definimos como queremos viver os próximos anos de nossas vidas. E o grande segredo é o aprendizado. Quando mais aprendemos, o cérebro expande suas conexões neurais e modifica a estrutura do que antes estava ali. As conexões aumentam e se fixam na memória, o que nos mostra que a cada novidade, o cérebro se torna ainda mais potente.
Parece que ele é movido a trabalho. Quanto mais usamos o cérebro, melhor a sua performance, já que a cada novo aprendizado, novas conexões precisam ser feitas e elas aumentam os caminhos da mente. Aprender é bom. Sair da rotina é mais positivo do que podemos imaginar. Podemos garantir muitos anos de lucidez com uma vida repleta de desafios para a nossa cabeça.
Não é difícil. Basta imaginar que não há limite de idade para aprender um instrumento, um idioma, um assunto interessante, um trabalho manual, uma receita de bolo, um ponto de costura, uma matéria nova ou o que desejarmos. Nossa mente não envelhece, a menos que queiramos que isso aconteça. Ler livros, ver filmes, assistir a peças de teatro, participar de encontros, viajar, montar quebra-cabeças e fazer um trabalho voluntário podem ser opções para que novos mundos se abram diante de nossos olhos.
POSITIVO
Ser positivo também ajuda. Quando temos pensamentos negativos, o cérebro recebe inibidores químicos que limitam os impulsos eletroquímicos. Os pensamentos positivos, pelo contrário, facilitam a aprendizagem e a criatividade. O estado mental positivo pode afetar diretamente o que acontece na sua vida, muito mais do que você pode imaginar. Escolher ser uma pessoa positiva e com alto-astral pode garantir uma vida mais próspera e sem mágica.
Não é fácil encontrarmos pessoas doentes e que só falam de mais doenças? E pessoas prósperas e que estão sempre de bem com a vida? Tudo isso porque o padrão mental de cada uma delas determina aquilo o que elas querem para as suas vidas e todos podemos fazer nossas escolhas. Nunca é tarde para mudar.
HISTÓRIAS
Dona Lourdes tem quase 80 anos, mas com aquele jeito maroto, podem pensar que ela é bem mais nova. Sua mente é mais jovem. Ela faz hidroginástica duas vezes por semana; participa do grupo da biblioteca, onde encontra as colegas para um bom papo e lanches; faz parte de um grupo da terceira idade que viaja para diversas cidades de ônibus com pagamentos em prestações; possui uma turma de amigos que se dedicam à oração e ainda trocam livros &#8211; ela lê em média de dois a três livros por mês &#8211; e ainda realiza diversos trabalhos voluntários, como costura de colchas e roupas para os necessitados com sobras de tecido de fábricas e a preparação de alimentos que são distribuídos em algumas casas.
A Dona Lourdes é minha vó. Eu não só a amo muito como a admiro. Há poucos meses, ela sofreu um acidente e bateu a cabeça. Ficou desacordada, foi levada ao hospital e fez diversos exames. Mesmo nos dias de recuperação, ela sempre dizia: “estou ótima” quando perguntavam como ela estava. E hoje ela está realmente ótima, sem nenhuma seqüela, como um milagre ou como resultado do poder de sua mente aliado à sua fé.
Fato parecido aconteceu na semana passada com minha madrinha Thereza. Ela sofreu um acidente vascular isquêmico e a família entrou em desespero. Em meio a orações e pensamentos positivos, recebemos a notícia de que, dias depois, ela saiu da UTI, foi para o quarto e hoje está consciente, compreendendo tudo e reaprendendo a se comunicar, já que a área da comunicação do cérebro foi afetada. Não tenho dúvidas de que ela vai conseguir. Lá em sua casa, com a Carol e o cachorro Flokinho, ela está estabelecendo novas conexões neurais para voltar à sua vida. Com sua alegria, entusiasmo e vontade de viver, tenho certeza que seu pensamento a levará à cura. Porque há melhoras que não têm explicação, elas simplesmente acontecem. Até a próxima.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>20 de junho de 2007</p>
<p><span id="more-411"></span></p>
<p>Recentemente assisti a um programa que me deixou fascinada, já que o assunto me interessa há bastante tempo: o poder da mente. A matéria mostrava uma psiquiatra que, por ironia da história, havia sofrido um derrame cerebral e precisou reaprender a viver. Ela contava que teve uma segunda chance e que a agarrou. Passou, então, a realizar trabalhos manuais e descobriu uma desenvoltura artística que antes não conhecia. Todo o aprendizado que antes tinha, passou para o vidro e ficou conhecida como a artista plástica que pintava cérebros em vitrais.</p>
<p>O cérebro permite que mudemos sempre. Uma característica das mais incríveis e vitais do cérebro é a neuroplasticidade. Ou seja, os neurônios podem se adaptar e se organizar de acordo com as exigências que são feitas. Somos nós quem definimos como queremos viver os próximos anos de nossas vidas. E o grande segredo é o aprendizado. Quando mais aprendemos, o cérebro expande suas conexões neurais e modifica a estrutura do que antes estava ali. As conexões aumentam e se fixam na memória, o que nos mostra que a cada novidade, o cérebro se torna ainda mais potente.</p>
<p>Parece que ele é movido a trabalho. Quanto mais usamos o cérebro, melhor a sua performance, já que a cada novo aprendizado, novas conexões precisam ser feitas e elas aumentam os caminhos da mente. Aprender é bom. Sair da rotina é mais positivo do que podemos imaginar. Podemos garantir muitos anos de lucidez com uma vida repleta de desafios para a nossa cabeça.</p>
<p>Não é difícil. Basta imaginar que não há limite de idade para aprender um instrumento, um idioma, um assunto interessante, um trabalho manual, uma receita de bolo, um ponto de costura, uma matéria nova ou o que desejarmos. Nossa mente não envelhece, a menos que queiramos que isso aconteça. Ler livros, ver filmes, assistir a peças de teatro, participar de encontros, viajar, montar quebra-cabeças e fazer um trabalho voluntário podem ser opções para que novos mundos se abram diante de nossos olhos.</p>
<h4><strong>POSITIVO</strong></h4>
<p>Ser positivo também ajuda. Quando temos pensamentos negativos, o cérebro recebe inibidores químicos que limitam os impulsos eletroquímicos. Os pensamentos positivos, pelo contrário, facilitam a aprendizagem e a criatividade. O estado mental positivo pode afetar diretamente o que acontece na sua vida, muito mais do que você pode imaginar. Escolher ser uma pessoa positiva e com alto-astral pode garantir uma vida mais próspera e sem mágica.</p>
<p>Não é fácil encontrarmos pessoas doentes e que só falam de mais doenças? E pessoas prósperas e que estão sempre de bem com a vida? Tudo isso porque o padrão mental de cada uma delas determina aquilo o que elas querem para as suas vidas e todos podemos fazer nossas escolhas. Nunca é tarde para mudar.</p>
<h4><strong>HISTÓRIAS</strong></h4>
<p>Dona Lourdes tem quase 80 anos, mas com aquele jeito maroto, podem pensar que ela é bem mais nova. Sua mente é mais jovem. Ela faz hidroginástica duas vezes por semana; participa do grupo da biblioteca, onde encontra as colegas para um bom papo e lanches; faz parte de um grupo da terceira idade que viaja para diversas cidades de ônibus com pagamentos em prestações; possui uma turma de amigos que se dedicam à oração e ainda trocam livros &#8211; ela lê em média de dois a três livros por mês &#8211; e ainda realiza diversos trabalhos voluntários, como costura de colchas e roupas para os necessitados com sobras de tecido de fábricas e a preparação de alimentos que são distribuídos em algumas casas.</p>
<p>A Dona Lourdes é minha vó. Eu não só a amo muito como a admiro. Há poucos meses, ela sofreu um acidente e bateu a cabeça. Ficou desacordada, foi levada ao hospital e fez diversos exames. Mesmo nos dias de recuperação, ela sempre dizia: “estou ótima” quando perguntavam como ela estava. E hoje ela está realmente ótima, sem nenhuma seqüela, como um milagre ou como resultado do poder de sua mente aliado à sua fé.</p>
<p>Fato parecido aconteceu na semana passada com minha madrinha Thereza. Ela sofreu um acidente vascular isquêmico e a família entrou em desespero. Em meio a orações e pensamentos positivos, recebemos a notícia de que, dias depois, ela saiu da UTI, foi para o quarto e hoje está consciente, compreendendo tudo e reaprendendo a se comunicar, já que a área da comunicação do cérebro foi afetada. Não tenho dúvidas de que ela vai conseguir. Lá em sua casa, com a Carol e o cachorro Flokinho, ela está estabelecendo novas conexões neurais para voltar à sua vida. Com sua alegria, entusiasmo e vontade de viver, tenho certeza que seu pensamento a levará à cura. Porque há melhoras que não têm explicação, elas simplesmente acontecem. Até a próxima.</p>
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		<title>É proibido fumar</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2007/06/01/e-proibido-fumar/</link>
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		<pubDate>Fri, 01 Jun 2007 03:00:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – Colunas]]></category>

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		<description><![CDATA[1 de junho de 2007

Eu não poderia deixar de falar sobre o cigarro logo após o Dia Mundial Sem Tabaco, comemorado em 31 de maio. A data foi criada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e adotada por diversos países que participam da proposta de controle de tabagismo no mundo. O objetivo é a conscientização dos males que o tabaco e seus derivados causam.
Recentemente, o colega de redação Alexandre Martini perguntou, por brincadeira, o que eu tinha contra o cigarro. Respondi que tudo, absolutamente tudo, com a fúria que o assunto me causa. Coitado dele, foi uma vítima de um dos assuntos que mais me perseguem. Falo isso porque sou bastante tolerante com muitas questões, flexível e compreensiva, mas se existe um assunto sobre o qual eu sou irredutível é esse: o cigarro. E que me desculpem os fumantes pelos números verdadeiros que eu costumo apresentar.
DROGA
De acordo com dados da SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia), fumar aumenta em 300% o risco de uma pessoa ter um ataque cardíaco e o fumante também tem 200% mais chances de ter um derrame do que um não-fumante. Só no Brasil, 200 mil pessoas morrem por ano por causa do cigarro. E ele continua existindo.
Uma colega comentou comigo certa vez que era a favor de um estilo saudável de vida, com alimentação controlada, exercícios físicos e nada de droga. “Mas só um cigarrinho de vez em quando”. E eu disse “Mas cigarro é droga!”. A que mais sofreu com meu radicalismo foi minha prima Carol, que veio passar um Carnaval comigo no Guaçu. Passou quatro dias fumando na escada do prédio, porque eu disse que fumante não entrava na minha casa. No fundo, eu sei que ela entendeu.
O cigarro contém cerca de 4.720 substâncias químicas e pelo menos 60 delas são reconhecidamente cancerígenas. Não há nada de bom em um cigarro. Mas eu compreendo, é um vício e como todo vício, deve ser difícil largar. O problema é que na maioria das vezes o fumante gosta de fumar e não deseja parar.
PASSIVOS
A SBC estima que existem dois bilhões de fumantes passivos no mundo e que 700 milhões são crianças. Isso significa que todas essas pessoas respiram a fumaça do cigarro dos outros e absorvem todas as substâncias tóxicas que o próprio fumante, mesmo sem ter fumado. Não tenho “birra” à toa. Conheço pessoas que perderam familiares queridos por causa do cigarro e talvez eu mesma não estivesse viva depois de um sério problema de pulmão que eu tive se não fosse contra o tabagismo. Mesmo depois de voltar de uma internação em UTI (Unidade de Terapia Intensiva), lembro-me como hoje que em uma sala fechada um conhecido acendeu o cigarro e enquanto conversava comigo, jogava a fumaça em minha cara, mesmo sabendo do meu histórico. Saí da sala.
Antes desse episódio, eu dizia que não me importava com o cigarro. De fato, como na maior parte dos assuntos, eu respeito a opinião dos outros. Até posso respeitar que existem pessoas que querem fumar. Não consigo aceitar que essas pessoas me façam fumar com elas, porque eu não escolhi isso para mim. E depois daquele dia, naquela sala, com aquele fumante, eu passei a pensar diferente.
CRENÇAS
Eu passei a acreditar que se o fumante não se respeita quando estraga seus próprios pulmões, fica difícil para ele imaginar que está fazendo mal para os outros. No primeiro ano da faculdade, eu me lembro bem, tive uma colega de classe linda e muito inteligente. Fumava como uma doida, um cigarro atrás do outro. Ficou grávida e continuou a fumar. Os colegas de classe não se conformavam, mas ela dizia que se preocupava, sim, com a saúde do bebê, mas não conseguia parar de fumar. Talvez os fumantes não tenham consciência do mal que fazem a eles próprios e aos outros.
Dados apontam que 80% dos fumantes começaram a fumar antes dos 18 anos. Muitos deles começaram como fumantes passivos, em casa, vendo os pais acenderem o cigarro. Criança aprende pelo exemplo. Aquela minha prima, a Carol, aprendeu a fumar vendo os pais. Um exemplo desses é o pior que pode existir: de vício.
Fora que a saúde é afetada pelas tragadas, sim. O homem fumante vive em média 13 anos a menos do que o não-fumante e a mulher 15 anos a menos. Com todo o respeito – mas sem a compreensão: caros fumantes, eu desejo viver mais.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>1 de junho de 2007</p>
<p><span id="more-413"></span></p>
<p>Eu não poderia deixar de falar sobre o cigarro logo após o Dia Mundial Sem Tabaco, comemorado em 31 de maio. A data foi criada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e adotada por diversos países que participam da proposta de controle de tabagismo no mundo. O objetivo é a conscientização dos males que o tabaco e seus derivados causam.</p>
<p>Recentemente, o colega de redação Alexandre Martini perguntou, por brincadeira, o que eu tinha contra o cigarro. Respondi que tudo, absolutamente tudo, com a fúria que o assunto me causa. Coitado dele, foi uma vítima de um dos assuntos que mais me perseguem. Falo isso porque sou bastante tolerante com muitas questões, flexível e compreensiva, mas se existe um assunto sobre o qual eu sou irredutível é esse: o cigarro. E que me desculpem os fumantes pelos números verdadeiros que eu costumo apresentar.</p>
<h4>DROGA</h4>
<p>De acordo com dados da SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia), fumar<strong> </strong>aumenta em 300% o risco de uma pessoa ter um ataque cardíaco e o fumante também tem 200% mais chances de ter um derrame do que um não-fumante. Só no Brasil, 200 mil pessoas morrem por ano por causa do cigarro. E ele continua existindo.</p>
<p>Uma colega comentou comigo certa vez que era a favor de um estilo saudável de vida, com alimentação controlada, exercícios físicos e nada de droga. “Mas só um cigarrinho de vez em quando”. E eu disse “Mas cigarro é droga!”. A que mais sofreu com meu radicalismo foi minha prima Carol, que veio passar um Carnaval comigo no Guaçu. Passou quatro dias fumando na escada do prédio, porque eu disse que fumante não entrava na minha casa. No fundo, eu sei que ela entendeu.</p>
<p>O cigarro contém cerca de 4.720 substâncias químicas e pelo menos 60 delas são reconhecidamente cancerígenas. Não há nada de bom em um cigarro. Mas eu compreendo, é um vício e como todo vício, deve ser difícil largar. O problema é que na maioria das vezes o fumante gosta de fumar e não deseja parar.</p>
<h4>PASSIVOS</h4>
<p>A SBC estima que existem dois bilhões de fumantes passivos no mundo e que 700 milhões são crianças. Isso significa que todas essas pessoas respiram a fumaça do cigarro dos outros e absorvem todas as substâncias tóxicas que o próprio fumante, mesmo sem ter fumado. Não tenho “birra” à toa. Conheço pessoas que perderam familiares queridos por causa do cigarro e talvez eu mesma não estivesse viva depois de um sério problema de pulmão que eu tive se não fosse contra o tabagismo. Mesmo depois de voltar de uma internação em UTI (Unidade de Terapia Intensiva), lembro-me como hoje que em uma sala fechada um conhecido acendeu o cigarro e enquanto conversava comigo, jogava a fumaça em minha cara, mesmo sabendo do meu histórico. Saí da sala.</p>
<p>Antes desse episódio, eu dizia que não me importava com o cigarro. De fato, como na maior parte dos assuntos, eu respeito a opinião dos outros. Até posso respeitar que existem pessoas que querem fumar. Não consigo aceitar que essas pessoas me façam fumar com elas, porque eu não escolhi isso para mim. E depois daquele dia, naquela sala, com aquele fumante, eu passei a pensar diferente.</p>
<h4>CRENÇAS</h4>
<p>Eu passei a acreditar que se o fumante não se respeita quando estraga seus próprios pulmões, fica difícil para ele imaginar que está fazendo mal para os outros. No primeiro ano da faculdade, eu me lembro bem, tive uma colega de classe linda e muito inteligente. Fumava como uma doida, um cigarro atrás do outro. Ficou grávida e continuou a fumar. Os colegas de classe não se conformavam, mas ela dizia que se preocupava, sim, com a saúde do bebê, mas não conseguia parar de fumar. Talvez os fumantes não tenham consciência do mal que fazem a eles próprios e aos outros.</p>
<p>Dados apontam que 80% dos fumantes começaram a fumar antes dos 18 anos. Muitos deles começaram como fumantes passivos, em casa, vendo os pais acenderem o cigarro. Criança aprende pelo exemplo. Aquela minha prima, a Carol, aprendeu a fumar vendo os pais. Um exemplo desses é o pior que pode existir: de vício.</p>
<p>Fora que a saúde é afetada pelas tragadas, sim. O homem fumante vive em média 13 anos a menos do que o não-fumante e a mulher 15 anos a menos. Com todo o respeito – mas sem a compreensão: caros fumantes, eu desejo viver mais.</p>
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		<title>Posse responsável</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2007/05/18/posse-responsavel/</link>
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		<pubDate>Fri, 18 May 2007 03:00:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – Colunas]]></category>

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		<description><![CDATA[18 de maio de 2007

Lugar de bicho de estimação é em casa. A afirmação pode parecer óbvia para alguns e sem sentido para outros, mas o fato é que esta é uma premissa para quem deseja ter um bicho dentro da posse responsável. Afinal, quem tem um animal tem que saber que ele precisa do dono e companheiro para tudo, inclusive para garantir-lhe segurança, o que não se encontra nas ruas.
É muito comum ver animais soltos pelas ruas de Mogi Guaçu. Além dos abandonados, vemos também cachorros e gatos bonitos, gordos e fortes, que provavelmente têm dono e casa. Mas então por que ficam perambulando pelas ruas? “O animal precisa passear”, dizem alguns. Se este for o verdadeiro motivo, o dono precisa estar junto.
Já vi casos em que as pessoas reclamam que seus animais foram apreendidos pelo CCZ (Centro de Controle de Zoonoses). Se eles estavam na rua, então não há motivo para queixa. Se por acaso fugiram, quem encontrar o animal pode contatar o dono por algum telefone deixado na coleira, com o nome do bicho. Esta é mais uma atitude simples e que pode salvar vidas.
EM CASA
Quem escolhe ter um animal de estimação precisa ter em mente que ele é totalmente dependente do dono. Por isso é importante assegurar que o bicho tenha, além de muito carinho, um lugar seguro para ficar, esteja com as vacinas em dia, receba alimentação adequada e seja castrado, para evitar a superpopulação de animais, principalmente dos gatos. Manter um animal em casa não é maldade com ele, mas uma atenção que garante o seu bem-estar.
E essa atenção vale não somente para cachorros, mas também para os gatos. É mito pensar que eles precisam dar uma passeada pelas redondezas. A situação é fácil de ser resolvida com telas de proteção em janelas, que inclusive protegem os felinos em caso de morarem em apartamentos. Um animal solto nas ruas está exposto a riscos como ser atropelado, perder-se e não ter como voltar ou até mesmo receber veneno de vizinhos. Este é um caso à parte, sem dúvida, já que eu me pergunto o que se passa na cabeça de alguém que é capaz de envenenar um animal. Devemos sempre lembrar que se trata de uma vida.
CASTRAÇÃO
Além da segurança e da alimentação, manter as vacinas em dia é imprescindível para garantir a saúde de todos da família. A vacina anual contra a raiva pode ser adquiria no CCZ, então não vacinar por questões financeiras é uma desculpa que não funciona. A castração também pode ser solicitada a um baixo custo no CCZ, em parceria com a Associação Protetora dos Animais da cidade. E não, castrar não é uma maldade ao seu gato ou cachorro. Castrar é um ato de amor.
A castração impede que o animal tenha necessidade de sair às ruas e, assim, garante longevidade ao seu companheiro, além de evitar diversas doenças, que são comuns aos animais não castrados. Ter animais castrados impede que eles possam procriar e, assim, aumentar a população de abandonados nas ruas.
A posse responsável envolve tudo o que garante bem-estar ao animal. Ele não é uma lata de lixo que pode comer restos ou tão independente que possa dar passeios e voltar na hora que quiser. Nossos animais são seres que precisam de nós. Não basta adotar um lindo filhote, mas sim saber que ele se transformará em um animal adulto e que continuará precisando de cuidados. Muitos são abandonados pelos próprios donos na velhice, quando mais precisam de sua família.
ADOÇÃO
Quem não tem um bicho de estimação, deveria considerar a possibilidade de adoção. Há muitos animais nas ruas precisando de um lar e o CCZ recolhe centenas todos os meses. Depois de três dias, se um dono ou pessoa disposta a adotar não aparecerem, os animais são sacrificados. De acordo com os últimos dados divulgados pela Secretaria de Saúde, relativos ao último trimestre de 2006, cerca de 377 animais são sacrificados por mês, o que resulta em uma média de 12 animais mortos todos os dias.
Gatos e cachorros são igualmente carinhosos e podem ser companheiros incríveis. Só quem tem sabe do que estou falando. Mas quem não tem, pode adotar um ainda hoje. Nós podemos fazer a diferença, cada um de nós, para melhorar a vida desses seres indefesos. E como não basta falar, eu mesma já recolhi diversos gatos da rua e procurei quem os adotasse. Dois deles, um macho e uma fêmea, moram comigo. Ou melhor, Polly e Teddy já são parte da minha pequena família.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>18 de maio de 2007</p>
<p><span id="more-415"></span></p>
<p>Lugar de bicho de estimação é em casa. A afirmação pode parecer óbvia para alguns e sem sentido para outros, mas o fato é que esta é uma premissa para quem deseja ter um bicho dentro da posse responsável. Afinal, quem tem um animal tem que saber que ele precisa do dono e companheiro para tudo, inclusive para garantir-lhe segurança, o que não se encontra nas ruas.</p>
<p>É muito comum ver animais soltos pelas ruas de Mogi Guaçu. Além dos abandonados, vemos também cachorros e gatos bonitos, gordos e fortes, que provavelmente têm dono e casa. Mas então por que ficam perambulando pelas ruas? “O animal precisa passear”, dizem alguns. Se este for o verdadeiro motivo, o dono precisa estar junto.</p>
<p>Já vi casos em que as pessoas reclamam que seus animais foram apreendidos pelo CCZ (Centro de Controle de Zoonoses). Se eles estavam na rua, então não há motivo para queixa. Se por acaso fugiram, quem encontrar o animal pode contatar o dono por algum telefone deixado na coleira, com o nome do bicho. Esta é mais uma atitude simples e que pode salvar vidas.</p>
<h4>EM CASA</h4>
<p>Quem escolhe ter um animal de estimação precisa ter em mente que ele é totalmente dependente do dono. Por isso é importante assegurar que o bicho tenha, além de muito carinho, um lugar seguro para ficar, esteja com as vacinas em dia, receba alimentação adequada e seja castrado, para evitar a superpopulação de animais, principalmente dos gatos. Manter um animal em casa não é maldade com ele, mas uma atenção que garante o seu bem-estar.</p>
<p>E essa atenção vale não somente para cachorros, mas também para os gatos. É mito pensar que eles precisam dar uma passeada pelas redondezas. A situação é fácil de ser resolvida com telas de proteção em janelas, que inclusive protegem os felinos em caso de morarem em apartamentos. Um animal solto nas ruas está exposto a riscos como ser atropelado, perder-se e não ter como voltar ou até mesmo receber veneno de vizinhos. Este é um caso à parte, sem dúvida, já que eu me pergunto o que se passa na cabeça de alguém que é capaz de envenenar um animal. Devemos sempre lembrar que se trata de uma vida.</p>
<h4>CASTRAÇÃO</h4>
<p>Além da segurança e da alimentação, manter as vacinas em dia é imprescindível para garantir a saúde de todos da família. A vacina anual contra a raiva pode ser adquiria no CCZ, então não vacinar por questões financeiras é uma desculpa que não funciona. A castração também pode ser solicitada a um baixo custo no CCZ, em parceria com a Associação Protetora dos Animais da cidade. E não, castrar não é uma maldade ao seu gato ou cachorro. Castrar é um ato de amor.</p>
<p>A castração impede que o animal tenha necessidade de sair às ruas e, assim, garante longevidade ao seu companheiro, além de evitar diversas doenças, que são comuns aos animais não castrados. Ter animais castrados impede que eles possam procriar e, assim, aumentar a população de abandonados nas ruas.</p>
<p>A posse responsável envolve tudo o que garante bem-estar ao animal. Ele não é uma lata de lixo que pode comer restos ou tão independente que possa dar passeios e voltar na hora que quiser. Nossos animais são seres que precisam de nós. Não basta adotar um lindo filhote, mas sim saber que ele se transformará em um animal adulto e que continuará precisando de cuidados. Muitos são abandonados pelos próprios donos na velhice, quando mais precisam de sua família.</p>
<h4>ADOÇÃO</h4>
<p>Quem não tem um bicho de estimação, deveria considerar a possibilidade de adoção. Há muitos animais nas ruas precisando de um lar e o CCZ recolhe centenas todos os meses. Depois de três dias, se um dono ou pessoa disposta a adotar não aparecerem, os animais são sacrificados. De acordo com os últimos dados divulgados pela Secretaria de Saúde, relativos ao último trimestre de 2006, cerca de 377 animais são sacrificados por mês, o que resulta em uma média de 12 animais mortos todos os dias.</p>
<p>Gatos e cachorros são igualmente carinhosos e podem ser companheiros incríveis. Só quem tem sabe do que estou falando. Mas quem não tem, pode adotar um ainda hoje. Nós podemos fazer a diferença, cada um de nós, para melhorar a vida desses seres indefesos. E como não basta falar, eu mesma já recolhi diversos gatos da rua e procurei quem os adotasse. Dois deles, um macho e uma fêmea, moram comigo. Ou melhor, Polly e Teddy já são parte da minha pequena família.</p>
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		<title>Meio Ambiente em nossas mãos</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2007/05/11/meio-ambiente-em-nossas-maos/</link>
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		<pubDate>Fri, 11 May 2007 03:00:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – Colunas]]></category>

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		<description><![CDATA[11 de maio de 2007

Todos os dias pela manhã, Dona Maria lava a calçada. Não é uma varrida com vassoura, não. São litros e mais litros de água gastos no cimento quente à porta de sua casa. Um dia, sua vizinha comentou sobre um tal relatório que dizia que o aquecimento global poderá extinguir espécies e até mesmo deixar bilhões de pessoas sem água no futuro. Dona Maria então disse: “Mas não há nada que eu possa fazer para mudar isso”. E continuou a jogar água na calçada.
Cenas assim são comuns de serem vistas todos os dias. A Dona Maria da história pode ter outro nome, mas todos nós a conhecemos. No meu antigo trajeto a pé para o trabalho, quase todos os dias eu me deparava com cenas que me deixavam triste. Algumas vezes, eu cheguei a comentar com as pessoas que elas não deveriam desperdiçar a água, que é um bem precioso. Mas quase sempre eu não era ouvida.
GRAVE
O fato é que a situação é séria, talvez mais séria do que muitos possam imaginar. De acordo com o Grupo Intergovernamental de Especialistas sobre Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês), as temperaturas deverão aumentar em mais de 6 graus até o fim do século XXI, o que não é difícil de imaginar que é verdade. O calor intenso, mesmo em cidades que antes eram conhecidas pelo frio, não deixa nenhum lugar escapar. Quase não temos inverno e a tendência é que a situação só se agrave.
O IPCC já revelou que o causador das mudanças ocorridas na natureza é o homem. Na semana passada, o Grupo divulgou um plano mundial para evitar mudanças ainda mais desastrosas, com corte de emissão de gases e medidas que devem ser adotadas pelos países. Mesmo se todos resolverem colaborar – o que é uma utopia – não seremos poupados das mudanças. Até 2050, dois bilhões de pessoas podem ficar sem água e até 30% das espécies do mundo pode estar ameaçada de extinção.
MAUS HÁBITOS
A Dona Maria que lava a calçada e todos aqueles que seguem o seu exemplo podem achar que não estão aptos a ajudar a mudar essa situação caótica, mas a verdade é que eles podem. Todos nós podemos. Calçada não precisa de água, precisa de vassoura. E se lavar um determinado local é realmente necessário, por que não reaproveitar aquela água da máquina de lavar roupas? É prático, resolve o problema, economiza na conta do final do mês e ainda poupamos um dos mais preciosos bens da humanidade: a água.
Tudo aquilo o que fazemos pode afetar a humanidade. Mesmo em menor escala, fazemos parte do mundo e devemos preservar aquilo o que deixaremos para as próximas gerações e para nós mesmos. Isso porque os efeitos do aquecimento global já começaram a aparecer como o resultado de ações que nós mesmos tomamos.
A água é um recurso natural, mas não é infinito. Parece estranho falarmos em “falta de água” em um planeta que é composto por 70% desse líquido. Porém, 97,5% dessa água é salgada, proveniente dos oceanos, enquanto o pouco que resta também não é totalmente própria para consumo. Ou seja, da água doce disponível, se tirarmos o percentual que está sobre as calotas polares ou geleiras, somente cerca de 0,3% da água vem de lagos e rios e pode ser aproveitada por nós. Isso mesmo, esse pouco.
MUDANÇAS
As notícias de tantas mudanças climáticas e de desequilíbrios ecológicos podem servir para que paremos para pensar em nosso cotidiano. Há tanto para ser feito com pequenas atitudes e não fazemos, como podemos então cobrar de autoridades que façam a sua parte? A mudança tem que começar dentro de nossas casas, com uma responsabilidade que assumimos com o meio ambiente.
Em vez de concreto no chão do quintal, coloquem grama. Plantem árvores onde puderem, cuidem de vasos em suas casas e, principalmente, economizem água. O lixo pode ser separado para a reciclagem. Todos podemos separar plástico, papel e metal do lixo orgânico. Não dói, não custa nada e ainda pode gerar renda para outras famílias, além de ser um ganho para a natureza. E quando encontrarem com um vizinho lavando o chão, peçam um minuto de conversa e expliquem a importância da economia da água. É só com a conscientização que podemos mudar, de verdade, esse mundo.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>11 de maio de 2007</p>
<p><span id="more-417"></span></p>
<p>Todos os dias pela manhã, Dona Maria lava a calçada. Não é uma varrida com vassoura, não. São litros e mais litros de água gastos no cimento quente à porta de sua casa. Um dia, sua vizinha comentou sobre um tal relatório que dizia que o aquecimento global poderá extinguir espécies e até mesmo deixar bilhões de pessoas sem água no futuro. Dona Maria então disse: “Mas não há nada que eu possa fazer para mudar isso”. E continuou a jogar água na calçada.</p>
<p>Cenas assim são comuns de serem vistas todos os dias. A Dona Maria da história pode ter outro nome, mas todos nós a conhecemos. No meu antigo trajeto a pé para o trabalho, quase todos os dias eu me deparava com cenas que me deixavam triste. Algumas vezes, eu cheguei a comentar com as pessoas que elas não deveriam desperdiçar a água, que é um bem precioso. Mas quase sempre eu não era ouvida.</p>
<h4>GRAVE</h4>
<p>O fato é que a situação é séria, talvez mais séria do que muitos possam imaginar. De acordo com o Grupo Intergovernamental de Especialistas sobre Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês), as temperaturas deverão aumentar em mais de 6 graus até o fim do século XXI, o que não é difícil de imaginar que é verdade. O calor intenso, mesmo em cidades que antes eram conhecidas pelo frio, não deixa nenhum lugar escapar. Quase não temos inverno e a tendência é que a situação só se agrave.</p>
<p>O IPCC já revelou que o causador das mudanças ocorridas na natureza é o homem. Na semana passada, o Grupo divulgou um plano mundial para evitar mudanças ainda mais desastrosas, com corte de emissão de gases e medidas que devem ser adotadas pelos países. Mesmo se todos resolverem colaborar – o que é uma utopia – não seremos poupados das mudanças. Até 2050, dois bilhões de pessoas podem ficar sem água e até 30% das espécies do mundo pode estar ameaçada de extinção.</p>
<h4><strong>MAUS HÁBITOS</strong></h4>
<p>A Dona Maria que lava a calçada e todos aqueles que seguem o seu exemplo podem achar que não estão aptos a ajudar a mudar essa situação caótica, mas a verdade é que eles podem. Todos nós podemos. Calçada não precisa de água, precisa de vassoura. E se lavar um determinado local é realmente necessário, por que não reaproveitar aquela água da máquina de lavar roupas? É prático, resolve o problema, economiza na conta do final do mês e ainda poupamos um dos mais preciosos bens da humanidade: a água.</p>
<p>Tudo aquilo o que fazemos pode afetar a humanidade. Mesmo em menor escala, fazemos parte do mundo e devemos preservar aquilo o que deixaremos para as próximas gerações e para nós mesmos. Isso porque os efeitos do aquecimento global já começaram a aparecer como o resultado de ações que nós mesmos tomamos.</p>
<p>A água é um recurso natural, mas não é infinito. Parece estranho falarmos em “falta de água” em um planeta que é composto por 70% desse líquido. Porém, 97,5% dessa água é salgada, proveniente dos oceanos, enquanto o pouco que resta também não é totalmente própria para consumo. Ou seja, da água doce disponível, se tirarmos o percentual que está sobre as calotas polares ou geleiras, somente cerca de 0,3% da água vem de lagos e rios e pode ser aproveitada por nós. Isso mesmo, esse pouco.</p>
<h4><strong>MUDANÇAS</strong></h4>
<p>As notícias de tantas mudanças climáticas e de desequilíbrios ecológicos podem servir para que paremos para pensar em nosso cotidiano. Há tanto para ser feito com pequenas atitudes e não fazemos, como podemos então cobrar de autoridades que façam a sua parte? A mudança tem que começar dentro de nossas casas, com uma responsabilidade que assumimos com o meio ambiente.</p>
<p>Em vez de concreto no chão do quintal, coloquem grama. Plantem árvores onde puderem, cuidem de vasos em suas casas e, principalmente, economizem água. O lixo pode ser separado para a reciclagem. Todos podemos separar plástico, papel e metal do lixo orgânico. Não dói, não custa nada e ainda pode gerar renda para outras famílias, além de ser um ganho para a natureza. E quando encontrarem com um vizinho lavando o chão, peçam um minuto de conversa e expliquem a importância da economia da água. É só com a conscientização que podemos mudar, de verdade, esse mundo.</p>
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		<title>Matéria especial para o aniversário de 130 anos de Mogi Guaçu</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2007/04/07/materia-especial-para-o-aniversario-de-130-anos-de-mogi-guacu/</link>
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		<pubDate>Sat, 07 Apr 2007 03:00:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – 2007]]></category>

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		<description><![CDATA[Material publicado em 7 de abril de 2007.



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			<content:encoded><![CDATA[<p>Material publicado em 7 de abril de 2007.</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/final_martini01.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-326" title="Parte 1: Uma vida dedicada à educação" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/final_martini01-360x343.jpg" alt="" width="360" height="343" /></a></p>
<p><a href="http://fernandafranca.com/in/media/blogs/materias/_final_martini01.jpg" target="_blank"></a><br />
<a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/final_martini02.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-327" title="Parte 2: Bom humor e contratempos nos desfiles" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/final_martini02-360x344.jpg" alt="" width="360" height="344" /></a></p>
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		<title>Frota da cidade cresce 8% ao ano</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2007/02/24/frota-da-cidade-cresce-8-ao-ano/</link>
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		<pubDate>Sat, 24 Feb 2007 03:00:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – 2007]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 24 de fevereiro de 2007.

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 24 de fevereiro de 2007.</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/transito01.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-290" title="Frota da cidade cresce 8% ao ano" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/transito01-360x477.jpg" alt="" width="360" height="477" /></a></p>
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		<title>Moradores se sentem abandonados</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2007/01/23/moradores-se-sentem-abandonados/</link>
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		<pubDate>Tue, 23 Jan 2007 03:00:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – 2007]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 23 de janeiro de 2007.

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 23 de janeiro de 2007.</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/final_reclama.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-335" title="Moradores se sentem abandonados" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/final_reclama-360x661.jpg" alt="" width="360" height="661" /></a></p>
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		<title>Lar para animais doentes é mais raro</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Jan 2007 03:00:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – 2007]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 23 de janeiro de 2007.

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 23 de janeiro de 2007.</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/final_animais.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-332" title="Lar para animais doentes é mais raro" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/final_animais-360x396.jpg" alt="" width="360" height="396" /></a></p>
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		<title>O destino das guaçuanas no Bolshoi</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2007/01/13/o-destino-das-guacuanas-no-bolshoi/</link>
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		<pubDate>Sat, 13 Jan 2007 03:00:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – Cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 13 de janeiro de 2007.

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 13 de janeiro de 2007.</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/final_bolshoi.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-372" title="O destino das guaçuanas no Bolshoi" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/final_bolshoi-360x604.jpg" alt="" width="360" height="604" /></a></p>
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		<title>Começam as obras do shopping</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2006/07/29/comecam-as-obras-do-shopping/</link>
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		<pubDate>Sat, 29 Jul 2006 03:00:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – 2007]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 29 de julho de 2006.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 29 de julho de 2006.</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/final_shopping.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-338" title="Começam as obras do shopping" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/final_shopping-360x261.jpg" alt="" width="360" height="261" /></a></p>
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		<item>
		<title>Brasil é &#8220;campeão&#8221; em cesáreas</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2006/06/10/brasil-e-campeao-em-cesareas/</link>
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		<pubDate>Sat, 10 Jun 2006 03:00:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – 2007]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 10 de junho de 2006.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 10 de junho de 2006.</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/parto_fim.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-341" title="Brasil é &quot;campeão&quot; em cesáreas" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/parto_fim-360x654.jpg" alt="" width="360" height="654" /></a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Cidade tem o 1º cão-guia da região</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2006/05/13/cidade-tem-o-1%c2%ba-cao-guia-da-regiao/</link>
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		<pubDate>Sat, 13 May 2006 03:00:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – 2007]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 13 de maio de 2006.
Cidade tem o 1º cão-guia da região (em pdf)
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 13 de maio de 2006.</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/13052006_caoguia.pdf">Cidade tem o 1º cão-guia da região (em pdf)</a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Animais exóticos, mas grandes amigos</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2005/11/26/animais-exoticos-mas-grandes-amigos/</link>
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		<pubDate>Sat, 26 Nov 2005 03:00:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – Cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 26 de novembro de 2005.
Animais exóticos, mas grandes amigos (em pdf)
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 26 de novembro de 2005.<span id="more-374"></span></p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/especial_26_11.pdf">Animais exóticos, mas grandes amigos (em pdf)</a></p>
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		<title>Brasileira relata horror em Londres</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2005/07/09/brasileira-relata-horror-em-londres/</link>
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		<pubDate>Sat, 09 Jul 2005 03:00:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – 2007]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 9 de julho de 2005.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 9 de julho de 2005.</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/final_londres.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-347" title="Brasileira relata horror em Londres" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/final_londres-360x391.jpg" alt="" width="360" height="391" /></a></p>
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		<title>Feng Shui: A busca pela harmonia</title>
		<link>http://fernandafranca.com.br/2005/06/18/feng-shui-a-busca-pela-harmonia/</link>
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		<pubDate>Sat, 18 Jun 2005 19:27:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gazeta Guaçuana – Cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 18 de junho de 2005.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 18 de junho de 2005.</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/final_fengshui.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-378" title="Feng Shui: A busca pela harmonia" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/final_fengshui-360x190.jpg" alt="" width="360" height="190" /></a></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Banda faz viagem musical</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Apr 2000 03:00:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 9 de abril de 2000.

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 9 de abril de 2000.</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/final_banda.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-247" title="Banda faz viagem musical" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/final_banda-360x335.jpg" alt="" width="360" height="335" /></a></p>
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		<title>&#8220;Na Bagunça&#8221; respeita obra de Chico Buarque</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Apr 2000 03:00:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornal Diário do Grande ABC]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada em 1º de abril de 2000.

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada em 1º de abril de 2000.</p>
<p><a href="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/nabagunca.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-244" title="&quot;Na Bagunça&quot; respeita obra de Chico Buarque" src="http://fernandafranca.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/nabagunca-360x618.jpg" alt="" width="360" height="618" /></a></p>
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